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sábado, 8 de fevereiro de 2014

AFIRMAÇÃO BOMBÁSTICA!!! "ALÁ DEU ISRAEL AOS JUDEUS."

Alá prometeu Israel aos judeus 
assim afirma o sheikh Ahmad Adwan,
um professor muçulmano que vive 
na Jordânia, que declarou recentemente 
na sua página no facebook que 
"Palestina" não existe.
O blogueiro "Elder of Ziyon"traduziu fontes noticiosas árabes que comentaram as afirmações de Adwan no Sábado passado, segundo as quais ele cita o Corão - livro sagrado dos muçulmanos - e onde alegadamente diz que Alá designou Israel aos judeus até ao dia do juízo final (Sura 5, verso 21), e que os judeus são os herdeiros de Israel (Sura 26, verso 59).
"Digo àqueles que distorcem...o Corão; de onde é que vocês foram buscar o nome Palestina, seus mentirosos, seus amaldiçoados, quando Alá já lhe deu o nome de "Terra Santa" e deu-a em testamento aos Filhos de Israel até ao dia do Juízo Final?" - protestou Adwan - "Não existe nada de "Palestina" no Corão."
"A vossa reivindicação da Terra de Israel é uma falsidade e constitui um ataque ao Corão, aos judeus e à sua terra. Por isso não ireis ser bem sucedidos, e Alá não vos irá atender, antes vos humilhará, porque Alá é aquele que os protege" - avisou Adwan.
O sheik teve ainda outras palavras duras contra os "palestinos", apelidando-os de "assassinos de crianças, idosos e mulheres" ao utilizá-los como escudos humanos de forma a acusar falsamente os judeus de os atacarem. O sheik relatou ter visto a mesma táctica utilizada por "palestinos" contra o exército jordaniano nos anos 70.
"Este é o hábito e prática deles, uma crueldade, tendo corações de pedra para com os seus filhos, e mentindo à opinião pública para obter o seu apoio" - declarou Adwan.
Adwan tinha afirmado já anteriormente que o seu apoio ao povo judeu "vem do meu reconhecimento da sua soberania sobre a sua terra e da minha crença no Corão que nos diz e enfatiza em várias partes, como nesta sua (Alá) declaração: "Ó povo (i.e. os filhos de Israel), entrai na Terra Santa que Alá vos tem destinado." (Sura 5, verso 21).
Segundo Adwan, os judeus são um povo pacífico: "Se eles forem atacados, defendem-se, causando o menos possível de estragos aos atacantes. É para eles uma honra Alá tê-los escolhido sobre os mundos - significando sobre os povos e sobre os Jinns (criaturas espirituais) até ao Dia do Julgamento...Quando Alá os escolheu, fê-lo pela sua amabilidade, e não foi injusto para com outros povos; é só que eles (os judeus) mereceram isso."
Shalom, Israel!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O que a Bíblia diz sobre um Estado palestino?

por Joel Richardson


Em 29 de novembro de 2012, 138 países aprovaram a Resolução 67/19 da ONU sobre “A Questão da Palestina.” A resolução expressa apoio pelo direito do “povo palestino… ao seu Estado independente da Palestina.”
À luz desse acontecimento profundamente histórico, e à luz da esmagadora tendenciosidade mundial contra a nação de Israel, é essencial que todos os estudantes da Bíblia parem para considerar o que a Bíblia diz sobre o futuro da nação de Israel e da “Palestina.”
Quando pesquisamos as muitas passagens bíblicas que falam da volta do Messias, fica imediatamente claro que entre as principais questões que Jesus está voltando para confrontar é a perseguição, marginalização e tratamento injusto que as nações da terra sempre deram a Israel. Apesar do fato de que a propaganda antissemita e antissionista de nossa época é amplamente adotada até mesmo por grandes segmentos da Igreja Cristã, a Bíblia deixa claro que quando Jesus voltar, ele de forma específica executará juízo contra os inimigos de Israel.
De acordo com o profeta Joel, logo antes da volta de Jesus, um vasto número de nações invadirá Israel e cercará a cidade de Jerusalém. Joel nos diz que Jesus executará juízo contra todas as nações envolvidas nessa invasão e também contra todos os que forçam a divisão da Sua terra:
“Reunirei todos os povos e os farei descer o vale de Yehôshaphat, Josafá, isto é, YahwehJulga; e ali hei de julgá-los por causa da minha herança: Israel, o meu povo escolhido. Porque eles maldosamente espalharam os israelitas pelo mundo, e dividiram entre si a minha terra.” (Joel 3:2 KJA)
Essa profecia deixa claro que um distinto Estado palestino se tornará realidade. O profeta fala do Senhor executando vingança contra gente do Egito, Jordânia, Líbano e territórios palestinos que têm se engajado em violência contra o povo de Israel:
“O que tendes vós contra a minha pessoa, Tiro e Sidom, e todas as regiões da Filístia? Porventura quereis vingar-vos de mim? Se vingança é o que desejas, retribuirei sem demora tudo quanto tens feito.” (Joel 3:4 KJA)
“Por outro lado, o Egito ficará desolado, Edom se tornará um deserto arrasado, por causa das malignidades desferidas contra Judá, em cujas terras derramaram muito sangue inocente. Judá, por sua vez, será habitada para sempre e Jerusalém por todas as gerações. E purificarei a sua culpa do sangue que Eu ainda não havia perdoado, porquanto Yahwehhabita em Sião!” (Joel 3:19-21 KJA)
De acordo com o profeta Ezequiel, Jesus está voltando para executar juízo contra aqueles que estão apegados ao “antigo ódio” dirigido ao povo judeu e que derramaram o sangue dos israelitas.
“Porque mantiveste teu antigo ódio e inimizade, e entregaste os israelitas ao poder da espada no tempo da calamidade deles… por este motivo, juro pela minha própria vida, afirma Yahweh, o Eterno e Soberano Deus, que te entregarei ao espírito sanguinário, à morte, e este sangue te perseguirá.” (Ezequiel 35:5-7 KJA)
E de acordo com o profeta Isaías, o Dia do Senhor, ou a volta de Jesus, será especificamente um tempo em que o Senhor vingará Israel no meio da “causa legal” ou a “controvérsia de Sião”:
“Porquanto Yahweh terá um Dia de Vingança, um ano de retribuições pela causa de Tsión, Sião.” (Isaías 34:8 KJA)
Portanto, embora seja óbvio que Jesus está voltando para defender a oprimida e perseguida nação de Israel, talvez o que seja mais chocante ainda para alguns é o fato de que a Bíblia também descreve, de modo específico, a total devastação e juízo de Gaza e todo o território palestino. O profeta Sofonias, ao falar do Dia do Senhor, avisa todos os homens: “Buscai a justiça, buscai a humildade; talvez sejais poupados no Dia da ira de Yahweh.” Então vem uma descrição muito forte do que o futuro reserva para o Estado palestino quando Jesus voltar:
“Gaza será abandonada… Ai dos habitantes do litoral, da nação dos queretitas; a Palavra do SENHOR está contra vossas atitudes, ó Canaã, terra dos filisteus; e Eu vos destruirei sem que reste nem sequer um habitante. Toda essa terra junto ao mar, onde habitam os queretitas, se transformará em pastagem, com cabanas para os pastores e currais para os rebanhos. O litoral pertencerá ao restante da Casa de Judá, para que se alimentem ali; ao pôr-do-sol se deitarão nas casas de Ascalom; pois Yahweh, o seu Elohim, Deus, zelará por eles e restaurará o seu destino, trazendo-os de volta do cativeiro.” (Sofonias 2:4-7 KJA)
De acordo com essa profecia, o futuro Estado palestino será destruído e abandonado para o povo judeu habitar.
Para alguns, depois de ler essa informação, haverá a tentação de dar completamente por perdidos os palestinos e todos os inimigos de Israel. Mas se não conseguirmos reconhecer que por meio dessa passagem, o Senhor está chamando todos, inclusive os palestinos, ao arrependimento, então não conseguiremos mostrar gratidão pela misericórdia que Ele tem nos mostrado. Jesus morreu por nós, enquanto éramos ainda seus inimigos (Romanos 5:8-10). Jesus foi muito explícito em seu aviso contra esse tipo de espírito ingrato (Mateus 18:23-35). A igreja precisa orar diligentemente para que os palestinos se arrependam e se tornem servos do Deus de Israel.
Para os outros, haverá a tentação simplesmente de fazer pouco caso dessas profecias, casualmente desconsiderando-as como cumpridas na história antiga. Mas não dá para fazer isso sem cometer uma medida de violência contra esses textos. Os muitos avisos de um ajuntamento nos últimos dias das nações contra Jerusalém por meio dos profetas não são fáceis de desconsiderar como irrelevantes para nossa época, particularmente à luz da direção que o Oriente Médio está tomando neste momento.
Para aqueles que acreditam que Deus não tem mais nada a ver com Israel, você pode considerar o fato óbvio de que Satanás não parece ter recebido tal comunicado. Embora a maioria do povo judeu hoje ainda rejeite Jesus como Messias, a eleição e chamado deles permanecem garantidos (Romanos 11:28-29). Paulo alertou para que não nos tornássemos arrogantes nem ignorantes com relação a esse fato (Romanos 11:20, 25).
É hora da igreja inteira reconhecer o fato de que o Criador dos céus e da terra é o Criador de Israel. Esse é o título designado por Ele mesmo para sempre. Quando Jesus voltar, ele adotará uma postura política muito específica — é hora da igreja embarcar nessa postura.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: What the Bible says about a Palestinian state

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Forum Pró-Palestina = Ódio sendo derramado!


