terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Israel envia equipes de salvamento para o Haiti

Amados irmãos...
A mídia só comenta o nome de Israel quando fala em injustiças cometidas contra os "pobres palestinos"!
Pois bem... Esta mesma mídia teve que falar bem de Israel, nessa reportagem mostram Israel enviando ajuda humanitária ao Haiti.
Oremos e celebremos ao Eterno, por esse episódio!
E clamemos que o Eterno faça com que mais atos de misericórdia da parte de Israel, sendo benção para as nações, venham a tona!!!



http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1192098-7823-ISRAEL+ENVIA+EQUIPES+DE+SALVAMENTO+PARA+O+HAITI,00.html

Judaísmo Messiânico reconhecido em Israel e outros lugares...

O Comitê Messiânico de Ação (MAC) liderou a luta contra duas propostas legislativas destinadas a tornar o Judaísmo Messiânico ilegal em Israel, e ambas as propostas não se tornaram lei na terra. Agora, o MAC (sob o nome de Comitê de Ação para o Judaísmo Messiânico, em hebraico) foi oficialmente reconhecido como uma organização israelita sem fins lucrativos. Isto significa que o governo de Israel agora reconhece oficialmente Judaísmo Messiânico!

Esta notícia é realmente incrível! Agora, porque os judeus messiânicos se mantiveram firmes, os israelitas serão confrontados com uma decisão. É qualquer tipo de judaísmo que praticam (ou não praticam) mais verdadeiro do que a nossa forma de Judaísmo -Judaísmo Messiânico?

Recentemente, vários livros foram publicados descrevendo Judaísmo Messiânico sob uma luz bastante positiva. Um novo livro, escrito por um rabino e que ainda não foi publicado, descreve o Judaísmo Messiânico como um ramo do judaísmo. Eu quase caí da cadeira quando eu vi um esboço de um candelabro de sete ramos que incluía a nossa marca do judaísmo, juntamente com os ortodoxos, Conservadores, Reformistas e Reconstrucionistas.

Em razão de a sinagoga messiânica movimentar respectivamente sua herança judaica e defender nossa pátria nacional, Israel, a comunidade judaica está começando a se mostrar favorável. Mas esta não é uma coisa inteiramente nova.

Quando Yeshua andou pela terra, ele foi seguido por milhares de judeus que buscavam conhecer mais sobre Deus. Eles procuraram seus comentários sobre o Shabat (sábado) as leis, sobre o maior mandamento, sobre as leis de kashrut (kosher). Ele era popular, pelo menos com o am-ha aretz (o povo comum).

Da mesma forma, como a primeira comunidade messiânica cresceu, o livro de Atos afirma que os crentes obtiveram favor com o povo judeu. Não apenas isso, mas quando o Rabino Shaul (aliás, o apóstolo Paulo) seguiu o suas "viagens missionárias", ele era frequentemente solicitado para discursar para sinagogas locais. Ele era considerado um judeu, ainda que um judeu que se diferenciou do normal.

Eu acredito que o Judaísmo Messiânico será mais eficaz apresentando as alegações de Yeshua, tornando o nosso movimento e cada congregação, dentro deste movimento atraente ao povo judeu. Nós encontraremos favor, mas serão necessários disciplina e trabalho duro.

Deus tem planos para o nosso povo. Ele chamou Israel para ser "uma luz para as nações". Mas agora, Israel, na sua maior parte, ainda está na escuridão. Apenas uma pequena porcentagem de judeus tem visto a Luz do Mundo.

Estes são tempos surpreendentes - Israel está amolecendo em relação aos judeus messiânicos. Alguns estão mesmo abraçando-nos. Livros estão honestamente descrevendo o que Judaísmo Messiânico tem tudo a ver. Cada vez menos somos retratados como "missionários trapaceiros" empenhados em destruir o povo judeu, como fomos descritos no passado.

Judeus messiânicos estão mais capazes de tomar uma posição com o resto da comunidade judaica. Isto levou às discussões normais por meio das quais podemos introduzir nosso Rabino, Yeshua, o Messias. Além disso, há informações que a comunidade judaica não-messiânica pode compartilhar conosco. Este dar e receber será usado pelo Senhor para cumprir o seu propósito. Lembre-se: de fato, nós todos somos parte de uma menorá. Eu sinto que algo grande está para acontecer.

