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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

UM BELO EXEMPLO A SEGUIR: ANABATISTAS PEDEM PERDÃO AOS JUDEUS






Um grupo de anabaptistas (menonitas e membros do grupo amish) visitou recentemente Israel, numa emotiva demonstração de amor para com o Senhor e o povo de Israel. Tornou-se praticamente numa mudança histórica das relações e entendimento destes cristãos evangélicos para com a nação de Israel.


A declaração oficial feita pelo grupo demonstra o sentimento prevalecente nos seus corações, tornando-se num modelo para muitos "ditos evangélicos" que mantêm uma atitude de arrogância e ignorância para com Israel e para com os propósitos finais de Deus em abençoar o Seu "povo eleito"...


Eis a declaração dos irmãos amish e anabaptistas:
"À Nação e ao Povo de Israel:

Neste dia, nós, representando o povo anabaptista, humilhamo-nos e buscamos o vosso perdão pelo nosso pecado colectivo de orgulho e egoísmo ao termos ignorado o clamor do povo Judeu e da nação de Israel. Uma tragédia, que incluiu a aniquilação de 6 milhões de Judeus pelos nazis. Até mesmo nesta hora Israel encontra-se rodeado por todos os lados de países vizinhos comprometidos com a sua destruição.


Deus, na Sua soberania, abriu os nossos olhos para a promessa de Génesis 12:3 onde Ele afirma: 'Abençoarei aqueles que te abençoarem e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem'. Ao ter graciosamente aberto os nossos olhos para a gravidade desta promessa, temos ficado como corpo profundamente convencidos da realidade que a nossa ignorância colectiva do sofrimento judeu é de facto nada menos que uma rejeição histórica dos Judeus, tal como uma maldição. Para nossa vergonha não vos temos levado em consideração.
Por isto, pedimos o vosso perdão.

Além disto, publica e abertamente vos abençoamos a vós e ao povo de Israel. Nós vos abençoamos como descendentes de Abraão, segundo Génesis 12:1-3. Esta promessa dada a Abraão é sobre vós, seus descendentes, para toda as gerações futuras. Nós vos abençoamos por terdes mantido viva a fé no único Deus verdadeiro. Escolhemos honrar-vos como nossos pais na fé, e iremos encorajar outros e as gerações futuras a assim procederem.


No âmago dos nossos corações está um desejo apaixonado de ver o cumprimento de Amós 9:11-12: 'Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de David, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade. Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo Meu Nome, diz o Senhor, que faz essas coisas.'


Nós abençoamos as vossas fronteiras prometidas por Deus tanto a Norte, Sul, Este e Oeste, para que possais prosperar e cumprir a vossa chamada para as nações.


Oramos pela paz em Jerusalém, segundo o mandamento bíblico no Salmo 122.6.


No nosso quebrantamento e contrição, não descansaremos nem de dia nem de noite, até que Ele estabeleça Jerusalém e faça dela um louvor para toda a terra. Isaías 62:6-7.
Com incessante amor a Sião,
A Nação Anabaptista, vossos irmãos e irmãs Amish e Menonitas"
Que belo exemplo para todos nós! Certamente Deus irá mover muitos mais corações a terem essa mesma atitude de contrição, respeito e de bênção para com o povo que Ele na Sua soberania escolheu para ser uma luz para as nações.
Shalom, Israel!

domingo, 17 de outubro de 2010

Notícia: O DESPERTAR DAS BESTAS

Queridos amigos que tem acompanhado as notícias que publico aqui no Blog...
O Blog anda meio desatualizado, ultimamente.  Mas, sinto que o tempo em que vivemos não me permitem mais esse descuido! Tenho alertado a vários amigos, pessoalmente ou por e-mail ou mesmo MSN, sobre a nescessidade de nos prepararmos para o tempo que está a nossa frente!
Não só nós, que amamos Israel e entendemos os planos do Eterno para "a menina dos Seus olhos". Mas para todos os verdadeiros seguidores do Messias Judeu! (sim, pasmem os cristãos que odeiam Israel, Jesus era judeu)
Publico um texto que chamou demais minha atenção logo que o li...
Leiam...
Publiquem...
Divulguem...
Repliquem...
E preparem-se para o que está por vir!