Um Gaúcho de Coragem

Começa esta semana, em Porto Alegre, um evento internacional cujo objetivo, está claro, é a demonização de Israel. Boa hora para lembrarmos a corajosa atuação do gaúcho Oswaldo Aranha, que há 65 anos presidiu a sessão da ONU que aprovou a criação de um estado judeu e um árabe na então Palestina.
Às 16h do dia 29 de novembro de 1947 Aranha abriu a sessão decisiva e histórica, tendo de enfrentar uma campanha montada pelo bloco árabe para adiar novamente a votação. O brasileiro rejeitou a articulação e determinou: “Os senhores todos sabem como votar. Os que são a favor dirão sim, os que são contra dirão não, e os que se abstiverem saberão o que dizer”.
Feita a contagem, Aranha anunciou o resultado: "33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções”. Os representantes árabes se retiraram declarando que aquela decisão significava a morte da ONU.
No encerramento da sessão, Oswaldo Aranha declarou: “Fui obrigado a manter-me neutro durante o debate, mas agora só posso concordar e expressar minha confiança nessa ousada e histórica experiência empreendida pelas Nações Unidas”
No dia seguinte, o gaúcho recebeu a seguinte carta do líder judeu Chaim Weizmann, que viria a tornar-se o primeiro presidente do Estado de Israel: "A sessão da Assembléia não podia ter terminado com essa decisão histórica se não fosse vosso esforço persistente e vossa devoção como presidente. Vossa compreensão do nosso problema e da justiça da nossa causa lhe ganhou a permanente gratidão do povo judaico.”  (http://www.israelnaweb.com – http://www.beth-shalom.com.br)
(Extraído do artigo Os Bastidores da Partilha, de Julio Wohlgemuth, autor do documentário Oswaldo Aranha - O Voto e a Revolução)

domingo, 6 de novembro de 2011

"Filho do Hamas" afirma seu amor por Israel e denuncia o HAMAS!


Num recente congresso realizado em Frankfurt, Alemanha, Mosab Hassan Yousef, o famoso "Filho do Hamas" afirma claramente o seu amor a Israel, denuncia o Hamas (sua origem) e opõe-se à criação de um estado palestino.

Veja este video e veja as afirmações do filho de um dos fundadores do movimento Hamas, convertido a Cristo e testemunhando do amor de Jesus como única forma de reconciliação.

"Israel não é o problema, mas a solução para o Médio Oriente"
- Mosab Hassan Yousef. 


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dia D: ESPANHA DEFENDE PELA PRIMEIRA VEZ ISRAEL COMO "ESTADO JUDAICO"! PORTUGAL PODERÁ HOJE VOTAR CONTRA PROPOSTA PALESTINA

O dia de hoje poderá trazer a agradável surpresa de vermos Portugal usando finalmente do bom senso quanto à questão do conflito israelo-árabe, ao votar contra a descabida proposta de reconhecimento pela ONU de um estado palestino em território de Israel.
Tudo leva a crer que os palestinos não irão conseguir junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas os 9 votos favoráveis para que a proposta seja aprovada.
Parece que a Inglaterra, a França, a Alemanha, a Colômbia, Portugal e talvez a Bósnia votem contra a proposta na reunião de hoje do CS da ONU.

Seria sem dúvida uma grande vitória e as orações de milhões de cristãos amigos de Israel terão certamente feito a diferença.
Nada está garantido neste momento, por isso, demos os últimos passos!
Os EUA, como se sabe, já avisaram que vetarão a proposta, se necessário. Ainda assim, têm persuadido vários países a votaram contra a proposta.

ESPANHA DEFENDE ISRAEL COMO "ESTADO JUDAICO"
Numa declaração inimaginável por parte de um país que tem estado declaradamente ao lado dos palestinos, e claramente contra Israel, a Espanha acaba de surpreender tudo e todos ao afirmar através da sua Ministra para as Relações Exteriores, Trinidad Jimenez, que Israel deve manter-se como "estado judaico", dessa forma minando a tentativa feita pelo mundo árabe para inundar Israel com vários milhões de estrangeiros árabes.

Esta declaração é uma autêntica "bofetada" nas aspirações palestinas de obrigar Israel a aceitar na sua terra milhões de refugiados vindos da Jordânia e outras partes do mundo árabe.
No seu discurso no sábado passado na Assembleia Geral das Nações Unidas, a representante espanhola afirmou que Israel é "a encorporação do projeto para criar um lar para o povo judeu". Apesar de apoiar a posição pró-palestina do "Quarteto para a Paz" de que um novo estado árabe deveria ser criado em toda a terra restaurada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, a ministra rejeitou a exigência feita por Mahmoud Abbas para a imigração em massa de milhões de árabes para Israel, dessa forma reduzindo os judeus a uma minoria.
Há claramente um "cansaço" de alguns países com as constantes posições, exigências e contradições palestinianas. Alguns começam a abrir um pouco os olhos à realidade. É pena que já não o tenham feito, de forma a não permitir que as exigências palestinas chegassem ao ponto onde chegaram...
Hoje poderá ser um dia determinante em toda esta questão. Aguardamos com alguma ansiedade, mas sempre confiantes na Soberania do Eterno Deus!
Shalom, Israel!

domingo, 25 de setembro de 2011

ABBAS RECEBIDO COMO HERÓI EM RAMALÁ





Chegou hoje a Ramalá (território entregue por Israel aos palestinos) o líder Mahmoud Abbas, chefe da gangue que planeja aberta ou ofuscadamente (conforme a ocasião oportuna ou a língua em que falam) a pura e simples destruição de Israel como estado judaico.
O mundo inteiro parece não perceber isso. As razões (leia-se: petróleo) e interesses falam mais alto, pelo que os palestinos sempre fazem o papel de "vítimas" diante do comovido mundo, quando realmente são vítimas mas é das suas próprias ações e crimes. 
Milhares de palestinos receberam o seu "herói" apoteoticamente, uma vez que foi ele que levou o pedido de admissão da "palestina" às Nações Unidas.

Apelando a uma luta não-violenta, Abbas apelidou a festa e o momento como: "Primavera palestina". E vociferou para a multidão: "erguei orgulhosamente as vossas cabeças. Vós sois palestinos".E Abbas aproveitou para falar ao seu povo: "Todo o mundo livre aceitou a vossa história, as vossas aspirações e esperanças com o maior respeito". E acrescentou: "Dissemos hoje ao mundo que há uma primavera árabe, mas também uma primavera palestina. Uma primavera de luta não-violenta que alcançará o seu objectivo. Enfrentando esta determinação - que eu entreguei da vossa parte ao mundo - todos se puseram de pé e apreciaram as vossas expectativas e aspirações".
Nota: muitos não se puseram de pé, o sr. Abbas precisa urgentemente de mudar de lentes...
E o líder palestino informou a sua plebe que não voltará às negociações com Israel se as construções dos aldeamentos não forem interrompidas.
Segundo o líder palestino, "Enfatizámos que queremos obter os nossos direitos por via das negociações. O mundo inteiro presenciou o civismo desta nação que apenas exige os seus direitos. Nós ficaremos nesta terra".
Nota: o mundo tem realmente visto o "civismo" palestino, com base no arremessar de pedras, foguetes explosivos atirados contra território de Israel, bombas em ônibus, etc. Esse é, na realidade, o verdadeiro "civismo" palestino...
Claro que a popularidade de Abbas pulou depois do discurso em que ele desafiou os apelos israelitas e norte-americanos para desistir da proposta de adesão e voltar antes às conversações de paz.
Dezenas de milhares de palestinos acompanharam o discurso do seu líder na ONU através de grandes telas colocadas nas praças da Margem Ocidental.
Numa entrevista ao diário árabe britânico Asharq al-Awsat durante a sua viagem para Ramalá, Abbas disse que Netanyahu é o último dos líderes israelitas com quem poderia fazer um acordo de paz.
"Infelizmente, Benjamin Netanyahu viria em último lugar, uma vez que mantém posições duras e quase ideológicas. Ele é o mais rígido dos líderes israelitas que tenho encontrado, começando com Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Ariel Sharon, Ehud Olmert e Tzipi Livni" - disse o líder palestino.
Só esperamos que Netanyahu mantenha a sua firmeza quando tiver de negociar (sob pressão internacional) com chefes de movimentos terroristas, como é o caso da OLP, da qual Mahmoud Abbas é um dos líderes.
Shalom, Israel!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OBAMA 1 X 0 DILMA  -  PARABÉNS, OBAMA!



Na abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a socialista Dilma Rousseff, atual presidente do Brasil, cumpriu a sua promessa de apoiar a admissão de um estado palestino na sociedade das nações da ONU.
No seu discurso inaugural, a líder brasileira afirmou que o seu governo de Brasília apoia a "plena representação" da Palestina nas Nações Unidas, argumentando que "só quando o país (entenda-se: palestina) for livre e soberano poderá responder aos legítimos desejos de Israel em matéria de paz e segurança".
Mais uma vez a D. Dilma provou que não percebe nada nem de política internacional, muito menos do imbróglio do o Oriente Médio.
Aquilo que ela dá a entender que acredita é que primeiramente deve-se deixar que o bandido venha viver ao nosso lado, e depois é que negociamos com ele uma forma de nos relacionarmos. Com o devido respeito pelo lugar que representa, mas ou a senhora é ingénua ou anda a dar tiros nos pés...!
OBAMA discursou também no plenário das Nações Unidas, e marcou pela diferença. Desta vez positiva. Rejeitou peremptoriamente os planos palestinos para reconhecimento de um estado e urgiu a um retorno às conversações de paz com Israel de forma a evitar-se um desastre diplomático.

Dirigindo-se esta manhã aos líderes mundiais na abertura da Assembleia Geral da ONU, Obama disse que os palestinos merecem um estado próprio, mas que tal só poderia ser alcançado através de negociações.
"Estou convencido que não há atalhos para o término deste conflito que dura há décadas. A paz não virá através de declarações e resoluções nas Nações Unidas" - afirmou claramente Obama, mostrando-se definitivamente contra o plano palestiniano de conseguir o reconhecimento das Nações Unidas.
"Em última análise terão de ser os israelitas e os palestinos - e não nós - que terão de chegar a um entendimento sobre os assuntos que os dividem: fronteiras e segurança, refugiados e Jerusalém" - acrescentou Obama.
O presidente americano tem diante dele o desafio de reassegurar a influência de Washington na região ao dissuadir os palestinos de avançarem com o pedido de membresia como estado no Conselho de Segurança nesta próxima sexta-feira, desafiando as objecções de Israel e a ameaça do veto dos EUA.
E o inesperadamente corajoso Obama continuou: "O compromisso da América com a segurança de Israel é imutável, e a nossa amizade com Israel é profunda e duradoira. Por isso acreditamos que qualquer paz duradoira deve reconhecer as preocupações muito reais com a segurança que Israel enfrenta a cada dia que passa.
Sejamos honestos: Israel está rodeado de vizinhos que lhe têm feito repetidas guerras. Cidadãos de Israel têm sido mortos por rockets disparados contra as suas casas e por bombas suicidas nos seus autocarros. As crianças israelitas crescem percebendo que por toda aquela região outras crianças são ensinadas a odiá-las" - disse Obama.
E prosseguiu: "Israel, um pequeno país de menos de 8 milhões de habitantes, olha para fora, para um mundo onde líderes de nações muito maiores ameaçam varrê-lo do mapa. O povo judeu carrega o fardo de séculos de exílio, perseguição e a memória ainda fresca de saber que 6 milhões de pessoas foram mortas apenas por serem aquilo que eram".