Shalom u’vrachá (paz e benção)

Rabbi Baruch Rubin é presidente da Messianic Jewish Communications ( www.messianicjewish.net ) e Rabino da Congregação Judaica Messiânica Emmanuel (www.godwithus.org) ambos de Clarksville, Maryland.

Tradução de João B.M. Filho do original inglês.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Se eu fosse um cristão! - por Rabi Herman Sanger

“Se fosse cristão tão devoto e leal como sou judeu, o quê faria? Enchería-me de grande orgulho, como estou certo que vós fazeis, no maravilhoso relato da Cristandade e do Cristianismo como força construtiva na história da civilização. Nos dias da escuridão estética e moral mais escura, conventos e mosteiros cristãos eram refúgios de aprender, o lar de arte, e de santuários e igrejas a reta luz de fé elevadora e enobrecedora reluzia.
Relembraria isso e me gloriaria no fato. Devotaria ainda qualquer esforço da minha vida para o fim que a força civilizadora da minha Igreja fosse feita para contar efetivamente no esforço contemporâneo da humanidade para construir um mundo digno da humanidade, criando uma vida que reflita a inspiração divina.”
E, a seguir, o Dr. Sanger acrescentou: “Se fosse cristão, estaria agitado no profundo da minha alma pelo pensamento que eu e a minha Igreja ficamos em silencio por tanto tempo, e que encontramos expressão apenas e tão somente quando a tragédia alcançara o seu clímax abominável. Resolveria fazer qualquer coisa ao meu alcance para ajudar e salvar - abrir portões de países livres, onde os torturados pudessem encontrar refúgio, possibilitar aos que manejam escapar a encontrarem lar em Israel, a terra dos seus antepassados.”

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Reconciliação Provocativa

Refleções sobre a Nova Declaração Judaica sobre a Cristandade
Por Victoria Barnett

Dizendo que estava na hora “para os Judeus aprenderem sobre os esforços dos Cristãos para honrarem o Judaísmo”, mais que 170 líderes judaicos de todos os ramos do Judaísmo assinaram uma declaração delineando oito pontos de fundo comum e assunto partilhado entre cristãos e judeus. A declaração, intitulada de Dabru Emet (“falam verdade”), editado em 7 de setembro e 2000, refere-se a “uma mudança sem precedentes nas relações entre judeus e cristãos” desde o Holocausto, requerendo uma “cuidadosa resposta judaica” a recentes mudanças nos ensinamentos cristãos sobre o Judaísmo. Afirma partilhadas raízes de ambas as fés, enquanto também reconhece “irreconciliáveis diferenças”.

No parágrafo mais controverso, Dabru Emet considera o papel de cristãos no Holocausto. Embora notando a longa história de antijudaísmo cristão e violência contra judeus, bem como o ativo envolvimento e cumplicidade passiva de cristãos nos crimes nazistas, a declaração, não obstante, diz que o “Nazismo não era um fenômeno cristão” ou muito menos “um resultado inevitável da Cristandade”. Tivesse o Nazismo continuado, “teria virado a sua fúria assassina mais diretamente contra os cristãos”. Os autores notam com gratidão os cristãos que salvaram judeus e aqueles cristãos de hoje que “rejeitam o ensino de desdém”, concluindo: “Não os acusamos pelos pecados cometidos pelos seus antepassados.”

Dabru Emet rapidamente evocou tanto apaixonado apoio como veemente oposição, particularmente a respeito das suas observações sobre o Holocausto. Um dos autores do documento, o Rábi Michael Signer, professor na Notre Dame, disse que recebeu numerosas mensagens dizendo que essa é uma mensagem muito positiva e esperançosa. De outro lado, diz Signer, muitos “pensam que traímos a história judaica e que fomos longe demais. Pensam que temos ‘deixado os cristãos fora do gancho’. Essa gente está convencida que qualquer movimento à reconciliação com aqueles cristãos que têm repensado a sua teologia de Judaísmo é tolo. Permanecem convencidos que a maioria dos cristãos não abjurou o seu triunfalismo, apontando ao apontado proselitismo dos Southern Baptists e dos Jews for Jesus”.

Na comunidade cristã, é novo e inquietante para alguns aprenderem que muitos judeus vêem o Nazismo um como resultado lógico da cultura cristã européia; outros expressam preocupação que os cristãos possam sentir-se completamente exonerados pela declaração judaica.

