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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O 12º Imã (Imã Mahdi)

12th-ImamO que é um Imã? Segundo a crença islâmica, o Imã é um líder ou governante ungido. Especialmente entre as crenças xiitas, acredita-se que o Imã (embora não obrigatório) seja um líder ou clérigo de oração quando a palavra é maiúscula. Os sunitas também acreditam que um Imã pode ser um profeta. Os xiitas acreditam que nem todos os profetas podem ser um Imã mas que um Imã também pode ser um profeta. Diz-se que o Imã é ungido por Alá e um exemplo perfeito de como liderar a humanidade em todos os sentidos.

A interpretação xiita é que somente Alá pode nomear um Imã e que nenhum homem tem o poder de fazê-lo. Diz-se que o 120 Imã é um descendente do profeta Maomé e possui um estado divino assim como cada um dessa sucessão de filhos. O 120 Imã também é chamado de Imã Oculto e Mahdi (divinamente guiado).

O 120 Imã (Imã Mahdi): Quem é o 120 Imã?
Entre os xiitas (predominantes no Irã), existe uma profecia sobre o 120 Imã, o grande salvador espiritual. Este Imã é chamado de Abu al-Qasim Muhammad ou também chamado de Muhammad Mahdi al. Diz-se que ele era um filho do 110 Imã, Hasan al-Askari, e sua mulher, a neta de um imperador. Há declarações contraditórias de que seu nome era Fátima ou Nargis Khatoon.

A maioria dos relatos da história dizem que Al Mahdi escondeu-se como uma criança em torno da idade de 5 anos (cerca do 130 século). Acredita-se que ele tenha se "escondido" em cavernas desde então, mas que vai voltar sobrenaturalmente pouco antes do Dia do Juízo. De acordo com a Hadith, os critérios para o Imã Oculto são:
  • Será um descendente de Maomé e filho de Fátima
  • Terá uma testa larga e nariz pontudo
  • Retornará pouco antes do fim do mundo
  • Sua aparição será precedida por uma série de eventos proféticos durante 3 anos de caos, tirania e opressão mundiais
  • Fugirá de Medina a Meca, milhares de pessoas prometerão lealdade a ele
  • Reinará sobre os árabes e o mundo por 7 anos
  • Erradicará toda a tirania e opressão, trazendo harmonia e paz total
  • Liderará uma oração em Meca, durante a qual Jesus estará ao seu lado e a ele se unirá
Notavelmente, a teoria do 120 Imã faz grande parte das atuais preocupações mundiais com o Irã. O presidente xiita muçulmano do Irã, Ahmadinejad, está profundamente comprometido ao messias islâmico, Al Mahdi. Muitos ao longo dos anos têm afirmado ser o Imã Oculto, mas Ahmadinejad acredita que ele ainda esteja por vir. Ele alega que deva pessoalmente preparar o mundo para a vinda de Mahdi. Para que possa ser salvo, o mundo deve estar em um estado de caos e de subjugação. Ahmadinejad afirma que ele foi “dirigido por Alá para preparar o caminho para o aparecimento glorioso do Mahdi". Esta diretriz apocalíptica inclui algumas proclamações muito assustadoras. O 120 Imã (Imã Mahdi): Por que isso é tão importante agora?
Enquanto os cristãos aguardam a segunda vinda de Jesus, os judeus esperam pelo Messias e os muçulmanos esperam pelo 120 Imã. No entanto, dos três, Mahdi, o designado por Alá, é o único que exige um caminho violento para conquistar o mundo. Ahmadinejad e seu gabinete afirmam ter um "contrato assinado" com al Mahdi no qual eles se comprometeram a executar essa tarefa. O que esta tarefa envolve? À luz das preocupações sobre a capacidade nuclear do Irã, Mahmoud Ahmadinejad tem afirmado que Israel deveria ser apagado do mapa. Durante o seu discurso às Nações Unidas em setembro de 2005, ele afirmou ter sido envolvido por uma aura de luz e sentiu uma mudança na atmosfera durante a qual ninguém que estava presente conseguia piscar os olhos. Diz-se que o primeiro-ministro do Irã também falou em termos apocalípticos e parecia apreciar o conflito com o Ocidente, o qual ele chama de o Grande Satã. Tudo isso ocorre enquanto ele proclama que tem que preparar o mundo para a vinda de Mahdi por meio de um mundo totalmente sob o controle muçulmano. Ele está se esforçando muito para trazer horrores por todo o mundo, os quais devem estar acontecendo para que al Mahdi possa trazer a paz.