E Obama enfatizou: "Estes factos não podem ser negados. O povo judeu formou um estado bem sucedido na sua histórica terra. Israel merece reconhecimento. Merece relações normais com os seus vizinhos. E os amigos dos palestinianos não lhes fazem nenhum favor ao ignorarem esta verdade, tal como os amigos de Israel têm de reconhecer a necessidade de buscar uma solução de 2 estados com um Israel seguro ao lado de uma Palestina independente."
Quem não ficou nada contente com este discurso de Obama foram os palestinianos. Para alguns que já se manifestaram, este discurso foi "uma facada nas costas"...
Vamos aguardar em oração até segunda-feira.
Shalom, Israel!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O 23 DE SETEMBRO: FAÇAMOS A NOSSA PARTE PARA IMPEDIR A TRAGÉDIA!





A votação na próxima sexta-feira no Conselho de Segurança da ONU a favor da adesão de um estado palestino de pleno direito está dependente da decisão de alguns dos 15 países membros do Conselho de Segurança.
Entre eles, estão o Brasil e Portugal, como se sabe, simpatizantes da causa palestiniana.
Mas nós, os verdadeiros amigos de Israel, podemos mudar a decisão através do ilimitável poder da oração! Espera-se de nós nestes próximos 3 dias um intenso movimento de oração para que Deus confunda a mente dos inimigos de Israel e torne a votação favorável ao Seu povo eleito!
Em segundo lugar, podemos escrever cartas aos nossos governos. Ainda estamos a tempo! Afinal, os nossos governos devem representar a vontade dos respectivos povos, por isso uma opinião deveria ser levada em consideração. É tempo de não estarmos calados! É tempo de escrever para os governos dos nossos países, Brasil e Portugal, mostrando-lhes as consequências de tomar decisões que violam não só o direito internacional e as resoluções dos "acordos de Oslo", mas mais ainda os planos de Deus. 
Não perca tempo e escreva para o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, ou para o Ministro dos  Negócios Estrangeiros de Portugal, fazendo valer a sua opinião.
Ontem mesmo escrevi ao Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, conforme cópia abaixo.
O pior que pode acontecer num momento crítico da História como o actual é ficarmos calados, e nada fazermos. Imagine se a raínha Ester há 2 mil e quinhentos anos tivesse feito o mesmo...
Faça o que puder para se fazer ouvir e Deus fará o mais importante! E lembre-se: está em causa a própria existência do estado de Israel!
Use a carta abaixo como modelo para a sua...
Shalom, Israel!


Carta ao 1º Ministro de Portugal, Dr. Passos Coelho, enviada em 19/11/2011:

"Excelentíssimo Senhor Primeiro Ministro,



Como português, sinto-me honrado pela alocução que V. Exa. fará na próxima AG da ONU, já nesta próxima Quarta-Feira.


É importante que Portugal seja ouvido, conhecido e respeitado pela comunidade das nações.


Preocupa-me entretanto um dos assuntos mais sensíveis que esta AG irá debater, ou seja: a proposta para adesão de pleno direito na ONU de um possível "estado palestiniano".


Espero que V.Exa., para bem da bênção e prosperidade da nossa nação, recuse votar a favor desta proposta palestiniana, que viola todos os conceitos de direito internacional e anula todos os acordos feitos nas "conversações de paz" em Oslo, em 2005.


Aceitar a presença de um estado palestiniano em território de Israel será permitir que grupos terroristas que têm como único objectivo a aniquilação de Israel, como é o caso do Hamas, Jihad Islâmica, etc., possam prosseguir e efectivar os seus intentos, pondo em risco a própria existência do estado de Israel.


A nação de Israel foi estabelecida por Deus e aquela Terra foi escolhida por Deus para aquele povo, e a actual existência daquele estado é o cumprimento das milenares profecias dadas por Deus àquele povo.


Deus promete na Sua Palavra - a Bíblia - abençoar as nações que abençoarem Israel, mas também amaldiçoar as nações que se voltarem contra Israel. Votar a favor de um estado palestiniamo em Terra Santa de Israel é atrair a ira do Deus Todo-Poderoso sobre a nossa nação, e isso estou certo que V.Exa. não irá desejar nunca.


Estarei pedindo a Deus que lhe continue dando a si, senhor Primeiro-Ministro, o bom senso e discernimento para a tomada de decisões que, à semelhança desta, poderão afectar o futuro do nosso país e até do próprio bem estar da humanidade.


Deus o abençoe, senhor Primeiro-Ministro!


Saúda-o, respeitosamente,
(seu nome compmleto)

domingo, 18 de setembro de 2011

CONTAGEM REGRESSIVA PARA 23 DE SETEMBRO - "NÃO FAREMOS A PROPOSTA SE A UNIÃO EUROPEIA RECONHECER A PALESTINA"





O enviado palestiniano a Berlim, Saleh Abdel-Shafi afirmou hoje que os palestinianos não avançarão com a proposta para adesão plena na ONU como estado, se em troca houver o reconhecimento por parte da União Europeia da Autoridade Palestiniana como estado observador na ONU, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
 
Este é claramente já um sinal de fraqueza dos inimigos de Israel. Espera-se agora firmeza e unidade por parte dos 27 países membros da UE.

Shalom, Israel!

sábado, 10 de julho de 2010

A história se repete... O que você fará desta vez?

Há quase 70 anos, uma matança sem precedentes teve início, as custas de um governo de loucos, sedentos por sangue e inspirados por Satanás.
Sinagogas foram incendiadas, lojas e casas saqueadas e destruídas, e um povo começou a ver no horizonte, o seu próprio fim.
Os cristãos que não tomaram parte deste ato funesto, ficaram de braços cruzados (fora raras exceções), alegando que não tinham nada haver com aquilo, apenas lamentando tudo o que presenciavam. Não são raros os relatos de traumas emocionais e psicológicos destas pessoas, se perguntando repetidas vezes em prantos: porque não ousaram fazer nada contra toda a injustiça que viram.
Esse posicionamento passivo não trouxe apenas prejuízos emocionais, psicológicos e sociais mas, trouxe prejuízo espiritual para um outro povo presunçoso mas ignorante a respeito da Palavra.
Quando essa barbárie teve fim, povos de todo o mundo se uniram com dor pelo povo judeu, buscando o estabelecimento de uma pátria para eles, e com isso, o Eterno cumpriu mais uma promessa, a de que reuniria seu povo novamente.

Hoje, 62 anos após o término desse absurdo, povos de todo o mundo, não se lembram mais do que aconteceu e colocam em dúvida se as coisas foram mesmo assim.
Os cristãos de hoje não diferem muito dos daquele tempo. Vivem em suas igrejas, cantando e lendo porções bíblicas direcionadas pelo líder. Mas não se importam com o que a Palavra afirma (leia Sl 122:6 para entender melhor).
Muitos se levantam para opinar sobre os conflitos no oriente médio e concluem que a única solução é o extermínio de Israel. Muitos "cristãos" dizem o mesmo.
Agora com os acontecimentos mais recentes, um ódio contra Israel e os judeus tem sido novamente gerado em todo o globo. A mídia transmite uma notícia parcial e tendenciosa e repetimos como papagaios como se aquilo fosse verdade absoluta.
Não procuramos nos informar sobre o que realmente acontece, ou o que realmente aconteceu por exemplo, na "flotilha"!
Procure se informar sobre o ocorrido e se chocarás com a verdade.

Novamente muito ódio tem sido destilado em todo o globo para dentro de nossas mentes, nos inflamando contra Israel…
O mundo está se posicionando (tomando partido) contra Israel.
Uma nova guerra está prestes a iniciar.
De que lado você vai estar???

Segundo Paulo nos deixou relatado em sua carta aos Romanos, Israel reconhecerá o messias quando vir em nós um exemplo de retidão, honestidade e santidade. Mas principalmente de amor abnegado pelo Povo que é a Menina dos Olhos de Deus!

Ore, clame, chore, sinta as dores do coração do Pai, sinta dores de parto pelo reenxerto de Israel na oliveira cultivada.
Mobilize-se, jejue, interceda com todo o coração, compartilhe, incendeie outros...
A hora é agora!

sexta-feira, 26 de março de 2010

GOVERNO ISRAELITA MANTÉM-SE FIRME, FORTE E UNIDO

Após visita aos Estados Unidos...

Apesar da pressão norte-americana, Netanyahu encontrou total apoio do seu governo reunido hoje, sendo comunicado que Israel manterá a posição assumida até agora de construir na sua eterna Capital.