Em algumas discussões na Internet, cristãos interpretaram o parágrafo sobre o Holocausto uma como declaração de perdão. Entretanto, diz Signer, “não usaria o termo perdão, mas sim reconciliação. Para reconciliar, os cristãos têm de dar-se conta daquilo que fizeram de mal e das atitudes que tinham e que eram nocivas aos judeus. Evolvendo-se nessas discussões, encontrarão o seu caminho a um mais profundo entendimento da sua própria fé. Só Deus pode perdoar pecados do passado. Os judeus precisam de mais tempo para ver se a teshuváh cristã é real.

O padre John Pawlikowski, um líder de muito tempo no diálogo católico-judaico e presidente do Church Relations Committee no Holocaust Memorial Museum, nota a dificuldade de transmitir a complexa verdade sobre a Cristandade e o Holocausto numa breve declaração. As pessoas tendem a agarrar-se a sentenças primárias. Embora concorde em que não há absolutamente nenhuma linha direta entre o anti-semitismo cristão e o Holocausto, é verdade também que, mesmo assim, os ideólogos nazistas usavam grande parte do anti-semitismo cristão para promover os seus valores, e enquanto isso tender a escapar na parte subsequente do parágrafo, este está perdendo um pouco.”

Enquanto o parágrafo sobre o Holocausto evoca as mais emocionais respostas, outros pontos provocaram críticas. A declaração de Dabru Emet de que judeus e cristãos veneram o mesmo Deus, é problemático para muitos judeus, diz Christopher Leighton, diretor do Institute for Christian and Jewish Studies (ICJS). Leighton nota que as doutrinas da Trindade e incarnação “batem em um número de judeus como teológico manipanso (theological mumbo-jumbo) que compromete a integridade de monoteísmo”.

Por sua vez, alguns cristãos estão chocados pela reflexão sobre sua própria tradição que encontram no documento. “A idéia que judeus vêem os cristãos como idólatras vem uma como descoberta bruta”, Leighton observa. “Mas convida os cristãos para examinarem a fundo o que as suas reivindicações realmente significam. Muitos cristãos pararem de pensar teologicamente... A tarefa de reexaminar doutrinas centrais como a Trindade e a incarnação à luz de questões judaicas, poderiam ajudar os cristãos a recuperar a linguagem da sua própria tradição, e ao mesmo tempo alertar-nos à nossa susceptibilidade para algumas familiares e duradouras idolatrias.”

O aspeto mais notável de Dabru Emet, então, é que anima essa reflexão teológica dentro de cada uma das tradições em nome do diálogo entre elas. Pawlikowski expressou a esperança de que “será o começo duma nova fase de séria reflexão teológica e religiosa entre cristãos e judeus”. Em um sentido, Dabru Emet é mão estendida, fez tudo o mais movendo pela penosa história que o precede. Historicamente, o relacionamento judaico-cristão tem sido o de adversários, e muitos judeus e cristãos (talvez a maioria e ambos) realmente não sabem muito sobre a tradição do outro.

Signers espera que a declaração vá ajudar os judeus “para pensarem sobre si mesmos e o seu mundo em termos religiosos... Como parte dessa reflexão, esperamos que vão reconhecer que outras comunidades religiosas - nomeadamente a comunidade cristã - passou também por um período de reflexão e mudança”. Espera que os cristãos, por sua vez, vão “engajar-se em discussões com judeus. Esperamos que façam isso sem qualquer outro alvo do que auto-entendimento e entendimento do outro... Desejamos que os cristãos entendam o Judaísmo uma como aliança independente e contínua que tem vivido lado a lado e se cruzado com os cristãos na história pós-incarnação.”

Seja qual for o seu legado, Dabru Emet mostra que um foro institucional pode possibilitar algo muito não-institucional para acontecer. A declaração foi produzida por cerca de 30 cientistas judaicos que começaram a encontrar-se há seis anos sob os auspícios do ICJS. A meta original, de acordo com Leighton, era “examinar a formação da identidade judaica e os modelos de acomodação e resistência à cultura cristã”. O projeto começou com papeis acadêmicos, mas o formato mudou como os cientistas perceberam que estavam enfrentando assuntos que os tocavam pessoalmente como judeus e cidadãos.