Este conceito e objetivo, juntamente com um ódio violento dos infiéis, dos Estados Unidos e de Israel, lembram-nos das profecias bíblicas do anticristo e do compromisso de milhões a um falso messias que afirmará trazer a paz. Poderiam este 120 Imã Mahdi e o seu servo Ahmadinejad darem entrada aos últimos dias que antecedem a vinda do verdadeiro Salvador?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DEZ RAZÕES PELAS QUAIS ISRAEL DEVE ATACAR O IRÃ


Os opositores de uma intervenção militar dizem que quando Israel anular o programa nuclear iraniano despertará uma vez mais a fúria internacional e o isolamento será total. Ora, o que é melhor, o isolamento diplomático DE UM PAÍS INTACTO ou as migalhas da solidariedade mundial para um povo nuclearmente bombardeado?
Conferência anti-sionista realizada em Teerã
Mahmoud Ahmadinejad propõe riscar Israel do mapa
Na revista VEJA desta semana (Edição 2283 de 22 de Agosto) a jornalista Vilma Gryzinski ordena dez interessantes opiniões em relação aos argumentos daqueles que criticam uma possível guerra de Israel contra o Irã. Debruçando-se sobre questões complexas, a jornalista faz um apanhado objetivo dos prós e contras ficando claro que se torna cada vez mais necessária a eminente intervenção israelense. Vejamos os 10 principais argumentos da turma-do-deixa-disso com os devidos contrapontos.
1. Israel não tem o direito de atacar outro país por uma ameaça potencial.
R: Israel tem o dever de proteger seu povo do risco devastador de uma bomba nuclear iraniana.
2. É preciso esperar para ver se as sanções econômicas contra o Irã funcionam.
R: Já está claro que não funcionarão.
3. Israel não tem capacidade de, por si só, fazer um ataque efetivo.
R: Com a terceira maior Força Aérea do mundo (depois dos EUA e da Rússia), o país tem 125 caças F-15 e F-16, os mais avançados, equipados com sistemas eletrônicos e armamentos próprios.
4. Israel não pode desafiar os EUA, que são terminantemente contra os riscos a seus interesses inerentes a um ataque do tipo.
R: Não adianta esperar por uma aprovação americana, que nunca virá.
5. A oposição interna é muito grande; o presidente Shimon Peres disse que tudo tem de ser coordenado com os americanos.
R: O consenso é importante, mas militares cumprem ordens do governo e Peres não tem poder.
6. A reação de inimigos como o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza vai provocar muitas baixas.
R: O Ministro da Defesa Interna de Israel, Matan Vilnai, responde a este argumento com uma frase: “Da mesma forma que os japoneses convivem com terremotos, os israelenses precisam estar preparados para esperar mísseis”.
7. Já existe um país islâmico cheio de fundamentalistas, com a bomba, o Paquistão.
R: A Índia se encarregará de controlá-lo.
8. O Egito pode tentar remilitarizar o Sinai e os sírios se unirão contra Israel.
R: Isso acontecerá de qualquer maneira.
9. Um bombardeio apenas adiará o programa nuclear iraniano.
R: Israel atacará de novo.
10. O isolamento internacional será total.
R: Menos ruim isolado do que nuclearmente bombardeado.

A Forca de Hamã

domingo, 26 de agosto de 2012

O DISCURSO DOS LÍDERES IRANIANOS APROXIMA-OS CADA VEZ MAIS DE HITLER



A existência de Israel é "um insulto a toda a humanidade" - afirmou nesta passada sexta-feira o tirano e lunático presidente do Irão, num dos seus mais espevitados ataques contra o estado judaico, agora que Israel debate abertamente se deve ou não atacar o Irã por causa do seu programa nuclear.
Talvez a retórica provocatória de Ahmadinejad revele até traços de desespero e medo pela possibilidade de Israel destruir por completo os seus ambiciosos projectos nucleares, mas a verdade é que este tipo de discurso só vem revelar a verdadeira natureza do fundamentalismo islâmico e das reais intenções da República iraniana.
Segundo Mahmoud, confrontar Israel é um esforço para "proteger a dignidade de todos os seres humanos."
"A existência do regime sionista é um insulto a toda a humanidade," - disse o lunático presidente iraniano, ao dirigir-se aos fiéis na Universidade de Teerão após manifestações pró-palestinianas realizadas por todo o país, num evento anual que assinala o Quds (dia de Jerusalém), na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadão.