Não só Netanyahu tem o apoio do governo, mas a maioria do povo de Israel também está ao seu lado nesta decisão. É claro que a mídia israelita interpretou o encontro como um fracasso. Os EUA - na sua habitual arrogância - julgavam que conseguiriam obrigar Israel a ceder às exigências da Autoridade Palestiniana, mas enganou-se: Netanyahu de forma inteligente "passou a bola" para o seu governo, escudando-se assim numa decisão que não foi só individual mas colectiva.
Hussein Obama exigia a Israel não só o congelamento da construção de habitações na terra dos judeus (Judéia e Samaria), como também a libertação de centenas de terroristas afiliados na organização terrorista Fatah, ligada ao presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas, e ainda a proibição de construir casas na parte oriental de Jerusalém recuperada em 1967.
Mas a pressão de Hussein Obama foi criticada por muitos americanos, incluindo o influente jornal Washington Post, que acusa Obama de ter levado Israel a "um beco sem saída", e de ter "envenenado as relações entre os EUA e Israel", que já se encontravam ao nível mais baixo em duas décadas.
Para além do apoio "em casa", Netanyahu conta com o entusiasmado apoio do prefeito da Capital, Cidade santa de Jerusalém: Nir Barkat informou que as construções irão continuar em todas as partes de Jerusalém, e elogiou o primeiro-ministro: "Quero expressar o meu apoio ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu que protegeu Jerusalém durante a sua visita a Washington."
"Quero também utilizar o pódio do concelho municipal para tornar claro ao nosso importante aliado, os Estados Unidos, que irá continuar a construção em Jerusalém. Não há congelamento em Jerusalém. Jerusalém é uma cidade em desenvolvimento, ela tem necessidades e continuará a construir no lado ocidental e no oriental para todos os seus habitantes, judeus e árabes." - afirmou.
Parabéns, Netanyahu! Parabéns, governo de Israel! Coragem contra os opressores e os falsos "amigos"!
Shalom, Israel!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rússia, o Irã e a Guerra contra Israel

Autor: Thomas Ice
É muito interessante o que tem acontecido no Irã nestes últimos anos, principalmente depois que Mahmoud Ahmadinejad foi eleito presidente daquele país. Na sua escalada em direção a um programa nuclear, o Irã não somente tem provocado grande inquietação entre os líderes mundiais, mas o próprio presidente Ahmadinejad já demonstrou o que faria com as armas atômicas, caso lhe fosse permitido fabricá-las e colocá-las em operação. Quase todos os especialistas em geopolítica acreditam que ao mundo aguardam momentos de grande tensão, enquanto pensa no que fazer acerca dessa ameaça crescente.
O presidente Ahmadinejad
Teerã fornece recursos financeiros, treinamento e armas aos piores terroristas do mundo, inclusive para o Hezbollah, o Hamas, e a Frente Popular de Libertação da Palestina, além de manter um relacionamento estreito com a al-Qaeda.
Foto: guerrilheiros do Hamas.

No curto espaço de tempo em que está na presidência do Irã, Ahmadinejad tem feito inflamados pronunciamentos anti-semitas contra Israel. Ele declarou que o Estado judeu devia ser varrido do mapa. Pelo menos é animador que ele considere a presença de Israel no mapa, já que a maioria dos mapas islâmicos do Oriente Médio nem sequer indica a existência do Estado judeu, ao contrário, identificam aquele território apenas pelo termo Palestina. Ahmadinejad foi mais além, ao afirmar que Israel deveria ser destruído por um ataque nuclear. Posteriormente, disse que os judeus deveriam deixar o seu país e voltar para a Europa. Ele chegou ao ponto de fazer uma ameaça nuclear aos Estados Unidos. Tudo isso ocorreu em poucos meses, desde que se tornou presidente. O Irã passou a ser o país mais perigoso do mundo. Mart Zuckerman sintetizou essa fúria terrorista iraniana da seguinte maneira:

O Irã atualmente é a mãe do terrorismo islâmico. Diante dos olhos de todos, Teerã fornece recursos financeiros, treinamento e armas aos piores terroristas do mundo, inclusive para o Hezbollah, o Hamas, e a Frente Popular de Libertação da Palestina, além de manter um relacionamento estreito com a al-Qaeda. Tem concedido refúgio aos principais terroristas da organização, entre os quais se incluem o chefe do comando militar Saif al-Adel, os três filhos de Osama bin Laden e o porta-voz da al-Qaeda, Suleiman Abu Ghaith. Patrocina muitos terroristas sanguinários no Iraque, os quais têm matado civis inocentes a fim de minar e destruir a frágil democracia iraquiana. Através da sua fronteira com o Iraque, de aproximadamente 1.660 quilômetros, o Irã inunda o território do seu vizinho com dinheiro e combatentes. Infiltra agitadores no Afeganistão; patrocinou o terrorismo contra a Turquia, sustentando a Síria; e ainda “deu uma mãozinha” no atentado a bomba contra as Torres Khobar na Arábia Saudita.[1]

O Irã infiltra agitadores no Afeganistão; patrocinou o terrorismo contra a Turquia, sustentando a Síria; e ainda “deu uma mãozinha” no atentado a bomba contra as Torres Khobar na Arábia Saudita (foto).

Qual é a mentalidade que orienta uma pessoa como Ahmadinejad? Um analista observou o seguinte: “Em todos os seus pronunciamentos loucos, Ahmadinejad reflete uma concepção de final dos tempos: sob a égide dele, a história chega ao seu fim apoteótico”.[2] Quais seriam as convicções proféticas desse muçulmano devoto?

No contexto da tradição muçulmana xiita, que predomina no Irã, um imã é um líder espiritual que pertence à legítima descendência consangüínea do profeta Maomé. Na fé islâmica há uma profecia referente à vinda do Décimo Segundo Imã: “O imã Muhammad Abul Qasim (Al-Mahdi/AS), o último na linhagem dos Doze Imãs Ithna Askari, nasceu em Samarra, no Iraque, no dia 15 de shabaan do ano 255 no calendário Hijri*. Seu pai era o décimo primeiro imã Hasan Al-Askari (AS) e sua mãe foi Nargis Khatoon, neta do imperador de Rum” (talvez Romênia ou povos ciganos romani – N.T.).[3] Crê-se que Muhammad, desaparecido aos cinco anos de idade na caverna da grande mesquita de Samarra em 878 d.C., e que não deixou descendência, voltará quando o fim do mundo estiver próximo.

O imã oculto [...] reaparecerá ao mundo da humanidade. Essa volta é o evento futuro de maior importância para os fiéis xiitas e reserva conseqüências escatológicas estrondosas. Tal volta ocorrerá imediatamente antes do Juízo Final e do fim da história. O imã Mahdi voltará à frente dos exércitos de justiça e pelejará contra as forças do mal numa derradeira batalha apocalíptica. Depois que o mal tiver sido derrotado e aniquilado, o imã Mahdi governará o mundo por vários anos, num governo perfeito, e desenvolverá uma perfeita espiritualidade entre os povos da terra. Após vários anos de reinado do imã Mahdi, Jesus Cristo voltará [...]

Crê-se que Muhammad, desaparecido aos cinco anos de idade na caverna da grande mesquita de Samarra (foto) em 878 d.C., voltará quando o fim do mundo estiver próximo.

Portanto, a Fé Xiita dos Doze é uma religião profundamente escatológica. Para se compreender as crenças religiosas xiitas, é necessário perceber que o final dos tempos será precedido por uma era de justiça e espiritualidade. O mundo, do ponto de vista xiita, é um lugar altamente imoral, degenerado e corrupto; essas realidades são o prelúdio que anuncia o aparecimento do imã Mahdi. Tal como o cristianismo, a religião xiita é visceralmente profética. À semelhança da Fé Cristã, o final dos tempos e a manifestação do Mahdi serão precedidos por uma série de eventos preditos na profecia. Logo, o fiel xiita, como muitos crentes em Cristo, vive num mundo repleto de sinais do iminente epílogo da história. Isso é essencialmente importante na compreensão da cultura e da concepção política dos xiitas. A maior parte da história iraniana só pode ser entendida à luz da Doutrina da Volta [do imã] e suas respectivas profecias. Por exemplo, durante a Revolução Iraniana muitos iranianos acreditavam que o aiatolá Ruhollah Khomeini, o cabeça espiritual e ideológico da revolução, era o Imã Desaparecido que voltara ao mundo da humanidade. Ainda que Khomeini nunca tenha admitido que o fosse, ele também nunca o negou. Sob muitos aspectos os revolucionários criam que estavam projetando ou inaugurando o reinado de justiça no mundo, assim como os ingleses protestantes radicais que colonizaram os Estados Unidos criam que estavam inaugurando o reinado milenar dos santos, que precederia o fim do mundo. A política iraniana atual de modo nenhum pode ser divorciada dos ditames religiosos do Islamismo Xiita.[4]

É importante observar que Ahmadinejad crê piamente no programa profético relativo ao Décimo Segundo Imã, bem como acredita que tem de fazer tudo o que puder para ver o seu cumprimento. Essa é a razão pela qual ele fez menção ao Décimo Segundo Imã em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). Ahmadinejad crê que o Décimo Segundo Imã só retornará num tempo em que o mundo estiver no caos, o que esclarece o motivo pelo qual ele parece tão intrépido em levar o Irã rumo ao objetivo de obter armas nucleares.
A Rússia e o Irã
Muitos iranianos acreditavam que o aiatolá Ruhollah Khomeini era o Imã Desaparecido que voltara ao mundo da humanidade.

Mark Zuckerman, editor do U. S. News & World Report, declarou: “O presidente russo, Vladimir Putin, numa entrevista que me concedeu há muitos anos, criticou a decisão dos Estados Unidos de entrar em guerra contra o Iraque e me disse: ‘A verdadeira ameaça é o Irã’. Ele estava certo. Todavia, a Rússia se tornou parte do problema, não da solução”.[5] Não é segredo nenhum que a Rússia tem desempenhado um papel de facilitador do Irã, o qual chegou ao primeiro lugar no ranking dos países facínoras que ameaçam provocar grande desestabilização da ordem mundial vigente. E a Rússia tornou a ameaça ainda mais real. Ela vendeu a usina nuclear de Bushehr ao Irã e assinou acordos para vender outros projetos, com o objetivo de injetar dinheiro na sua indústria nuclear. Tal como um diplomata americano comentou, esse negócio é “um anzol gigantesco preso na mandíbula da Rússia”.[6] O quê? O diplomata americano afirmou que esse negócio é “um anzol gigantesco preso na mandíbula da Rússia”? É isso mesmo, ele usou uma expressão extraída exatamente da profecia bíblica para descrever o atual papel desempenhado pela Rússia em relação ao Irã.