PRIMEIRA: A BESTA ACTIVA QUE SE JULGA AMEAÇADORA
Num dia em que a Besta de nome Ahamadinejad é homenageada no Líbano, chegando a receber o "doutoramento" da Universidade do Líbano (seria em "direitos humanos"...?), ei-lo que chega triunfalmente à aldeia de Bint Jbeil, no sul do Líbano, onde uma multidão o aguardava para honrar a sua visita. E então o ditador vocifera à mole humana: "A resistência libanesa é um exemplo para todas as nações da região." E o ditador continuou na sua conhecida verbarreia: "o senhor abençoa o povo do Líbano, os seus jovens dedicados à Jihad e todos vós - que buscais a justiça e a verdade. Vocês ficaram na linha da frente da batalha contra os agressores e ocupantes, e defendestes a segurança do Líbano".
Obviamente que ele se referiu ao "senhor" que ele serve, ou seja, o próprio diabo!
E continuou a disparatar: "Agradeço-vos pela vossa coragem e por enfrentardes espadas e tanques com a vossa determinação e força de vontade. Vocês tendes provado que a nação libanesa e a sua resistência são mais poderosos do que as espadas dos sionistas" .
E falando directamente sobre Israel, o tirano vociferou: "o mundo deveria saber que os sionistas terão de eventualmente ser forçados a partir, e isso não vai demorar muito. Eles são inimigos da humanidade e não terão outra escolha que não a rendição. A Palestina será libertada pela força da fé."
Os apoiantes do Hezbollah passaram a manhã a convocar as massas através dos altifalantes das mesquitas para se juntarem no sul do Líbano para a visita do presidente do Irão, naquilo que tanto os EUA como Israel consideram ser uma "provocação intencional".
Sabe-se perfeitamente que os milhões que o tirano do Irão tem alegadamente investido na "educação e bem estar dos habitantes do sul do Líbano", têm sido investidos no armamento do Hezbollah e na promoção e manutenção no poder do regime do fantoche Nasrallah.
Muitos dos cristãos e sunitas libaneses temem que o Irão e o Hezbollah estejam tentando impôr a sua vontade sobre o país e empurrar assim o Líbano para uma guerra contra Israel. Muitos dizem que esta visita de Ahmadinejad poderá agravar as tensões num país com uma longa história de lutas sectárias.
Não há dúvida que as intenções do presidente do Irão são a reprodução clara daquelas que outras bestas do passado têm alimentado e quase conseguido. Mas não menos preocupante é o despertar da segunda besta...

SEGUNDA: A BESTA QUE SE JULGAVA ADORMECIDA

A terrível "besta" alemã que muitos julgavam adormecida volta a dar sinais de querer acordar: uma sondagem acabada de ser publicada indica que um em cada dez alemães desejam "um novo Fuehrer que lidere o país com mão de ferro". Um entre cada três alemães quer que os imigrantes sejam expulsos do país no caso de o desemprego se tornar num problema. E como os judeus não podiam escapar a este despertar da besta, a sondagem revela ainda que 17% dos alemães acreditam que "os judeus têm demasiada influência".
A verdade é que apesar de terem passado 65 anos depois da 2ª Guerra Mundial, parece que muitos alemães ainda se agarram ao preconceito e ao racismo com os quais o partido nazi se identificava.
Esta pesquisa foi realizada por um organismo cuja seriedade é reconhecida, a Fundação Ebert para a Educação Política, uma fundação com ligações próximas ao partido social democrata alemão.
Neste inquérito, 25% das pessoas expressaram opiniões racistas, tendo 15,9% dito que de certa forma entendiam porque é que deveria ser indicado um Fuehrer. 58% afirmaram que a Alemanha precisava de refrear o tradicional estilo de vida muçulmano. E 17,2% apoiaram a afirmação de que "os judeus têm demasiada influência no mundo de hoje".
A fundação alertou que havia um crescimento nas opiniões anti-democráticas e racistas na Alemanha, muito provavelmente influenciadas pela recente crise económica global. Mais ainda: os pesquisadores descobriram que os pontos de vista racistas existem não só nas franjas da sociedade, ou seja, na extrema-direita, mas em todos os grupos etários e classes sociais, independentemente de sexo ou religião.
Sem dúvida, estamos vivendo tempos muito perigosos. Aproximam-se pesadas nuvens no horizonte, mas muitos continuam ainda "dançando ao som da orquestra do Titanic"...
Preparemo-nos para o que aí vem...
Shalom!