Para Leighton, o projeto demonstrou as possibilidades criativas de conflito. “Não penso que alguém desses cientistas pensou que pudessem reivindicar definitivamente a verdade do Judaísmo em toda a sua complexidade, mas havia convicção de que penetração ou sabedoria não emergem senão do conflito sobre interpretações divergentes. Nós cristãos precisamos aprender argumentar apaixonadamente sem entregar-se um ao outro. Minha experiência presbiteriana tem sido que as pessoas com demasiada freqüência se esquivam, quando houver sérias diferenças de opinião. Os membros daquele grupo tomaram a sua diversidade um como grande dom, um como tesouro. Havia senso de que a conversa seria empobrecida se qualquer um não estivesse aí.”

Christian Century, September 27 - October 4, 2000.
Tradução: Pedro von Werden SJ
Texto inglês: Provocative Reconciliation: Reflections on the New Jewish Statement on Christianity

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Os infortúnios de um judeu-americano na Holanda.

"Em 2008, em badalado restaurante holandês, continua proibída a entrada de cães e de judeus"

Marcel Kalmann, um americano de 64 anos, afirma não ter sido atendido num café-restaurante da cidade flamenga de Bruges porque ele estava trajando um solidéu. "Nesta casa, a gente não atende os judeus. Fora daqui", teria disparado um garçom deste célebre estabelecimento, situado na praça central da cidade. Então, o turista, que é professor nos Estados Unidos, se retirou do recinto e caminhou até uma mercearia vizinha, de onde ele tentou entrar em contato com a polícia por telefone, enquanto as pessoas presentes lhe pediam desculpas. Do outro lado da linha, um operador lhe explicou que as patrulhas não se deslocavam por causa de incidentes deste tipo e o convidou a se apresentar pessoalmente na delegacia.

Lá, segundo a versão de Marcel Kalmann, um primeiro policial deu a entender que a sua história era inverossímil. Um segundo, sem dúvida um oficial, lhe explicou, elevando o tom da voz, que a sua queixa deveria obrigatoriamente ser registrada na língua holandesa e que o delito de anti-semitismo não está incluído na legislação belga. Uma simples ata de registro de audição, sem valor, foi tudo o que o queixoso conseguiu obter nesta delegacia.

Desde então, Marcel Kalmann entrou em contato com os diretores da revista judaica "Joods Actueel", editada em Antuérpia. Ele contou a sua história e acrescentou que pretendia dar entrada a uma queixa, tanto contra o patrão do café-restaurante quanto contra os policiais. Ele também está decidido a acionar o comitê "P", que controla os serviços de polícia belgas.

"Comportamentos inadequados"
O gerente do estabelecimento não contesta o fato de que o professor tenha sido expulso. Ele se diz disposto a apresentar um pedido de desculpas, "caso ele desejar", mas garante que este cliente teria tido "um comportamento estranho". Ao que tudo indica, os comerciantes vizinhos do café-restaurante preferem resumir o incidente a uma querela a respeito das tarifas praticadas: os atendentes tomariam liberdades sem qualquer pudor com os preços, cobrando o que eles bem entendem em função da aparência dos fregueses.

Os serviços turísticos da cidade ordenaram a abertura de um inquérito sobre um caso que, segundo o seu diretor, Jean-Pierre Drubbel, seria o primeiro deste tipo a acontecer. O burgomestre (prefeito) democrata-cristão, Patrick Moenaert, reclamou da polícia, fez questão de que ela apresentasse um relatório circunstanciado e exigiu que "tudo seja esclarecido". Ele também apresentou um pedido de desculpas ao cidadão americano, na medida em que ele teria sido vítima de "comportamentos inadequados", que não são condizentes com uma "cidade acolhedora", como Bruges pretende ser reconhecida.

O burgomestre insiste sobre o fato de que em abril de 2007, depois de uma violenta agressão da qual havia sido vítima um francês negro dentro de um café da cidade, ele havia apoiado a organização de um concerto de solidariedade e ordenado o fechamento do estabelecimento.

A comunidade judaica de Flandres reagiu com maior emoção diante da história vivida por Marcel Kalmann. Nascido em Auschwitz três dias antes da liberação deste campo, ele foi escondido por companheiros de cativeiro da sua mãe, e permaneceu na história como o mais jovem detento a ser libertado deste campo da morte.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/02/09/ult580u2908.jhtm

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dividindo a terra com os palestinos ou devolvendo-a aos mexicanos?