A batalha de Gogue e Magogue, mencionada em Ezequiel 38 e 39, é uma profecia acerca do ataque contra a terra de Israel, efetuado por uma aliança de muitas nações sob a liderança dos russos (Ez 38.1-6). A Rússia terá cinco aliados estratégicos: Turquia, Irã, Líbia, Sudão e nações da Ásia Central. Surpreendentemente, todas essas nações são países muçulmanos. Além disso, o Irã, a Líbia e o Sudão são os oponentes mais ferrenhos de Israel. Não é de admirar que o Irã esteja incluído na lista de nações que atacarão Israel nos últimos dias. O Senhor declara: “Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada” (Ez 38.4).
Do ponto de vista geopolítico, não seria nenhuma surpresa ver a Rússia aliada a países islâmicos como o Irã, num ataque-surpresa contra Israel. Foto: helicóptero militar russo.

Alguns difamadores de nossa posição quanto à profecia bíblica disseram que, com a queda do Império Soviético, uma invasão liderada pela Rússia parece muito improvável do ponto de vista da geopolítica. Nosso argumento sempre tem sido o de que essa profecia refere-se a um ataque contra Israel liderado pelos russos, não pelos soviéticos. Desde a queda da antiga União Soviética, a Rússia continua a manter estreitas relações com a maioria das nações islâmicas, especialmente aquelas localizadas no Oriente Médio. Do ponto de vista geopolítico, não seria nenhuma surpresa ver a Rússia aliada a países islâmicos como o Irã, num ataque-surpresa contra Israel.
Conclusão

Por mais de quinze anos tenho levantado conjecturas de que o “anzol no queixo” de Gogue, usado por Deus para fazer com que uma Rússia relutante desça à terra de Israel, poderia ser alguma coisa parecida com o seguinte roteiro que descrevi para Hal Lindsey em 1990, durante um programa de televisão em rede nacional,[7] no exato dia em que acabou a primeira Guerra do Golfo: É como se eu estivesse vendo os muçulmanos encontrando os russos e dizendo-lhes que os Estados Unidos abriram um precedente para que uma potência mundial externa invada o Oriente Médio e corrija um suposto erro (os Estados Unidos fizeram isso de novo em anos recentes, ao invadirem o Afeganistão e o Iraque). Pelo mesmo princípio, a Rússia deveria ajudar seus amigos muçulmanos, liderando-os numa arrasadora invasão do território de Israel, a fim de resolver o “Conflito do Oriente Médio” em favor das nações islâmicas. Seria esse o “anzol no queixo” de Gogue? Somente o tempo dirá. Todavia, algo está acontecendo no Oriente Médio e a Rússia parece deixar suas impressões digitais em toda parte. Sabemos que a Bíblia prediz com exatidão tal aliança e invasão, programadas para acontecer “no fim dos anos” (Ez 38.8). Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

Notas:

1. Zuckerman, Mortimer B. “Moscow’s Mad Gamble”. U. S. News & World Report, edição da internet, 30 de janeiro de 2006, p. 1.
2. Hanson, Victor Davis. “The not-so-mad mind of Mahmoud Ahmadinejad”. Jewish World Review, edição da internet, 19 de janeiro de 2006, p. 1.
3. Extraído do seguinte site islâmico: www.ezsoftech.com/islamic/infallible14a.asp, acessado em 1º de fevereiro de 2006.
4. Extraído do seguinte site islâmico: www.wsu.edu:8080/~dee/SHIA/HIDDEN.HTM, acessado em 1º de fevereiro de 2006.
5. Zuckerman, “Moscow’s Mad Gamble”, p. 1.
6. Zuckerman, “Moscow’s Mad Gamble”, p. 1.
7. No programa “The Praise the Lord Show”, exibido pela rede de televisão Trinity Broadcasting Network


Postado por: Daniela F. Porchat Schlabitz
Vice-Presidente/Brasil
Comando de Oração por Jerusalém!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Berlusconi defende Israel!!!

Berlusconi renova compromisso com Israel e critica Irã!!!

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, reafirmou o compromisso de seu país com Israel pedindo "sanções efetivas" ao Irã. Em discurso proferido ao Parlamento israelense, Berlusconi disse que Israel "é não apenas o maior exemplo de democracia e liberdade no Oriente Médio, mas o único". Segundo ele, a segurança do país é para os italianos "um imperativo ético e moral".

Durante a sessão especial do Knesset, Berlusconi afirmou que seu país está orgulhoso de vários gestos de solidariedade para com os israelenses, como a condenação do relatório Goldstone, que "tentava criminalizar Israel por responder a foguetes do Hamas disparados de Gaza".

Ele se referia a um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em setembro, que acusava tanto Israel como os grupos militantes palestinos por crimes de guerra, durante uma ofensiva de 22 dias realizada em dezembro de 2008 e janeiro do ano passado. Berlusconi reiterou ainda seu desejo de que Israel um dia ingresse na União Europeia (UE).

Sobre o Irã, Berlusconi pediu "negociações resolutas" e "sanções efetivas" para conter o controverso programa nuclear iraniano. Segundo ele, é inaceitável que um Estado cujo objetivo declarado é destruir Israel tenha armas nucleares. Considerado o único país com armas nucleares no Oriente Médio, Israel suspeita que Teerã busca desenvolver armas atômicas, o que o governo iraniano nega. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

Israel considera a República Islâmica seu principal inimigo após declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad de que o país deveria ser "varrido do mapa" do Oriente Médio. Ahmadinejad também foi alvo de críticas, ao duvidar várias vezes da amplitude do Holocausto.

Agência Estado - Publicação: 03/02/2010 13:10

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dividindo a terra com os palestinos ou devolvendo-a aos mexicanos?

Justiça politicamente correta de Obama quer violação da integridade territorial de Israel, mas não a violação da integridade territorial dos EUA
por Julio Severo

Barack Obama é o homem da inclusividade, pluralidade e diversidade. O que isso significa? Significa que ele respeita a ideologia politicamente correta acima das tradições, moralidade e do próprio Cristianismo, que é parte inseparável e inegável da fundação dos Estados Unidos.

A ideologia PC ordena que Obama se lembre em seus discursos da participação de muçulmanos na construção dos EUA. Embora essa participação tenha sido insignificante, a lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda incluí-los em plena igualdade.

Os homens que viviam no vício homossexual eram discriminados porque a população antes não tolerava seu comportamento e obscenidades? Com Obama na presidência, a ordem agora é "change" — termo em inglês que significa mudança. A lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda incluí-los também, e Obama se orgulha de colocar em funções elevadas de seu governo homossexuais ativos e ativamente pornográficos.

Agora, finalmente, muçulmanos e homossexuais podem se abraçar e dizer: "Nós somos incluídos pelo que somos e fazemos!"

A lei da inclusividade, pluralidade e diversidade é hoje um importante produto de exportação "made in USA", amplamente divulgado pela ONU. Obama, que sabe perverter a Bíblia para seus próprios interesses e caprichos, está usando a experiência americana de exportar o Evangelho no passado para exportar agora o "evangelho" da inclusividade, pluralidade e diversidade.

Ele quer ensinar ao mundo, bem ao estilo da nova ordem mundial, que as velhas barreiras e "preconceitos" devem ser quebrados. E essas barreiras não se aplicam apenas aos homossexuais e muçulmanos. Aplicam-se também aos ditadores comunistas.

E aplicam-se também a terras!

Os muçulmanos palestinos reivindicam terras para criar no mundo mais uma nação muçulmana anti-Israel?

Sem problema. Obama descobriu que, na guerra de 1847, os EUA derrotaram o México e o obrigaram a vender e entregar territórios mexicanos, que incluíam o que hoje são Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados "americanos". Que tal ele conceder agora esses territórios aos palestinos?

Se ele não pode tratar como sagrada a terra que Deus deu somente aos judeus, então por que ele deveria tratar como propriedade sagrada dos EUA terras que antes eram dos mexicanos?

Afinal, não há nenhuma promessa de Deus na Bíblia de que esses territórios devam ser ou permanecer propriedade exclusiva dos EUA para sempre. Por isso, se a lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda quebrar velhas barreiras e "preconceitos", qual o problema de se dar essas terras aos palestinos?

Ops! Por uma questão de ética politicamente correta, Obama não pode fazer isso. O que ele precisa fazer é pedir perdão aos mexicanos e devolver a eles a Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados que eram parte do México.

Esse exemplo daria ao mundo a certeza de que Obama é coerente e fiel à sua própria ideologia, fazendo o seu próprio país pagar o preço da sua "change". Esse ato mostraria ao mundo que Obama está disposto a superar qualquer tradição nacionalista para a construção de uma Nova Ordem Mundial.

Sim, ele fará sacrifícios em prol de sua fidelidade à inclusividade, pluralidade e diversidade — contanto que somente Israel e outras nações paguem o preço. Os palestinos querem metade de Israel? Obama está determinado a garantir-lhes seu desejo. Eles querem também Jerusalém como capital de seu ansiado país muçulmano? Obama não hesitará em quebrar a velha tradição de Jerusalém como capital de Israel!

No que depender de Obama, "change" será realidade para a divisão da terra que Deus deu apenas aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. "Change" será, pela vontade imperial de Obama, a única opção dos judeus.

Sua "change" jamais sacrificaria a Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados "americanos" para os palestinos. De igual forma, Lula, o amigo socialista de Ahmadinejad do Irã, jamais sacrificaria o Amazonas para os palestinos. Mas de bom grado eles sacrificarão a integridade territorial de Israel.

Entretanto, quer gostem ou não, ao imporem a divisão forçada da terra de Israel, Obama e outros líderes americanos estão investindo na divisão e destruição dos EUA. Nenhuma nação e império se impõe sobre a pequena nação de Israel sem ficar ileso. Haverá, cedo ou tarde, "change" para os EUA — uma "change" determinada e decretada por Aquele que derrubou todos os impérios arrogantes que violaram a integridade territorial de Israel.

Violando a integridade territorial de Israel em favor dos palestinos islâmicos, os EUA jamais conseguirão preservar sua própria integridade territorial. O fortalecimento da minoria homossexual e muçulmana no governo de Obama é prova de que o império está caindo.

Em sua longa história, Israel viu caírem vários impérios que queriam a sua divisão territorial. Com Obama, agora é a vez americana de entrar na lista dos impérios caídos.