SEMELHANTE A ADOLF HITLER
Na opinião do rabi Marvin Hier, fundador e deão do Centro Simon Wisenthal, os comentários de Ahmadinejad são "reminiscentes" de uma carta escrita acerca dos judeus e assinada por Adolf Hitler em 1919.
"Apesar de Ahmadinejad estar atacarndo o estado de Israel, nós sabemos o que isso significa" - afirmou o rabi.
Israel considera o Irã uma ameaça existencial devido aos seus programas nucleares e balísticos, apoio aos grupos radicais anti-israelitas nas suas fronteiras e repetidas referências feitas pelos líderes iranianos à destruição de Israel.
O próprio Ahmadinejad tem repetidamente feito estes apelos, tal como tem feito o líder supremo do Irã, o ayatolah Ali Khamenei.
O rabi Hier compara os comentários de Ahmadinejad à noção encontrada na carta de Hitler referindo-se à "remoção de todos os judeus."
E acrescentou: "Vinte e dois anos depois, ele implementou tudo isso, e o mesmo se passa agora com Ahmadinejad."
"Nós assumimos que é só retórica, mas já no passado pagámos um elevado preço por pensarmos que Hitler só falava retórica."
- prosseguiu o rabi.

AMEAÇA ISLÂMICA CONTRA ISRAEL
O líder do Hezbollah xiita libanês, que tem laços com o Irão, disse que o seu grupo (terrorista) irá transformar as vidas de milhões de israelitas num "inferno" caso Israel ataque o Líbano.
O líder terrorista do movimento, o sheik Hassan Nasrallah, afirma que o seu grupo tem uma lista de alvos em Israel que podem atingir com poucos rockets.
"Podemos transformar as vidas de milhões de sionistas na Palestina ocupada num verdadeiro inferno," - afirmou o terrorista.
Israel e o Hezbollah travaram uma guerra mortífera e inconclusiva durante um mês, em 2006, quando o Hezbollah disparou cerca de 4.000 rockets contra Israel.
O Irã tem constantemente negado alegações de que está tentando construir armas nucleares, alegando que o seu programa nuclear é pacífico e visa a produção de electricidadee de radioisotopos utilizados para o tratamento de pacientes de câncer.
Israel tem estado a conduzir um crescente debate público sobre se deve ou não atacar as instalações nucleares do Irão. A posição oficial do estado israelita é a de favorecer as medidas diplomáticas e económicas para persuadir o Irã a parar o seu programa de enriquecimento nuclear, mas Israel insiste que o Irã não pode ter armas nucleares.
Os líderes israelitas dizem que "todas as opções estão em cima da mesa", uma clara referência a uma intervenção militar, caso determinem que as outras medidas falharam.
O Irão já avisou entretanto que retaliará contra Israel caso seja atacado, ameaçando também atacar interesses americanos na região.
Ahmadinejad classificou Israel como "um grupo minoritário corrupto e organizado que obsta a todos os valores divinos."
"Confrontar hoje a existência do fabricado regime sionista  é de facto proteger os direitos e a dignidade de todos os seres humanos," - afirmou Ahmadinejad, envergando um cachecol preto e branco semelhante ao usado por muitos palestinianos.
O Irã (a antiga Pérsia) e Israel têm sido amargos inimigos desde há décadas. Khamenei apelidou Israel de "tumor cancerígeno" que tem de ser extirpado.
Segundo o rabi, "esta é uma ameaça para erradicar o estado de Israel", acrescentando: "temos de levar a sério o que esta gente diz."As tensões entre os 2 países intensificaram-se desde 2005, quando o presidente iraniano disse num discurso que Israel será um dia "apagado do mapa."
Não concordando com aqueles que dizem que estas ameaças não passam de "retórica", o rabi avisa: "A única forma de parar aquilo que se passa no Irã é pelo menos os Estados Unidos e seus aliados dizerem: 'Até quando iremos ficar sentados a ouvir estas ameaças?'"O presidente iraniano tem também descrito o Holocausto, em que 6 milhões de judeus foram exterminados pelos nazis alemães e seus colaboradores durante a 2ª Guerra Mundial como "um mito."
"A maior parte dos intelectuais em 1939 e 1938 não achavam que Hitler falava a sério. Eles achavam que sabiam mais, mas não sabiam nada, e nós pagámos um elevado preço por isso," - acrescentou o rabi.
 