Justiça politicamente correta de Obama quer violação da integridade territorial de Israel, mas não a violação da integridade territorial dos EUA
por Julio Severo

Barack Obama é o homem da inclusividade, pluralidade e diversidade. O que isso significa? Significa que ele respeita a ideologia politicamente correta acima das tradições, moralidade e do próprio Cristianismo, que é parte inseparável e inegável da fundação dos Estados Unidos.

A ideologia PC ordena que Obama se lembre em seus discursos da participação de muçulmanos na construção dos EUA. Embora essa participação tenha sido insignificante, a lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda incluí-los em plena igualdade.

Os homens que viviam no vício homossexual eram discriminados porque a população antes não tolerava seu comportamento e obscenidades? Com Obama na presidência, a ordem agora é "change" — termo em inglês que significa mudança. A lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda incluí-los também, e Obama se orgulha de colocar em funções elevadas de seu governo homossexuais ativos e ativamente pornográficos.

Agora, finalmente, muçulmanos e homossexuais podem se abraçar e dizer: "Nós somos incluídos pelo que somos e fazemos!"

A lei da inclusividade, pluralidade e diversidade é hoje um importante produto de exportação "made in USA", amplamente divulgado pela ONU. Obama, que sabe perverter a Bíblia para seus próprios interesses e caprichos, está usando a experiência americana de exportar o Evangelho no passado para exportar agora o "evangelho" da inclusividade, pluralidade e diversidade.

Ele quer ensinar ao mundo, bem ao estilo da nova ordem mundial, que as velhas barreiras e "preconceitos" devem ser quebrados. E essas barreiras não se aplicam apenas aos homossexuais e muçulmanos. Aplicam-se também aos ditadores comunistas.

E aplicam-se também a terras!

Os muçulmanos palestinos reivindicam terras para criar no mundo mais uma nação muçulmana anti-Israel?

Sem problema. Obama descobriu que, na guerra de 1847, os EUA derrotaram o México e o obrigaram a vender e entregar territórios mexicanos, que incluíam o que hoje são Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados "americanos". Que tal ele conceder agora esses territórios aos palestinos?

Se ele não pode tratar como sagrada a terra que Deus deu somente aos judeus, então por que ele deveria tratar como propriedade sagrada dos EUA terras que antes eram dos mexicanos?

Afinal, não há nenhuma promessa de Deus na Bíblia de que esses territórios devam ser ou permanecer propriedade exclusiva dos EUA para sempre. Por isso, se a lei da inclusividade, pluralidade e diversidade manda quebrar velhas barreiras e "preconceitos", qual o problema de se dar essas terras aos palestinos?

Ops! Por uma questão de ética politicamente correta, Obama não pode fazer isso. O que ele precisa fazer é pedir perdão aos mexicanos e devolver a eles a Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados que eram parte do México.

Esse exemplo daria ao mundo a certeza de que Obama é coerente e fiel à sua própria ideologia, fazendo o seu próprio país pagar o preço da sua "change". Esse ato mostraria ao mundo que Obama está disposto a superar qualquer tradição nacionalista para a construção de uma Nova Ordem Mundial.

Sim, ele fará sacrifícios em prol de sua fidelidade à inclusividade, pluralidade e diversidade — contanto que somente Israel e outras nações paguem o preço. Os palestinos querem metade de Israel? Obama está determinado a garantir-lhes seu desejo. Eles querem também Jerusalém como capital de seu ansiado país muçulmano? Obama não hesitará em quebrar a velha tradição de Jerusalém como capital de Israel!

No que depender de Obama, "change" será realidade para a divisão da terra que Deus deu apenas aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. "Change" será, pela vontade imperial de Obama, a única opção dos judeus.

Sua "change" jamais sacrificaria a Califórnia, Arizona, Nevada, Texas e outros estados "americanos" para os palestinos. De igual forma, Lula, o amigo socialista de Ahmadinejad do Irã, jamais sacrificaria o Amazonas para os palestinos. Mas de bom grado eles sacrificarão a integridade territorial de Israel.

Entretanto, quer gostem ou não, ao imporem a divisão forçada da terra de Israel, Obama e outros líderes americanos estão investindo na divisão e destruição dos EUA. Nenhuma nação e império se impõe sobre a pequena nação de Israel sem ficar ileso. Haverá, cedo ou tarde, "change" para os EUA — uma "change" determinada e decretada por Aquele que derrubou todos os impérios arrogantes que violaram a integridade territorial de Israel.