Fonte: www.juliosevero.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Doloroso Segredo dos Muçulmanos Convertidos ao Cristianismo

por Ergun Caner

Você nunca leu uma história como esta

Era uma reunião como centenas de outras de que tínhamos participado durante vinte anos. Meu irmão estava envolvido num debate amistoso com um outro árabe cristão, num seminário sobre os melhores métodos de pregar o Evangelho de Cristo aos muçulmanos. Os "pontos de discordância" eram praticamente os mesmos de sempre. De fato, já tínhamos discutido os mesmos assuntos em incontáveis reuniões e de várias maneiras. Tudo estava dentro dos padrões normais, até que um inocente estudante levantou-se para fazer a pergunta fatídica:

Como podemos proclamar fielmente o Evangelho a Israel? Os judeus estão envolvidos numa guerra horrível e pagando um preço tremendo. Como a experiência de ex-muçulmanos os ajuda a falar de Cristo aos judeus?

Meu irmão sorriu consigo mesmo. Embora ele soubesse a resposta, até aquele momento não sabia qual era a posição de seu colega. Seu companheiro de debates nesse fórum era um cristão evangélico muito culto que, como nós, se convertera do islamismo. Ele já havia falado inúmeras vezes a milhares de evangélicos americanos e era considerado um especialista em evangelização do Oriente Médio. O homem se ajeitou na cadeira, quase imperceptivelmente, e arrumou seus papéis, esperando que Emir respondesse a pergunta. Mas meu irmão ficou quieto e deixou que o silêncio pesado forçasse o outro a responder.

Lentamente, sem levantar os olhos, ele disse: "Bem, com relação à evangelização dos judeus, devemos sempre apresentar Jesus como o Messias. Isto é ponto pacífico. Entretanto... no que se refere ao conflito entre palestinos e israelenses... acho que devemos permanecer... neutros".

Bem-vindo ao nosso mundo!

"Abrindo o jogo"

Esta história poderá ser um choque ou uma surpresa para os leitores. Em todo caso, decidi contá-la, e "seja o que Deus quiser". Levei vinte anos para escrever este artigo. Estou prestes a trair meus irmãos segundo a carne. Estou prestes a revelar nosso terrível segredinho.

A maioria dos artigos e livros que escrevi em parceria com meu irmão foram trabalhos acadêmicos ou obras que falavam sobre como entender e alcançar os muçulmanos. Em 2002, quando nosso livro Unveiling Islam (O Islã Sem Véu) tornou-se um best-seller, ficamos sob os holofotes da mídia. Nossos debates, sermões e palestras passaram a ser assistidos por milhares de pessoas. Por duas vezes falamos aos milhares de pastores presentes à reunião anual da Convenção Batista do Sul dos EUA. Aparecemos em incontáveis programas de televisão, entrevistas e programas de rádio transmitidos em todo o país.

Em 2003, O Islã Sem Véu conquistou o Gold Medallion, prêmio concedido anualmente às melhores publicações cristãs dos Estados Unidos. Além disso, nossos livros More Than a Prophet (Mais Que Um Profeta) e Voices Behind the Veil (Vozes Detrás do Véu) – ainda não publicados no Brasil – também foram sucessos de venda e concorreram a vários prêmios. Atualmente, estamos escrevendo nosso maior livro, um manual de referência de um milhão de palavras que será o primeiro comentário cristão abrangendo todos os versos do Corão. Nosso editor vendeu todas as cópias de nosso último livro, Christian Jihad (Jihad Cristã), numa só conferência, em meados de 2004. Isso basta para mostrar quanto gostamos de escrever.

Porém, esses livros foram fáceis de escrever, se comparados com este artigo. O que escrevi aqui é algo extremamente pessoal e pensei e orei a respeito durante semanas.

Como muçulmanos, fomos ensinados a odiar os judeus. Como cristãos convertidos do islamismo, muitos de nós ainda os odiamos.

Entretanto, por mais difícil que fosse, senti que, finalmente, deveria contar a história. Porém, isso significava que meu irmão e eu, ambos professores em universidades cristãs, seríamos objeto de escárnio. Na verdade, já estamos acostumados com o desprezo dos muçulmanos. Eles vivem atrás de nós e nos ameaçam toda semana por e-mail, por carta ou pessoalmente. Eles protestam quando aparecemos em programas de TV e fazem escândalos nas igrejas onde pregamos.

Mas esse escárnio seria de um tipo completamente diferente. Ele viria de nossos próprios irmãos cristãos. Seríamos desprezados porque revelamos o segredo daqueles que, como nós, são crentes [em Cristo] de origem muçulmana.

Finalmente, decidi "me expor" na revista Israel My Glory. Conhecendo os editores como conheço, eu sabia que eles ficariam ao nosso lado. Pelo menos, Emir e eu não estaríamos sozinhos.

Um ódio residual

Como muçulmanos, fomos ensinados a odiar os judeus. Como cristãos convertidos do islamismo, muitos de nós ainda os odiamos.

Leia de novo essas palavras, com atenção. Deixe seu significado e importância penetrar na sua mente. Com certeza, você já conheceu centenas de pessoas como nós durante sua vida. Os ex-muçulmanos saíram do segundo plano e subiram ao palco central de muitas conferências e reuniões denominacionais [nos EUA]. Embora todos nós sejamos questionados sobre assuntos ligados à apresentação do Evangelho aos muçulmanos, raramente nos perguntam a respeito de Israel, da nação judaica e das alianças entre Deus e Seu povo, narradas nas Escrituras.

Muitos de nós, cujos nomes você conhece e cujos livros já leu, ficam agradecidos porque ninguém os questiona sobre isso. Por quê? Porque muitos ex-muçulmanos que hoje são cristãos ainda sentem desdém, desprezo e ódio pelos judeus. Entre estes, estão muitos que falam em conferências, escrevem livros e pregam nas igrejas. Realmente, este é o nosso segredinho terrível.

Emir e eu chamamos isso de vestígios do islamismo. Quando éramos crianças, aprendemos nas madrassas (escolas religiosas islâmicas) que os judeus bebiam o sangue das crianças palestinas. As mensagens pregadas pelos imãs destilavam ódio aos judeus e à nação judaica. Para nós, eles eram os "porcos" e "cães" que tinham roubado nossa terra e massacrado nosso povo.

Então, quando um muçulmano se converte e abandona o islamismo, convencido de que Isa (Jesus) não era um profeta de Alá, mas sim o próprio Messias, ele se defronta com a mesma ameaça que nos atinge a todos. Muitos de nós fomos repudiados, expulsos de casa, deportados, presos, ou sofremos algo pior. Os que sobrevivem, começam vida nova separados da tradição de seus ancestrais e de sua família. Não resta quase nada de nossa vida antiga – exceto uma tendenciosidade que teima em não ir embora. Nós ainda odiamos os judeus. Tenho que confessar uma coisa: isso também aconteceu com meus irmãos e comigo.

No início da década de oitenta, após nossa conversão, meus irmãos e eu começamos uma nova vida em Jesus Cristo. Em muitos aspectos, a igreja tornou-se nossa família, já que nosso pai nos renegou. Eu estava ávido por conhecer nosso Senhor e a Sua Palavra, e lia a Bíblia apaixonadamente, às vezes durante três ou quatro horas por dia. Eu gastava muitas canetas marcadoras de texto à medida que ia estudando o Antigo Testamento.

Quando cheguei à aliança abraâmica, em Gênesis 12, tropecei. "Antigo Testamento" – resmunguei – "Jesus acabou com isso". Em pouco tempo, comecei a ficar aborrecido com a constante repetição do refrão: Abraão... Isaque... Jacó... José. Eu tinha sido ensinado a acreditar no que Maomé tinha escrito: Abraão... Ismael... Jesus... Maomé.

No Corão está escrito que Ismael, e não Isaque, foi levado para ser sacrificado no Monte. Essa é a doutrina central de nossas celebrações (Eid). Agora, eu estava sendo confrontado com o fato de que, 2200 anos depois de Moisés ter escrito Gênesis 22 e quase 2700 anos depois do evento ter ocorrido, Maomé mudou a história.

Rapidamente, pulei para o Novo Testamento. Eu tinha certeza de que iria descobrir que Jesus, meu Salvador, havia repudiado o Antigo Testamento e que meu preconceito poderia permanecer intocado.

Foi aí que cheguei a Romanos 9-11. "E o prêmio vai para"... os judeus, como a nação sacerdotal de Deus. Eu comecei a fazer perguntas. Comecei a ler livros. Cheguei até a assistir cultos de judeus messiânicos.

Então, lentamente... muito lentamente... comecei a amar os judeus com o mesmo amor que nosso Pai celestial tem por eles. Eles são os escolhidos de Deus – e a terra de Israel lhes pertence.

Levou algum tempo até que isso acontecesse comigo e com meus irmãos, e nós achávamos que todos os ex-muçulmanos passavam pela mesma experiência e chegavam à mesma conclusão que nós. Aparentemente, estávamos errados.

O mito da substituição

Pouco depois que apareci no programa de TV de Zola Levitt pela primeira vez, recebi uma enxurrada de e-mails de muçulmanos furiosos. Eu já esperava por isso. O que eu não esperava era um número tão grande de e-mails indignados vindos de cristãos anglo-saxões. "Meu caro irmão em Cristo" – escreviam eles – "a Igreja substituiu Israel!".

Um dia, depois de uma reunião, um ex-muçulmano, que na época pastoreava uma comunidade cristã egípcia, me chamou num canto e disse: "Você está prejudicando seu testemunho, meu amigo". Sua repreensão não muito amigável continuou: "As alianças de Deus com Israel através de Abraão, Davi e Ezequiel eram condicionais. Ele veio para os Seus, mas eles O rejeitaram. A Igreja agora é o novo Israel".

Depois disso, ele me indicou vários livros evangélicos para provar seu argumento. Comecei a ler esses estudos teológicos e sei que você, caro leitor, tem muitos deles em sua estante. Seus autores são protestantes reformados, escritores evangélicos e até pregadores muito conhecidos no rádio e na televisão. Todos eles diziam a mesma coisa: Israel foi substituído pela Igreja.

Bem, agora, vinte anos depois, permitam-me ser enfático, para que não haja nenhum mal-entendido:

A aliança de Deus com Israel foi incondicional. Israel continua sendo a nação escolhida por Deus.