Retirado na íntegra de um blog amigo: SHALOM ISRAEL

sexta-feira, 26 de março de 2010

GOVERNO ISRAELITA MANTÉM-SE FIRME, FORTE E UNIDO

Após visita aos Estados Unidos...

Apesar da pressão norte-americana, Netanyahu encontrou total apoio do seu governo reunido hoje, sendo comunicado que Israel manterá a posição assumida até agora de construir na sua eterna Capital.

Não só Netanyahu tem o apoio do governo, mas a maioria do povo de Israel também está ao seu lado nesta decisão. É claro que a mídia israelita interpretou o encontro como um fracasso. Os EUA - na sua habitual arrogância - julgavam que conseguiriam obrigar Israel a ceder às exigências da Autoridade Palestiniana, mas enganou-se: Netanyahu de forma inteligente "passou a bola" para o seu governo, escudando-se assim numa decisão que não foi só individual mas colectiva.
Hussein Obama exigia a Israel não só o congelamento da construção de habitações na terra dos judeus (Judéia e Samaria), como também a libertação de centenas de terroristas afiliados na organização terrorista Fatah, ligada ao presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas, e ainda a proibição de construir casas na parte oriental de Jerusalém recuperada em 1967.
Mas a pressão de Hussein Obama foi criticada por muitos americanos, incluindo o influente jornal Washington Post, que acusa Obama de ter levado Israel a "um beco sem saída", e de ter "envenenado as relações entre os EUA e Israel", que já se encontravam ao nível mais baixo em duas décadas.
Para além do apoio "em casa", Netanyahu conta com o entusiasmado apoio do prefeito da Capital, Cidade santa de Jerusalém: Nir Barkat informou que as construções irão continuar em todas as partes de Jerusalém, e elogiou o primeiro-ministro: "Quero expressar o meu apoio ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu que protegeu Jerusalém durante a sua visita a Washington."
"Quero também utilizar o pódio do concelho municipal para tornar claro ao nosso importante aliado, os Estados Unidos, que irá continuar a construção em Jerusalém. Não há congelamento em Jerusalém. Jerusalém é uma cidade em desenvolvimento, ela tem necessidades e continuará a construir no lado ocidental e no oriental para todos os seus habitantes, judeus e árabes." - afirmou.
Parabéns, Netanyahu! Parabéns, governo de Israel! Coragem contra os opressores e os falsos "amigos"!
Shalom, Israel!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Chegou a hora de nós, cristãos revermos nossos conceitos...

O que todos deveriam saber sobre Israel

Ao analisar os acontecimentos em Israel, deveríamos lembrar certas realidades bíblicas, que durante toda a história se mostraram confiáveis e verdadeiras:

Líderes muçulmanos como Arafat zombam do Deus de Israel do mesmo modo que Golias em seu tempo (1 Sm 17.36). Deus dará fim a essa arrogância (Gl 6.7).