 Shalom, Israel!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ISRAEL PARA, MAIS UMA VEZ, PARA LEMBRAR O HOLOCAUSTO


Dois minutos de silêncio com o toque das sirenes esta manhã pelas 10h00m fizeram parar todo o Israel, em memória dos seis milhões de judeus que pereceram no Holocausto. Durante o dia realizar-se-á também a "Marcha dos Vivos" entre Auschwitz e Birkenau.
O toque das sirenes deu início a celebrações memoriais por todo o país, incluindo a deposição de coroas de flores no museu Yad Vashem, em Jerusalém com a presença do presidente Shimon Peres, do comandante das Forças de Defesa de Israel e do presidente do Tribunal Supremo do país. Logo de seguida teve lugar uma cerimónia no Knesset (parlamento).
TODO O ISRAEL PAROU POR 2 MINUTOS
Discursando ontem à noite durante a cerimónia oficial para o Dia da Lembrança do Holocausto na praça "Warsaw Ghetto", no recinto do Museu do Holocausto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que aqueles que consideram a ameaça iraniana como exagerada "não aprenderam nada do Holocausto."
"Um Irão nuclear é uma ameaça existencial para o estado de Israel e também para o resto do mundo" - afirmou Netanyah, continuando: "Nós temos a obrigação de impedir o Irão de conseguir armas nucleares. É a obrigação mundial, mas é acima de tudo, nossa obrigação."
O presidente Peres, falando também na cerimónia, disse: "Os crematórios dos ditadores nazis criaram um desastre global e um Holocasuto para o meu povo. Os que negam o Holocausto estão negando as acções dos seus predecessores de forma a encobrirem as suas próprias acções. A mentira da negação não apagará o fogo do inferno."
 Sobreviventes do Holocasuto presentes na cerimónia acenderam velas memoriais durante uma cerimónia realizada no Knesset, sob o tema: "Para cada pessoa há um nome."
Para que nunca se esqueça!
"Os que ignoram a História estão condenados a repetir os seus erros."
Shalom, Israel!

domingo, 25 de setembro de 2011

MANTÉM-SE O IMPASSE: PALESTINIANOS REJEITAM MEDIAÇÃO DO "QUARTETO PARA A PAZ"



De nada adiantam as boas intenções, tanto da parte do primeiro-ministro de Israel, com a sua "mão estendida" para as negociações de paz com os palestinos feita ontem mesmo, conforme discurso resumido abaixo, mas pior ainda, com a inutilidade da existência de um "Quarteto para a Paz", incapaz de negociar com os palestinos, que simplesmente se recusam a fazê-lo.
O conflito israelo-palestino que se tornou o foco principal da 66ª Assembleia-Geral da ONU em Nova Iorque viu mais do que a histórica proposta de adesão à plena membresia das Nações Unidas feita pelos palestinos, e discursos inflamados, mas também o quase desmembramento do "Quarteto para a Paz", composto pelos Estados Unidos, Rússia, a União Europeia e a ONU. O quarteto tinha trabalhado freneticamente  durante Quinta e Sexta-Feira para reunir uma proposta que fosse facilitar o resumir do processo de paz israelo-palestino, mas os seus esforços viram-se malogrados, praticamente desintegrando o grupo, com a Rússia voltando-se contra os Estados Unidos por causa do esboço da proposta. 
O esboço da proposta feita pelo "quarteto" incluia o convite para que Israel e os palestinos se reunissem dentro de um mês para chegarem a um acordo sobre uma agenda para novas conversações de paz, tendo como alvo um acordo para o final de 2012.
Mas segundo diplomatas ocidentais, a integridade do "quarteto" ficou comprometida quando deliberações feitas acerca da proposta se tornaram conflituosas, principalmente devido às rígidas exigências feitas pela Rússia.
Os russos vetaram a exigência feita por Israel para um reconhecimento palestino do estado judaico como um pré-requisito para as conversações, o que levou à anulação do pré-requisito feito pelos palestinos para que as negociações se baseassem nas linhas fronteiriças de 1967.
Depois daquilo que foi descrito como "tons rudes e discordantes" trocados entre os russos e os colegas do "quarteto", chegou-se finalmente a um esboço, apesar de a certa altura se temer que os russos fossem excluídos da declaração final.
O anteprojecto, contudo, não especifica as linhas-mestras exactas para as negociações.
Mas, segundo fontes associadas a Netanyahu, "a proposta contém a coisa mais importante: voltar-se às negociações. Temos de estudá-la, mas parece satisfatória".
Só que os palestinos rejeitaram o esboço da proposta como "favorável a Israel", e o presidente palestino Mahmoud Abbas recusou-o, alegando que nunca aceitaria qualquer proposta que não levasse em conta as condições da Autoridade Palestina para as conversações de paz.
Mahmoud Abbas disse hoje mesmo que esperava que o Conselho de Segurança terminasse o debate acerca da proposta de adesão do estado palestino à plena adesão na ONU dentro de semanas, e não meses.
Falando aos jornalistas dentro do avião, de regresso da AG da ONU em Nova Iorque, Abbas disse que os membros do Conselho de Segurança tinham inicialmente mostrado falta de entusiasmo com a idéia de discutirem a proposta de adesão.
Mas depois acescentou que a disposição pareceu mudar depois de ter discursado na AG na sexta-feira, em que apresentou a questão palestiniana de um estado independente ao lado de Israel. "Agora" - acrescentou - "estamos a falar de semanas e não de meses".