Embora os judeus sejam, em termos bíblicos, um povo "teimoso" e de "dura cerviz", Deus não os abandonou. Qualquer outro ensino é anti-bíblico, ímpio, racista e anti-semita. Não me importa o quanto esses autores sejam respeitados nem o que isso vai me custar, em termos de amizades. Eu não posso abandonar o povo de Deus nem mudar o plano divino. Romanos 9 a 11 ainda fazem parte da Bíblia.

O mito da Palestina

Atualmente, os conflitos sobre a posse de Jerusalém estão todos os dias no noticiário. Diariamente, vemos bombas e balas voando para todos os lados, enquanto ressoa uma luta que já dura cinqüenta anos. E eu pergunto: "Onde está a voz dos cristãos?" Infelizmente, muitos estão emudecidos pelo resíduo do ódio a Israel que trazem em seu coração.

Já perdi a conta de quantas vezes Emir e eu pedimos que outros ex-muçulmanos nos mostrassem onde fica a "Palestina" no mapa. Perguntamos também quando foi que os palestinos tiveram um governo estabelecido, uma capital, uma embaixada?

É claro que a resposta é "nunca". O conceito de um país chamado "Palestina" só surgiu depois que Israel se tornou uma nação. Trata-se de um país inteiramente hipotético, baseado não numa origem étnica comum, mas sim num ódio comum a Israel. Conforme ilustrei no início deste artigo, nossos colegas árabes e persas têm encontrado companheiros entre os teólogos ocidentais que adotaram todo um esquema teológico e escatológico baseado nesse ódio comum. Meu irmão e eu estamos agora na irônica posição de sermos ex-muçulmanos e turcos persas defendendo Israel contra cristãos anglo-saxões e europeus de raça branca. Que mundo estranho!

Concordo com o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: "Jerusalém é a eterna e indivisível Cidade de Deus". Esperamos, um dia, encontrá-lo e dizer-lhe isso.

O mito de Alá

Outro componente estranho dessa questão é o uso da palavra "Alá". Recentemente, ouvimos um missionário evangélico falar sobre o movimento "Alá-leuia", em que os missionários estão usando a palavra árabe "Alá" para proclamar o Evangelho. Alguns chegam ao cúmulo de entrar nas mesquitas e ficar na posição de oração (rakat), mas orando a Jesus em pensamento. Alá, concluem eles, é só o nome árabe de Deus. Adonai e Alá seriam o mesmo Deus.

Mesmo correndo o risco de ofender mais alguns leitores, quero deixar uma coisa registrada: Alá não é o nome árabe de "Deus". Alá é um ídolo.

Em todos os debates de que participamos em universidades e entre colegas, meu irmão e eu nunca encontramos um muçulmano que acredite que o Alá do Corão e o Deus da Bíblia sejam o mesmo Deus. Nunca. Se o monoteísmo é o único critério para distinguir a verdade neste caso, então deixe-me dizer uma coisa: se Alá é o mesmo deus que o Deus vivo, então Elias deve desculpas aos profetas de Baal (que também eram monoteístas).

Então, por que usar essa palavra? Perguntei a um árabe cristão por que ele continuava usando o termo "Alá" quando orava, e ele me respondeu baixinho: "Eu não consigo me convencer a usar os nomes hebraicos, sabe?"

Sim. Eu sei. Infelizmente, eu sei.

Estou ciente das implicações deste artigo. Eu as aceito. Numa única crítica dura, de poucas páginas, ataquei a teologia da substituição, a escatologia puritana, os teólogos modernos e denominações inteiras. Entretanto, meus vinte anos de silêncio acabaram. Nosso segredinho terrível foi revelado.

Emir e eu continuaremos do lado de Israel no conflito contra nossos parentes segundo a carne. Continuaremos contestando a teologia da substituição sempre que necessário.

Também continuaremos a defender Israel como nação escolhida por Deus, porque Ele nos manda fazer isso no Antigo e no Novo Testamento. Os judeus precisam aceitar Jesus como o Messias, isto é certo. Mas eles também precisam que a comunidade cristã – a Igreja – fique ao lado deles num mundo que quer a sua destruição. Isso começa agora. (Israel My Glory - Ergun Caner - http://www.beth-shalom.com.br)


O Dr. Ergun Mehmet Caner é professor de Teologia e História da Igreja na Liberty University, em Lynchburg, Virginia (EUA). O livro O islã sem véu, escrito em co-autoria com seu irmão, Dr. Emir Fethi Caner, pode ser pedido em nossa livraria virtual.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um ponto de vista árabe não convencional...

Aproximo-me desse assunto do Oriente Médio, de uma maneira um pouco diferente das outras. Sou um jornalista cristão, árabe-americano. Cheguei às minhas conclusões em grande parte através de experiências de primeira mão, cobrindo o Oriente Médio no meu campo de trabalho. Através dos meus 25 anos de carreira como jornalista, em trabalho diário, tive os 2 principais temas: Hollywood e o Oriente Médio. Poder-se-ia perguntar o que esses 2 temas têm em comum.

O denominador comum é que ambos lidam na esfera da irrealidade. Ambos se baseiam em mitos. Na realidade, a imaginação dos árabes em compor fábulas, re-inventando a História, e fazendo ficção dos fatos, fariam corar o Oliver Stone. E são esses mitos do Oriente Médio a que eu quero me referir hoje, no pouco tempo de que dispomos.

A que se refere toda essa controvérsia? Quais são as raízes verdadeiras desse conflito? Se acreditamos no que lemos na maioria das fontes de notícias, os palestinos querem uma porção de terra que seja sua, e os muçulmanos querem o controle dos lugares que eles consideram santos. Simples; não é verdade?

Errado! Na realidade, estas duas exigências não passam de estratégias enganosas - manobras da propaganda. Elas são nada mais do que desculpas falsas e racionalizações para o terrorismo e o assassinato de judeus. O objetivo real dos que fazem essas exigências, é a destruição do Estado de Israel.

A prova disto é que antes da guerra árabe-judaica de 1967, nno havia um movimento sério para uma pátria palestina. Por que?

Em 1967, durante a guerra dos 6 Dias, os israelenses conquistaram a Judéia, a Samaria e Jerusalém Oriental. Mas, eles não tiraram esses territórios de Yasser Arafat. Eles as tiraram do Rei Hussein da Jordânia. Por que os assim chamados palestinos, subitamente descobriram a sua identidade nacional, depois que Israel ganhou a guerra? Por que, antes disso, não havia uma exigência por uma pátria palestina?

A verdade é que a Palestina não é mais real do que a "Terra do Nunca" ( história de Peter Pan). A primeira vez em que esse nome foi usado, foi depois de 70 AD, quando os romanos cometeram genocídio contra os judeus, derrubaram o Templo, e declararam a extinção da terra de Israel. Dali por diante - prometeram os romanos - aquela terra seria conhecida como Palestina. O nome era derivado - calculamos nós - dos Filisteus, um povo conquistado pelos judeus séculos antes.

Contrariamente ao que Arafat lhes contará, naquela época os Filisteus já estavam extintos. Arafat gosta de fingir que o seu povo é descendente dos Filisteus. Em realidade, o nome foi simplesmente uma maneira dos romanos acrescentarem um insulto para injuriar os judeus - não somente haviam eles sido aniquilados, como teriam também a sua terra sendo chamada pelo nome do povo que eles haviam conquistado.

A Palestina jamais existiu - antes, ou desde então - como uma nação ou estado. Ela foi dominada, alternativamente, por Roma; pelos Cruzados Islâmicos e Cristãos; pelo Império Otomano; e, por pouco tempo, pelos ingleses, depois da I Guerra Mundial. Os ingleses concordaram em restaurar pelo menos uma parte da terra para os judeus, para servir-lhes de pátria. Quem rejeitou a idéia? Os árabes. Os judeus não poderiam ter lugar no Oriente Médio. Nenhum. Zero. Coisa alguma. NADA.

Agora, pelo menos para as platéias ocidentais, Arafat e alguns outros, assim chamados, líderes árabes, lhes dirão que está bem que os judeus também tenham sua terra, lado a lado, com os árabes. Por que não "estava bem" em 1948 ?

Não há língua conhecida como "palestina". Não existe uma cultura palestina distinta. Jamais existiu uma terra chamada Palestina, governada por palestinos. Os palestinos são árabes, sem fazer distinção dos jordanianos, sírios, libaneses, iraquianos, etc. Estejamos cientes de que os árabes controlam 99.9% das terras do Oriente Médio. Israel representa 1/10 de 1% de toda a terra ali. Mas, isto já é demais para os árabes. Eles querem TODA a terra. E isto é, na realidade, a razão da luta em Israel atualmente. Não importa quantas sejam as concessões que Israel faça da terra; jamais será suficiente para os árabes. O próprio Arafat explicou a manobra das negociações com Israel, num discurso de 1994 na África do Sul - em inglês . Ele já explicou essa manobra uma dúzia de vezes, em árabe.

"Primeiramente criamos nosso próprio estado, e o usamos para libertar toda a Palestina." Este é o alvo. Sempre foi o alvo. Arafat e seus seguidores, lhes dirão que a razão da necessidade de um estado árabe-palestino é necessário, porque os árabes foram removidos à força de suas propriedades durante a guerra de 1948. Mas verifiquem o que diziam os árabes sobre o assunto dos refugiados depois daquela guerra:

"O fato de haver refugiados, é conseqüência direta da ação dos países árabes se oporem à divisão e à existência do Estado Judaico. Os árabes concordam unanimemente com esta política, e devem portanto compartilhar na solução do problema"
- Emile Ghoury, secretário do "Mais Alto Comité Árabe-Palestino", numa entrevista com o jornal "Beirut Telegraph", em 6 de setembro de 1948.

"A nação árabe que havia encorajado os palestinos árabes a deixarem seus lares temporariamente, de maneira a estarem fora do caminho dos exércitos árabes invasores, falharam em manter suas promessas de ajudarem esses refugiados"
- O diário jordaniano "Falastin", de 19 de fevereiro de 1949.

"Quem trouxe os palestinos para o Líbano como refugiados, que sofrem agora com a atitude nefasta dos jornais e líderes comunitários, que não têm honra nem consciência ? Quem os trouxe para cá em calamitoso sofrimento, e sem um centavo, após terem eles perdido a sua honra ? Os países árabes, e o Líbano entre eles, o fizeram."
- O semanário muçulmano de Beirute "Kul-Shay", de 19 de agosto de 1951.