1. O Deus de Israel se dá a conhecer através das Suas ações e afirmações (Ez 38.23). Ele estabeleceu alianças com os patriarcas e interferiu na história do Seu povo Israel. Suas ações não são guiadas pelos "direitos humanos" ou noções do que é "politicamente correto" – pois é Ele quem define o que é justo (Js 6.17-21; 1 Sm 15.2-3,7-9,23; Mt 20.1; Rm 1.17; Rm 3.21-26). Ele escolhe a quem quer e não está preso a padrões humanos (Rm 9.6-24). Se dependesse da Corte Internacional de Justiça em Haia ou dos tribunais belgas, Deus já estaria no banco dos réus há muito tempo... Deus é o Legislador, Juiz, Redentor e Executor da pena.

2. Deus escolheu Israel como Seu povo, para que fosse uma nação santa (separada para Ele, obediente a Ele) e um reino de sacerdotes para Ele (Êx 19.6). Israel deveria refletir o caráter de Deus e ser uma bênção para as nações.

3. Todo o Israel (como unidade étnica e não apenas alguns israelitas individualmente) deverá ser salvo (Rm 11.26). O que hoje parece completamente impossível, será realizado por Deus, porque Ele o prometeu (Gn 18.14).

4. Antes que seja retirado o endurecimento de Israel, deve ser completada a plenitude dentre os gentios (Rm 11.25). Dessa plenitude farão parte também muçulmanos convertidos a Jesus. Os povos islâmicos representam hoje um sétimo da população mundial e é preciso alcançá-los com o Evangelho. O islã é uma falsa religião que tem algumas raízes no judaísmo e no cristianismo. O Deus bíblico é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êx 3.15) e não o Deus de Abraão, Ismael e Esaú. Ele é o Pai do Messias, Jesus (Ef 1.3). Conforme o Alcorão, Deus não tem Filho.

• O islã é uma potestade espiritual (Ef 6.12) que será publicamente exposta ao desprezo e humilhada através do triunfo da cruz (Cl 2.15).

• Deus não capitulará diante do islã. No século XX, quatro grandes potências perderam o poder: o Império Otomano (turco), o Império Britânico, o reino alemão-nazista e o reino soviético-comunista.

• Líderes muçulmanos como Arafat zombam do Deus de Israel do mesmo modo que Golias em seu tempo (1 Sm 17.36). Deus dará fim a essa arrogância (Gl 6.7).

• Está em tempo dos muçulmanos serem libertos da escravidão do islã.

5. A volta dos judeus a Deus ocorrerá em grande proporção apenas após o seu retorno à terra dos pais (Dt 30.5-6; Ez 36.24-28). Esse milagre do restabelecimento acontecerá conforme Romanos 11.15.

Os poderes das trevas fazem de tudo para que ele não ocorra, tentando

• impedir a volta dos judeus à terra de Israel através de guerras, tensões no país, problemas econômicos, etc.

• dificultar a vida dos israelenses, para que eles abandonem o país.

• evitar o estabelecimento dos judeus nos montes de Israel (Judéia, Samaria e Jerusalém), conforme Ezequiel 36.

O islã exige Israel inteiro para si. Para ele, a perda de território equivale a uma derrota de Alá.
Em grande parte, a mídia está do lado dos muçulmanos e transmite imagens distorcidas e irreais da situação no Oriente Médio.

6. Em grande parte, a mídia está do lado dos muçulmanos e transmite imagens distorcidas e irreais da situação no Oriente Médio. Os jornalistas, colunistas, formadores de opinião e proprietários de veículos de comunicação deveriam saber que isso terá conseqüências pessoais para eles (Gn 12.3).

7. Muitas nações se julgam no direito de dar a Israel bons conselhos, que elas jamais aceitariam (Mt 7.1-5). A situação política em Israel vai piorar. Oramos pedindo que tudo aconteça no tempo determinado por Deus e que o derramamento de sangue seja o menor possível de ambos os lados.