 

ISRAEL CONVIDA OS PALESTINOS PARA "NEGOCIAR A PAZ" 


"Vamos negociar a paz!" - foi este o convite e desafio que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu fez ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, no seu discurso no plenário da Assembleia Geral da ONU, pouco depois do discurso do líder palestino.
Mahmoud Abbas submeteu ontem oficialmente à Assembleia Geral a sua proposta de adesão plena da Palestina como estado-membro na comunidade das nações.
Netanyahu iniciou o seu discurso "estendendo a mão em paz" a todas as nações vizinhas de Israel, incluindo o Egipto, a Jordânia e a própria Turquia com a qual as relações têm andado tensas nos últimos meses, bem como ainda à Líbia, Tunísia, Síria, Líbano e o próprio Irão.
Mas especificou: "Mas mais especialmente quero estender a minha mão ao povo palestino, com o qual procuramos uma paz justa e duradoira".
E Netanyahu mencionou a esperança que Israel acalenta pela paz e que nunca desvanece, lembrando à audiência todas as boas coisas boas que Israel tem, tais como médicos, cientistas, inovadores que trabalham para melhorar o trabalho de amanhã, os seus artistas e escritores que "enriquecem a herança da humanidade".
Mas Netanyahu não poupou a ONU: "...esta é uma parte infeliz da instituição da ONU. Ela não apenas trata Israel como vilão, pior ainda, ela coloca muitas vezes os autênticos vilões em posições de liderança. O Kadhafi da Líbia liderou a Comissão da ONU para os Direitos Humanos. O Saddam do Iraque liderou o Comité de Desarmamento da ONU..."
E acrescentou: "Podeis dizer que isso foi no passado, mas eis o que está agora acontecendo: o Líbano, que é controlado pelo Hezbollah, preside agora ao Conselho de Segurança da ONU. Isto significa de facto que uma organização terrorista preside a um corpo ao qual foi confiada a garantia da segurança do mundo".
Netanyahu prosseguiu referindo-se ao conflito com os árabes, dizendo: "Eu vim aqui para falar a verdade. A verdade é que Israel quer a paz. A verdade é que eu quero a paz. A verdade é que no Médio Oriente, sempre, mas especialmente nestes dias turbulentos, a paz tem de estar ancorada na segurança. A verdade é que nós não podemos alcançar a paz através de resoluções da ONU, mas só através de negociações diretas entre as partes. A verdade é que até agora os palestinos têm se negado a negociar. A verdade é que Israel quer a paz com um estado palestino, mas os palestinos querem um estado sem a paz. E a verdade é que vocês não deviam deixar que isso aconteça".
Netanyahu disse ainda que o maior perigo que o mundo de hoje enfrenta é o fanatismo islâmico militante, tal como o do Irão e do seu presidente. Alertou ainda sobre o perigo do Irão se armar com armas nucleares.
E depois de abordar todos os perigos que o Irão oferece e as várias tentativas frustradas para se conseguir a paz com os palestinos, Netanyahu concluiu o seu discurso:
"Minhas senhoras e meus senhores, eu continuo a esperar que o Presidente Abbas seja meu parceiro para a paz. Trabalhei duro para avançar essa paz. No dia em que assumi a minha missão, apelei a negociações diretas sem pré-condições. O Presidente Abbas não respondeu. Eu sublinhei a visão de paz com dois estados para dois povos. Mesmo assim ele não respondeu. Removi centenas de bloqueios e controles fronteiriços, mas, mais uma vez, nenhuma resposta. Dei o passo nunca antes tomado de congelar novas construções nos aldeamentos por dez meses. Uma vez mais, não veio nenhuma resposta.
Presidente Abbas: por que não se junta a mim? Nós temos de parar de negociar sobre as negociações. Vamos é avançar para o terreno. Vamos negociar a paz! Estamos agora os dois na mesma cidade. Estamos dentro do mesmo prédio. Assim, encontremo-nos hoje mesmo, nas Nações Unidas!"
É importante que o mundo veja de forma clara quem quer a paz, e quem não está interessado nela. Tão simples como isso!
Shalom, Israel!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A igreja que pensa, se questiona.