"Chegou o 15 de maio de 1948... Naquele dia o mufti de Jerusalém, fez um apelo aos árabes da Palestina para deixarem o país, porque os exércitos árabes estavam prestes a entrar e lutar em lugar deles."
- O diário do Cairo "Akhbar el Yom", em 12 de outubro de 1963.

"Pela fuga e pela queda dos outros vilarejos, são responsáveis os nossos líderes, por disseminarem rumores exagerados de crimes dos judeus e descrevendo-os como atrocidades, a fim de inflamar os árabes.
.... Espalhando boatos de atrocidades praticadas pelos judeus, matando mulheres e crianças, etc., eles instilaram o medo e o terror nos corações dos árabes da Palestina, até que eles fugiram deixando seus lares e propriedades para os inimigos".
- O diário jordaniano "Al Urdun", em 9 de abril de 1953.

Eu poderia continuar indefinidamente, com esta parte esquecida - ou deliberadamente obscurecida - da História, mas... vocês já perceberam o que quero dizer. Não houve nenhuma conspiração dos judeus para expulsar os árabes de seus lares em 1948. Isto jamais aconteceu. Existem, ao invés disso, várias provas históricas evidenciando os judeus rogando aos seus vizinhos árabes, para permanecerem e viverem em paz e harmonia. Ainda assim, apesar das palavras claras e sem ambigüidade dos observadores árabes da época, a História tem sido re-escrita, com sucesso, com a finalidade de transformar os judeus nos malignos.

Os países árabes que iniciaram as hostilidades, jamais aceitaram a responsabilidade - apesar de sua imensa riqueza e sua capacidade de assimilar dezenas de milhões de refugiados em suas nações sub-populadas. E outros países falharam em demonstrar-lhes a responsabilidade deles nisso.

Atualmente, é claro que prossegue esta charada cruel. O sofrimento de milhões de árabes é perpetuado exclusivamente com finalidades políticas dos países árabes. Eles são simples peões na guerra para destruir Israel.

Havia cerca de 100 milhões de refugiados em todo o mundo após a II Guerra Mundial. O grupo árabe palestino é o único, no mundo inteiro, não absorvido ou integrado nas terras de seu próprio povo. Desde aquela época, milhões de refugiados judeus vindos de todo o mundo, foram absorvidos na minúscula nação de Israel. Não faz nenhum sentido, esperar que esta mesma minúscula nação de Israel, resolva uma crise de refugiados que não foi criada por ela.

Pensam que os árabes realmente se importam com a situação difícil e os apuros dos seus refugiados? Eu lhes asseguro que Israel, de todos os países do Oriente Médio, tem tratado os refugiados árabes com mais justiça e mais compaixão.

Deixem-me dar-lhes um exemplo do que estou falando:
O jornal "Jordan Times" relata que "os refugiados palestinos no Líbano, a quem, há muito tempo têm-lhes sido negado muitos direitos civis, inclusive o direito de trabalhar, agora enfrentam um novo obstáculo em suas vidas precárias". Por causa de uma lei introduzida no Parlamento no ano passado, os árabes palestinos no Líbano ficarão privados do direito de possuirem propriedades. Aqueles que já possuem propriedades, não poderão legá-las aos seus próprios filhos. Agora, imaginem só se Israel deixasse passar uma lei assim? Podem todos imaginar qual seria a grita internacional? O que diria disto as "Nações Unidas"? Como a mídia ocidental estabelecida encararia tal manobra draconiana?

No entanto, isto está acontecendo numa nação árabe, virtualmente sem comentários - a não ser aqui. E, simplesmente, vejam o raciocínio claro para tal ação no Líbano, conforme descrito no "Jordan Times":
"O Parlamento Libanês, passou a lei, com base em que desejam proteger o direito dos refugiados palestinos a eventualmente retornarem aos seus lares, dos quais fugiram, depois da criação do Estado de Israel nas terras palestinas em 1948".
Isto não é fantástico? "Estamos protegendo os seus direitos, negando-os!!"

Enquanto Israel vem se desdobrando para acomodar os árabes palestinos - especialmente aqueles vitimados pela guerra de 1948 - as nações árabes somente têm explorado o seu sofrimento. E esta exploração continua ainda hoje. As claras! É uma questão de lei! Ainda assim, o mundo não vê isto!
Desde que escrevi uma coluna em outubro de 2000, chamada "Os Mitos do Oriente Médio", os leitores do mundo todo vêm me perguntando o que significa o termo "palestino".
A resposta simples, é que ele significa o que quer que seja que Arafat queira que signifique. O próprio Arafat nasceu no Egito. Mais tarde, mudou-se para Jerusalém. Sem dúvida, a maioria dos árabes que vivem dentro das fronteiras de Israel hoje, vieram de algum outro país árabe, numa certa época de suas vidas.

Os árabes atualmente continuam a afluir para dentro de Israel. Continuam a mudar-se, para estar sob a autoridade palestina. Imigraram para lá, antes mesmo que tivesse saído de sob o controle de Israel. Os árabes edificaram 261 estabelecimentos na "West Bank" ("Margem Ocidental") desde 1967. Não se ouve falar muito sobre esses estabelecimentos. Ao invés disso, ouvimos falar sobre o número de estabelecimentos judaicos que foram criados. Ouvimos falar como eles são desestabilizadores; como são objetos de provocação. No entanto, se compararmos, somente 144 estabelecimentos judaicos foram construídos desde 1967 - inclusive aqueles em redor de Jerusalém, na "West Bank" e em Gaza. É isto um fenômeno novo? Absolutamente não. Sempre foi assim. Os árabes têm convergido para Israel e suas cercanias, desde que foi criado, e mesmo antes, coincidindo com a onda de imigração judaica dentro da Palestina antes de 1948.

Em 1939, Winston Churchill disse: "Longe de serem perseguidos, os árabes se aglomeraram no país e se multiplicaram, ao ponto da sua população haver aumentado mais do que mesmo toda a população judaica do mundo tivesse podido aumentar a sua própria."

E isto levanta uma questão que jamais vejo ninguém perguntar: Se os programas e ações de Israel tornam a vida dos árabes tão intolerável, por que continuam eles a se bandear para o estado judaico? Esta é uma pergunta importante, quando vemos o atual debate palestino transformar-se para a questão do "direito de voltar". De acordo com as mais liberais reivindicações das fontes árabes, cerca de 600.000 a 700.000 árabes deixaram Israel em 1948, e em torno de 1948, quando foi criado o estado judaico. A maioria não foi forçada a isto pelos judeus, mas, pelo contrário, partiram por insistência dos líderes árabes que haviam declarado guerra à Israel. No entanto, há agora muito mais árabes vivendo nesses territórios do que havia antes. E, muitos dos que se foram em 1948 ( e logo após essa data), na realidade, tinham raízes em outras nações árabes.

Por isto, é tão difícil definir o termo "palestino". Sempre foi. O que significa isso? Quem é um palestino ? É alguém que veio trabalhar na Palestina por causa de uma economia animadora e oportunidades de trabalho? É alguém que morava na região havia 2 anos? 5 anos? 10 anos? É alguém que esteve uma vez de visita? É algum árabe que quer viver na região?

Embora os árabes suplantem em número os judeus no Oriente Médio, numa proporção de 100 para 1, a população árabe da Palestina era historicamente, extremamente baixa, antes do interesse renovado dos judeus pela região, começando em princípios do século XX (1900s). Por exemplo: um guia de viagem à Palestina e à Siria, publicado em 1906, por Karl Baedeker, ilustra o fato que, mesmo quando o Império Islâmico Otomano governava a região, a população muçulmana em Jerusalém era mínima. O livro avalia a população total da cidade em 60.000, dos quais 7.000 eram muçulmanos; 13.000 eram cristãos, e 40.000 eram judeus. "O número de judeus cresceu muito nas últimas décadas, apesar do fato de serem eles proibidos de imigrar ou possuir terras de sua propriedade", declara o livro.

Embora os judeus fossem perseguidos, ainda assim eles vieram para Jerusalém e representavam a esmagadora maioria da população, bem no início do século, desde o ano de 1906.

Por que era tão pequena a população muçulmana? Afinal, somos informados que Jerusalém é a terceira cidade mais santa do Islã. Certamente, se esta crença fosse grandemente espalhada em 1906, um maior número de devotos deveria ter-se ali estabelecido. A verdade é que a presença judaica em Jerusalém, e através de toda a Terra Santa, persistiu através da sua sangrenta História, conforme documentado no livro de Joan Peters que marcou época, sobre as origens do conflito árabe-judaico na região. Os árabes vieram por causa da atividade econômica e - creiam ou não - vieram porque havia mais liberdade e mais oportunidade em Israel do que em seus próprios países.
É hora de injetar o componente de liberdade na discussão. Em anos recentes, a "Casa da Liberdade", ("Freedom House"), a organização dos direitos humanos que monitora a maneira em que as nações do mundo tratam seus próprios cidadãos, descobriu que há uma enorme tendência em todo o mundo, de afastamento do totalitarismo e autoritarismo, e ida em direção à liberdade - com exceção do mundo árabe.

Há 22 países árabes - e todos com graus variáveis de policiamento. Se os Estados Unidos continuarem a forçar um estado palestino sob a liderança de Yasser Arafat, haverá 23. Vamos esperar e orar que esta administração esteja começando a ver as coisas. Há algumas fortes indicações de que este seja o caso.

A campanha iminente do Iraque, poderia representar um acontecimento divisor de águas na História do Oriente Médio.
Imaginem um Iraque livre.
Imaginem um Afeganistão livre.
Imaginem um Irã livre.
Imaginem um Líbano livre.

Pode acontecer. Se elevarmos nossos alvos e agirmos com responsabilidade, e formos corajosos e firmes em travar esta guerra contra o terrorismo - esta guerra que não foi iniciada por nós - isto poderia acontecer.

Joseph Farah

Extraído de:
Ministério Canaã no Brasil
Irmandade Evangélica de Maria
info@canaan.org.br