8. Após milênios, Deus está restabelecendo Seu Reino em Israel. Muitas coisas maravilhosas estão acontecendo no país sem que tenham grande divulgação: testemunhos, conversões, batismos, discipulado, aproximação entre os crentes (inclusive entre judeus messiânicos e árabes cristãos), despertamento entre os jovens, adoração, intercessão, etc. Entretanto, muitos cristãos árabes das igrejas tradicionais são nacionalistas e têm posições antibíblicas com relação a Israel.

fonte:(autor: Thomas Wiesmann - http://www.beth-shalom.com.br)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Omissão x Responsabilidade dos Cristãos

1) Romanos 11:31 ->
v.15) Ao contrário do que muitos de nós pensamos, Deus não rejeitou o seu povo; e sim parte do povo é que o rejeitou.
v.24) Deus rejeitou os judeus? NÃO!
Porque os presentes gratuitos de Deus e Seu chamado são irrevogáveis.
Então, concluímos que que a igreja gentílica não é o "Israel de Deus" e que os judeus não foram rejeitados por Ele, ainda que temporariamente (pois a palavra usada aqui é "êttêma" = status inferior ou diminuição temporariamente, pois se prevê uma "plêroma" = Plenitude).
v.11) Paulo ansiava provocar ciúmes em Israel, através da conversão dos gentios.
Nós, cristãos gentios deveríamos acolher as palavras "para provocar-lhes ciúmes", como ordenança ou ao menos como desafio.

Os judeus não-messiânicos deveriam olhar para os gentios salvos na igreja e ver neles uma mudança tão maravilhosa de como eram antes, uma vida tão santa, pessoas tão dignas, tementes a Deus, pacíficas, éticas, alegres, humildes, a ponto de sentirem ciúme e desejarem para si mesmos aquilo que faz esses gentios diferentes e especiais.

Efésios 2: 14-16
* Desde o princípio Deus tem um plano para judeus messiânicos e gentios salvos juntos.
v.15) "…o fez a fim de criar dos 2 grupos uma nova humanidade em união consigo mesmo, e dessa forma trazer Shalom."

Ok… Até aqui absorvemos o coração de Deus / Yeshua.
Mas, o que vem acontecendo de fato que rasga o coração de Deus:
-> No ano 70, os Romanos expulsaram os judeus da terra dada a eles por Deus, e deram a esta terra um nome pejorativo: Palestina (que significa: terra dos Filisteus, inimigos já derrotados de Israel).

-> Ano 160, o numero de gentios salvos era maior q o de judeus, e assim o primeiro não-judeu foi elevado como líder sobre o corpo: Justíno Martir (um anti-semita) o qual disse a um judeu: "As escrituras não pertencem mais a vocês, mas a nós.".

-> Ano 177, Irineu (Bispo de Lyon) disse: "Os judeus foram deserdados da graça de Deus".

-> Anos 160-230, Tertuliano afirmou que Deus havia rejeitado os judeus em favor dos cristãos.

-> Ano 300, Eusébio escreveu: "As promessas do Antigo-Testamento eram para os cristãos e não para os judeus. E as maldições das escrituras eram só para os judeus".

-> Ano 325: O Conselho de Nicéia rejeita OFICIALMENTE todas as raízes judaicas da fé cristã.

-> Ano 415, Agostinho escreveu: "A verdadeira imagem do judeu é Judas Iscariotes".

-> Ano 613, na Espanha: Matavam sumariamente judeus que não se convertiam ao Cristianismo e seus filhos de até 6 anos de idade eram dados a famílias de cristãos.

-> Ano 1096: Ano da primeira Cruzada… Cristãos mataram 12.000 judeus, com a desculpa de recuperar Jerusalém das mãos dos muçulmanos.

-> Ano 1099: 900 judeus foram queimados vivos em uma sinagoga em Jerusalém, enquanto soldados cristãos cantavam "Jesus, nós te adoramos!".

-> Ano 1190, Inglaterra: Perseguição, expulsão e morte de judeus, em plena páscoa.

-> Ano 1320, França: 40.000 franceses destroem 140 comunidades judaicas. Muitos judeus são presos e cerca de 5.000 foram queimados vivos.