Os benefícios do terrorismo
- categoria: humor



Ahmedido Domingo (Ahmadinejad), Erdogano Pavarotti (Erdogano) e Assad Carreras (Bashar Assad) cantam sobre os benefícios do terrorismo.

Baseado na canção italiana (domínio público) "Funiculi Funicula".

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rússia, o Irã e a Guerra contra Israel

Autor: Thomas Ice
É muito interessante o que tem acontecido no Irã nestes últimos anos, principalmente depois que Mahmoud Ahmadinejad foi eleito presidente daquele país. Na sua escalada em direção a um programa nuclear, o Irã não somente tem provocado grande inquietação entre os líderes mundiais, mas o próprio presidente Ahmadinejad já demonstrou o que faria com as armas atômicas, caso lhe fosse permitido fabricá-las e colocá-las em operação. Quase todos os especialistas em geopolítica acreditam que ao mundo aguardam momentos de grande tensão, enquanto pensa no que fazer acerca dessa ameaça crescente.
O presidente Ahmadinejad
Teerã fornece recursos financeiros, treinamento e armas aos piores terroristas do mundo, inclusive para o Hezbollah, o Hamas, e a Frente Popular de Libertação da Palestina, além de manter um relacionamento estreito com a al-Qaeda.
Foto: guerrilheiros do Hamas.

No curto espaço de tempo em que está na presidência do Irã, Ahmadinejad tem feito inflamados pronunciamentos anti-semitas contra Israel. Ele declarou que o Estado judeu devia ser varrido do mapa. Pelo menos é animador que ele considere a presença de Israel no mapa, já que a maioria dos mapas islâmicos do Oriente Médio nem sequer indica a existência do Estado judeu, ao contrário, identificam aquele território apenas pelo termo Palestina. Ahmadinejad foi mais além, ao afirmar que Israel deveria ser destruído por um ataque nuclear. Posteriormente, disse que os judeus deveriam deixar o seu país e voltar para a Europa. Ele chegou ao ponto de fazer uma ameaça nuclear aos Estados Unidos. Tudo isso ocorreu em poucos meses, desde que se tornou presidente. O Irã passou a ser o país mais perigoso do mundo. Mart Zuckerman sintetizou essa fúria terrorista iraniana da seguinte maneira:

O Irã atualmente é a mãe do terrorismo islâmico. Diante dos olhos de todos, Teerã fornece recursos financeiros, treinamento e armas aos piores terroristas do mundo, inclusive para o Hezbollah, o Hamas, e a Frente Popular de Libertação da Palestina, além de manter um relacionamento estreito com a al-Qaeda. Tem concedido refúgio aos principais terroristas da organização, entre os quais se incluem o chefe do comando militar Saif al-Adel, os três filhos de Osama bin Laden e o porta-voz da al-Qaeda, Suleiman Abu Ghaith. Patrocina muitos terroristas sanguinários no Iraque, os quais têm matado civis inocentes a fim de minar e destruir a frágil democracia iraquiana. Através da sua fronteira com o Iraque, de aproximadamente 1.660 quilômetros, o Irã inunda o território do seu vizinho com dinheiro e combatentes. Infiltra agitadores no Afeganistão; patrocinou o terrorismo contra a Turquia, sustentando a Síria; e ainda “deu uma mãozinha” no atentado a bomba contra as Torres Khobar na Arábia Saudita.[1]

O Irã infiltra agitadores no Afeganistão; patrocinou o terrorismo contra a Turquia, sustentando a Síria; e ainda “deu uma mãozinha” no atentado a bomba contra as Torres Khobar na Arábia Saudita (foto).

Qual é a mentalidade que orienta uma pessoa como Ahmadinejad? Um analista observou o seguinte: “Em todos os seus pronunciamentos loucos, Ahmadinejad reflete uma concepção de final dos tempos: sob a égide dele, a história chega ao seu fim apoteótico”.[2] Quais seriam as convicções proféticas desse muçulmano devoto?