-> Ano 1348, Europa: Surge a peste negra… E os judeus são acusados de envenenamento.(por causa de seus habitos higiênicos, não sofreram com a peste. enquanto os europeus sofriam, pois não possuiam nehum habito higiênico. Logo os judeus se tornaram seu bode espiatório)

-> Ano 1492, Espanha: A inquisição expulsa 300.000 judeus.

-> Ano 1543, Alemanha: Lutero escreve 2 obras contra os judeus, que mais tarde foram utilizadas por Hitler. ("Os Judeus e suas Mentiras", e "O Nome Inefável")

-> Ano 1648: Cristãos matam 100.000 judeus, e 300 comunidades judaicas são destruídas, entre Polônia e Ucrainia.

-> Ano 1903: Judeus são queimados vivos, acusados falsamente de sacrificarem crianças cristãs em rituais da Pascoa. (em Maldova)

-> Ano 1920, USA: Discriminação: Surge a Cota Máxima de Judeus em Universidades (15% em Harvard e 2% em Princeton).

-> Ano 1938: Noite dos Cristais - Início da perseguição Nazista aos judeus. (09 de novembro)

-> Ano 1940: França deporta mais de 76.000 judeus para campos nazistas.

-> Anos 1939 - 1945: HOLOCAUSTO! 6.000.000 de judeus foram mortos.

Há ainda MUITOS outros atos horrendos contra os judeus.
A realidade é que nós, cristãos gentios, nos omitimos e por isto promulgamos o anti-semitismo. Agimos completamente CONTRA a mente de Jesus, CONTRA o coração de Jesus, e CONTRA as escrituras, que ensinam a Amar e abençoar até os inimigos (como se em algum momento, os judeus houvessem sido nossos inimigos) e vencer o mal com o bem.

Romanos 11:11
Paulo ansiava causar ciúmes nos judeus com a conversão e transformação dos gentios.
Agora pensem e respondam com sinceridade: Após todas as atrocidades cometidas (por nós cristãos) contra os judeus em nome de Jesus, da Cruz e do Cristianismo, do que Israel poderia ter ciúmes? Estou certa de que o sentimento provocado por nós nos judeus pode ser chamado de tudo, menos de ciúmes!

Irmãos… Temos uma dívida com Israel e com os judeus. Vocês já meditaram nisso?
Nós temos a Bíblia… por causa dos judeus!
Os Patriarcas… eram Judeus!
Os Profetas… eram Judeus!
Os Apóstolos… eram Judeus!
Jesus, nosso Messias… era e é Judeu!
Os primeiros crentes… eram Judeus!

Será que podemos arrancar Romanos caps. 9 a 11 e Efésios 2:14-16 de nossas bíblias?

Não é apenas uma questão de orar pela paz em Jerusalém, como ensina Salmos 122:6-9…

ARREPENDIMENTO:
Precisamos nos arrepender por todas as atrocidades que nós igreja gentílica cometemos contra os judeus, seja por ação como por OMISSÃO. Precisamos sentir por nossos irmãos judeus o que Jesus, nosso messias Judeu sente!
Precisamos nos arrepender com dor no coração, com choro em convulsões e nos prostrarmos diante do Pai e calarmos por perdão!
E, como igreja, procurarmos nossos irmãos judeus em arrependimento, e clamarmos que eles nos perdoem por tudo que nós igreja-gentílica cometemos contra eles.

Compreendendo assim o plano de Deus e executando-o, como está em Romanso 11:31
"Também Israel tem sido desobediente agora, para que vocês lehes demonstrem a mesma misericórdia recebida de Deus, a fim de que eles a recebam."

Não podemos permanecer na OMISSÃO, temos responsabilidade imbuída a nós por Deus.
Precisamos buscar no Pai, formas de demonstrar amor de misericórdia aos Israelitas e ao judeus espalhados por toda a Terra.

autora: Daniela F. Porchat Schlabitz
Vice-Presidente/Brasil
Comando de Oração por Jerusalém!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Reconciliação Provocativa

Refleções sobre a Nova Declaração Judaica sobre a Cristandade
Por Victoria Barnett

Dizendo que estava na hora “para os Judeus aprenderem sobre os esforços dos Cristãos para honrarem o Judaísmo”, mais que 170 líderes judaicos de todos os ramos do Judaísmo assinaram uma declaração delineando oito pontos de fundo comum e assunto partilhado entre cristãos e judeus. A declaração, intitulada de Dabru Emet (“falam verdade”), editado em 7 de setembro e 2000, refere-se a “uma mudança sem precedentes nas relações entre judeus e cristãos” desde o Holocausto, requerendo uma “cuidadosa resposta judaica” a recentes mudanças nos ensinamentos cristãos sobre o Judaísmo. Afirma partilhadas raízes de ambas as fés, enquanto também reconhece “irreconciliáveis diferenças”.

No parágrafo mais controverso, Dabru Emet considera o papel de cristãos no Holocausto. Embora notando a longa história de antijudaísmo cristão e violência contra judeus, bem como o ativo envolvimento e cumplicidade passiva de cristãos nos crimes nazistas, a declaração, não obstante, diz que o “Nazismo não era um fenômeno cristão” ou muito menos “um resultado inevitável da Cristandade”. Tivesse o Nazismo continuado, “teria virado a sua fúria assassina mais diretamente contra os cristãos”. Os autores notam com gratidão os cristãos que salvaram judeus e aqueles cristãos de hoje que “rejeitam o ensino de desdém”, concluindo: “Não os acusamos pelos pecados cometidos pelos seus antepassados.”

Dabru Emet rapidamente evocou tanto apaixonado apoio como veemente oposição, particularmente a respeito das suas observações sobre o Holocausto. Um dos autores do documento, o Rábi Michael Signer, professor na Notre Dame, disse que recebeu numerosas mensagens dizendo que essa é uma mensagem muito positiva e esperançosa. De outro lado, diz Signer, muitos “pensam que traímos a história judaica e que fomos longe demais. Pensam que temos ‘deixado os cristãos fora do gancho’. Essa gente está convencida que qualquer movimento à reconciliação com aqueles cristãos que têm repensado a sua teologia de Judaísmo é tolo. Permanecem convencidos que a maioria dos cristãos não abjurou o seu triunfalismo, apontando ao apontado proselitismo dos Southern Baptists e dos Jews for Jesus”.

Na comunidade cristã, é novo e inquietante para alguns aprenderem que muitos judeus vêem o Nazismo um como resultado lógico da cultura cristã européia; outros expressam preocupação que os cristãos possam sentir-se completamente exonerados pela declaração judaica.

Em algumas discussões na Internet, cristãos interpretaram o parágrafo sobre o Holocausto uma como declaração de perdão. Entretanto, diz Signer, “não usaria o termo perdão, mas sim reconciliação. Para reconciliar, os cristãos têm de dar-se conta daquilo que fizeram de mal e das atitudes que tinham e que eram nocivas aos judeus. Evolvendo-se nessas discussões, encontrarão o seu caminho a um mais profundo entendimento da sua própria fé. Só Deus pode perdoar pecados do passado. Os judeus precisam de mais tempo para ver se a teshuváh cristã é real.

O padre John Pawlikowski, um líder de muito tempo no diálogo católico-judaico e presidente do Church Relations Committee no Holocaust Memorial Museum, nota a dificuldade de transmitir a complexa verdade sobre a Cristandade e o Holocausto numa breve declaração. As pessoas tendem a agarrar-se a sentenças primárias. Embora concorde em que não há absolutamente nenhuma linha direta entre o anti-semitismo cristão e o Holocausto, é verdade também que, mesmo assim, os ideólogos nazistas usavam grande parte do anti-semitismo cristão para promover os seus valores, e enquanto isso tender a escapar na parte subsequente do parágrafo, este está perdendo um pouco.”