No contexto da tradição muçulmana xiita, que predomina no Irã, um imã é um líder espiritual que pertence à legítima descendência consangüínea do profeta Maomé. Na fé islâmica há uma profecia referente à vinda do Décimo Segundo Imã: “O imã Muhammad Abul Qasim (Al-Mahdi/AS), o último na linhagem dos Doze Imãs Ithna Askari, nasceu em Samarra, no Iraque, no dia 15 de shabaan do ano 255 no calendário Hijri*. Seu pai era o décimo primeiro imã Hasan Al-Askari (AS) e sua mãe foi Nargis Khatoon, neta do imperador de Rum” (talvez Romênia ou povos ciganos romani – N.T.).[3] Crê-se que Muhammad, desaparecido aos cinco anos de idade na caverna da grande mesquita de Samarra em 878 d.C., e que não deixou descendência, voltará quando o fim do mundo estiver próximo.

O imã oculto [...] reaparecerá ao mundo da humanidade. Essa volta é o evento futuro de maior importância para os fiéis xiitas e reserva conseqüências escatológicas estrondosas. Tal volta ocorrerá imediatamente antes do Juízo Final e do fim da história. O imã Mahdi voltará à frente dos exércitos de justiça e pelejará contra as forças do mal numa derradeira batalha apocalíptica. Depois que o mal tiver sido derrotado e aniquilado, o imã Mahdi governará o mundo por vários anos, num governo perfeito, e desenvolverá uma perfeita espiritualidade entre os povos da terra. Após vários anos de reinado do imã Mahdi, Jesus Cristo voltará [...]

Crê-se que Muhammad, desaparecido aos cinco anos de idade na caverna da grande mesquita de Samarra (foto) em 878 d.C., voltará quando o fim do mundo estiver próximo.

Portanto, a Fé Xiita dos Doze é uma religião profundamente escatológica. Para se compreender as crenças religiosas xiitas, é necessário perceber que o final dos tempos será precedido por uma era de justiça e espiritualidade. O mundo, do ponto de vista xiita, é um lugar altamente imoral, degenerado e corrupto; essas realidades são o prelúdio que anuncia o aparecimento do imã Mahdi. Tal como o cristianismo, a religião xiita é visceralmente profética. À semelhança da Fé Cristã, o final dos tempos e a manifestação do Mahdi serão precedidos por uma série de eventos preditos na profecia. Logo, o fiel xiita, como muitos crentes em Cristo, vive num mundo repleto de sinais do iminente epílogo da história. Isso é essencialmente importante na compreensão da cultura e da concepção política dos xiitas. A maior parte da história iraniana só pode ser entendida à luz da Doutrina da Volta [do imã] e suas respectivas profecias. Por exemplo, durante a Revolução Iraniana muitos iranianos acreditavam que o aiatolá Ruhollah Khomeini, o cabeça espiritual e ideológico da revolução, era o Imã Desaparecido que voltara ao mundo da humanidade. Ainda que Khomeini nunca tenha admitido que o fosse, ele também nunca o negou. Sob muitos aspectos os revolucionários criam que estavam projetando ou inaugurando o reinado de justiça no mundo, assim como os ingleses protestantes radicais que colonizaram os Estados Unidos criam que estavam inaugurando o reinado milenar dos santos, que precederia o fim do mundo. A política iraniana atual de modo nenhum pode ser divorciada dos ditames religiosos do Islamismo Xiita.[4]

É importante observar que Ahmadinejad crê piamente no programa profético relativo ao Décimo Segundo Imã, bem como acredita que tem de fazer tudo o que puder para ver o seu cumprimento. Essa é a razão pela qual ele fez menção ao Décimo Segundo Imã em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). Ahmadinejad crê que o Décimo Segundo Imã só retornará num tempo em que o mundo estiver no caos, o que esclarece o motivo pelo qual ele parece tão intrépido em levar o Irã rumo ao objetivo de obter armas nucleares.
A Rússia e o Irã
Muitos iranianos acreditavam que o aiatolá Ruhollah Khomeini era o Imã Desaparecido que voltara ao mundo da humanidade.

Mark Zuckerman, editor do U. S. News & World Report, declarou: “O presidente russo, Vladimir Putin, numa entrevista que me concedeu há muitos anos, criticou a decisão dos Estados Unidos de entrar em guerra contra o Iraque e me disse: ‘A verdadeira ameaça é o Irã’. Ele estava certo. Todavia, a Rússia se tornou parte do problema, não da solução”.[5] Não é segredo nenhum que a Rússia tem desempenhado um papel de facilitador do Irã, o qual chegou ao primeiro lugar no ranking dos países facínoras que ameaçam provocar grande desestabilização da ordem mundial vigente. E a Rússia tornou a ameaça ainda mais real. Ela vendeu a usina nuclear de Bushehr ao Irã e assinou acordos para vender outros projetos, com o objetivo de injetar dinheiro na sua indústria nuclear. Tal como um diplomata americano comentou, esse negócio é “um anzol gigantesco preso na mandíbula da Rússia”.[6] O quê? O diplomata americano afirmou que esse negócio é “um anzol gigantesco preso na mandíbula da Rússia”? É isso mesmo, ele usou uma expressão extraída exatamente da profecia bíblica para descrever o atual papel desempenhado pela Rússia em relação ao Irã.