Enquanto o parágrafo sobre o Holocausto evoca as mais emocionais respostas, outros pontos provocaram críticas. A declaração de Dabru Emet de que judeus e cristãos veneram o mesmo Deus, é problemático para muitos judeus, diz Christopher Leighton, diretor do Institute for Christian and Jewish Studies (ICJS). Leighton nota que as doutrinas da Trindade e incarnação “batem em um número de judeus como teológico manipanso (theological mumbo-jumbo) que compromete a integridade de monoteísmo”.

Por sua vez, alguns cristãos estão chocados pela reflexão sobre sua própria tradição que encontram no documento. “A idéia que judeus vêem os cristãos como idólatras vem uma como descoberta bruta”, Leighton observa. “Mas convida os cristãos para examinarem a fundo o que as suas reivindicações realmente significam. Muitos cristãos pararem de pensar teologicamente... A tarefa de reexaminar doutrinas centrais como a Trindade e a incarnação à luz de questões judaicas, poderiam ajudar os cristãos a recuperar a linguagem da sua própria tradição, e ao mesmo tempo alertar-nos à nossa susceptibilidade para algumas familiares e duradouras idolatrias.”

O aspeto mais notável de Dabru Emet, então, é que anima essa reflexão teológica dentro de cada uma das tradições em nome do diálogo entre elas. Pawlikowski expressou a esperança de que “será o começo duma nova fase de séria reflexão teológica e religiosa entre cristãos e judeus”. Em um sentido, Dabru Emet é mão estendida, fez tudo o mais movendo pela penosa história que o precede. Historicamente, o relacionamento judaico-cristão tem sido o de adversários, e muitos judeus e cristãos (talvez a maioria e ambos) realmente não sabem muito sobre a tradição do outro.

Signers espera que a declaração vá ajudar os judeus “para pensarem sobre si mesmos e o seu mundo em termos religiosos... Como parte dessa reflexão, esperamos que vão reconhecer que outras comunidades religiosas - nomeadamente a comunidade cristã - passou também por um período de reflexão e mudança”. Espera que os cristãos, por sua vez, vão “engajar-se em discussões com judeus. Esperamos que façam isso sem qualquer outro alvo do que auto-entendimento e entendimento do outro... Desejamos que os cristãos entendam o Judaísmo uma como aliança independente e contínua que tem vivido lado a lado e se cruzado com os cristãos na história pós-incarnação.”

Seja qual for o seu legado, Dabru Emet mostra que um foro institucional pode possibilitar algo muito não-institucional para acontecer. A declaração foi produzida por cerca de 30 cientistas judaicos que começaram a encontrar-se há seis anos sob os auspícios do ICJS. A meta original, de acordo com Leighton, era “examinar a formação da identidade judaica e os modelos de acomodação e resistência à cultura cristã”. O projeto começou com papeis acadêmicos, mas o formato mudou como os cientistas perceberam que estavam enfrentando assuntos que os tocavam pessoalmente como judeus e cidadãos.

Para Leighton, o projeto demonstrou as possibilidades criativas de conflito. “Não penso que alguém desses cientistas pensou que pudessem reivindicar definitivamente a verdade do Judaísmo em toda a sua complexidade, mas havia convicção de que penetração ou sabedoria não emergem senão do conflito sobre interpretações divergentes. Nós cristãos precisamos aprender argumentar apaixonadamente sem entregar-se um ao outro. Minha experiência presbiteriana tem sido que as pessoas com demasiada freqüência se esquivam, quando houver sérias diferenças de opinião. Os membros daquele grupo tomaram a sua diversidade um como grande dom, um como tesouro. Havia senso de que a conversa seria empobrecida se qualquer um não estivesse aí.”

Christian Century, September 27 - October 4, 2000.
Tradução: Pedro von Werden SJ
Texto inglês: Provocative Reconciliation: Reflections on the New Jewish Statement on Christianity