A batalha de Gogue e Magogue, mencionada em Ezequiel 38 e 39, é uma profecia acerca do ataque contra a terra de Israel, efetuado por uma aliança de muitas nações sob a liderança dos russos (Ez 38.1-6). A Rússia terá cinco aliados estratégicos: Turquia, Irã, Líbia, Sudão e nações da Ásia Central. Surpreendentemente, todas essas nações são países muçulmanos. Além disso, o Irã, a Líbia e o Sudão são os oponentes mais ferrenhos de Israel. Não é de admirar que o Irã esteja incluído na lista de nações que atacarão Israel nos últimos dias. O Senhor declara: “Far-te-ei que te volvas, porei anzóis no teu queixo e te levarei a ti e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com pavês e escudo, empunhando todos a espada” (Ez 38.4).
Do ponto de vista geopolítico, não seria nenhuma surpresa ver a Rússia aliada a países islâmicos como o Irã, num ataque-surpresa contra Israel. Foto: helicóptero militar russo.

Alguns difamadores de nossa posição quanto à profecia bíblica disseram que, com a queda do Império Soviético, uma invasão liderada pela Rússia parece muito improvável do ponto de vista da geopolítica. Nosso argumento sempre tem sido o de que essa profecia refere-se a um ataque contra Israel liderado pelos russos, não pelos soviéticos. Desde a queda da antiga União Soviética, a Rússia continua a manter estreitas relações com a maioria das nações islâmicas, especialmente aquelas localizadas no Oriente Médio. Do ponto de vista geopolítico, não seria nenhuma surpresa ver a Rússia aliada a países islâmicos como o Irã, num ataque-surpresa contra Israel.
Conclusão

Por mais de quinze anos tenho levantado conjecturas de que o “anzol no queixo” de Gogue, usado por Deus para fazer com que uma Rússia relutante desça à terra de Israel, poderia ser alguma coisa parecida com o seguinte roteiro que descrevi para Hal Lindsey em 1990, durante um programa de televisão em rede nacional,[7] no exato dia em que acabou a primeira Guerra do Golfo: É como se eu estivesse vendo os muçulmanos encontrando os russos e dizendo-lhes que os Estados Unidos abriram um precedente para que uma potência mundial externa invada o Oriente Médio e corrija um suposto erro (os Estados Unidos fizeram isso de novo em anos recentes, ao invadirem o Afeganistão e o Iraque). Pelo mesmo princípio, a Rússia deveria ajudar seus amigos muçulmanos, liderando-os numa arrasadora invasão do território de Israel, a fim de resolver o “Conflito do Oriente Médio” em favor das nações islâmicas. Seria esse o “anzol no queixo” de Gogue? Somente o tempo dirá. Todavia, algo está acontecendo no Oriente Médio e a Rússia parece deixar suas impressões digitais em toda parte. Sabemos que a Bíblia prediz com exatidão tal aliança e invasão, programadas para acontecer “no fim dos anos” (Ez 38.8). Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

Notas:

1. Zuckerman, Mortimer B. “Moscow’s Mad Gamble”. U. S. News & World Report, edição da internet, 30 de janeiro de 2006, p. 1.
2. Hanson, Victor Davis. “The not-so-mad mind of Mahmoud Ahmadinejad”. Jewish World Review, edição da internet, 19 de janeiro de 2006, p. 1.
3. Extraído do seguinte site islâmico: www.ezsoftech.com/islamic/infallible14a.asp, acessado em 1º de fevereiro de 2006.
4. Extraído do seguinte site islâmico: www.wsu.edu:8080/~dee/SHIA/HIDDEN.HTM, acessado em 1º de fevereiro de 2006.
5. Zuckerman, “Moscow’s Mad Gamble”, p. 1.
6. Zuckerman, “Moscow’s Mad Gamble”, p. 1.
7. No programa “The Praise the Lord Show”, exibido pela rede de televisão Trinity Broadcasting Network


Postado por: Daniela F. Porchat Schlabitz
Vice-Presidente/Brasil
Comando de Oração por Jerusalém!