Violando a integridade territorial de Israel em favor dos palestinos islâmicos, os EUA jamais conseguirão preservar sua própria integridade territorial. O fortalecimento da minoria homossexual e muçulmana no governo de Obama é prova de que o império está caindo.

Em sua longa história, Israel viu caírem vários impérios que queriam a sua divisão territorial. Com Obama, agora é a vez americana de entrar na lista dos impérios caídos.

Fonte: www.juliosevero.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Doloroso Segredo dos Muçulmanos Convertidos ao Cristianismo

por Ergun Caner

Você nunca leu uma história como esta

Era uma reunião como centenas de outras de que tínhamos participado durante vinte anos. Meu irmão estava envolvido num debate amistoso com um outro árabe cristão, num seminário sobre os melhores métodos de pregar o Evangelho de Cristo aos muçulmanos. Os "pontos de discordância" eram praticamente os mesmos de sempre. De fato, já tínhamos discutido os mesmos assuntos em incontáveis reuniões e de várias maneiras. Tudo estava dentro dos padrões normais, até que um inocente estudante levantou-se para fazer a pergunta fatídica:

Como podemos proclamar fielmente o Evangelho a Israel? Os judeus estão envolvidos numa guerra horrível e pagando um preço tremendo. Como a experiência de ex-muçulmanos os ajuda a falar de Cristo aos judeus?

Meu irmão sorriu consigo mesmo. Embora ele soubesse a resposta, até aquele momento não sabia qual era a posição de seu colega. Seu companheiro de debates nesse fórum era um cristão evangélico muito culto que, como nós, se convertera do islamismo. Ele já havia falado inúmeras vezes a milhares de evangélicos americanos e era considerado um especialista em evangelização do Oriente Médio. O homem se ajeitou na cadeira, quase imperceptivelmente, e arrumou seus papéis, esperando que Emir respondesse a pergunta. Mas meu irmão ficou quieto e deixou que o silêncio pesado forçasse o outro a responder.

Lentamente, sem levantar os olhos, ele disse: "Bem, com relação à evangelização dos judeus, devemos sempre apresentar Jesus como o Messias. Isto é ponto pacífico. Entretanto... no que se refere ao conflito entre palestinos e israelenses... acho que devemos permanecer... neutros".

Bem-vindo ao nosso mundo!

"Abrindo o jogo"

Esta história poderá ser um choque ou uma surpresa para os leitores. Em todo caso, decidi contá-la, e "seja o que Deus quiser". Levei vinte anos para escrever este artigo. Estou prestes a trair meus irmãos segundo a carne. Estou prestes a revelar nosso terrível segredinho.

A maioria dos artigos e livros que escrevi em parceria com meu irmão foram trabalhos acadêmicos ou obras que falavam sobre como entender e alcançar os muçulmanos. Em 2002, quando nosso livro Unveiling Islam (O Islã Sem Véu) tornou-se um best-seller, ficamos sob os holofotes da mídia. Nossos debates, sermões e palestras passaram a ser assistidos por milhares de pessoas. Por duas vezes falamos aos milhares de pastores presentes à reunião anual da Convenção Batista do Sul dos EUA. Aparecemos em incontáveis programas de televisão, entrevistas e programas de rádio transmitidos em todo o país.

Em 2003, O Islã Sem Véu conquistou o Gold Medallion, prêmio concedido anualmente às melhores publicações cristãs dos Estados Unidos. Além disso, nossos livros More Than a Prophet (Mais Que Um Profeta) e Voices Behind the Veil (Vozes Detrás do Véu) – ainda não publicados no Brasil – também foram sucessos de venda e concorreram a vários prêmios. Atualmente, estamos escrevendo nosso maior livro, um manual de referência de um milhão de palavras que será o primeiro comentário cristão abrangendo todos os versos do Corão. Nosso editor vendeu todas as cópias de nosso último livro, Christian Jihad (Jihad Cristã), numa só conferência, em meados de 2004. Isso basta para mostrar quanto gostamos de escrever.

Porém, esses livros foram fáceis de escrever, se comparados com este artigo. O que escrevi aqui é algo extremamente pessoal e pensei e orei a respeito durante semanas.

Como muçulmanos, fomos ensinados a odiar os judeus. Como cristãos convertidos do islamismo, muitos de nós ainda os odiamos.

Entretanto, por mais difícil que fosse, senti que, finalmente, deveria contar a história. Porém, isso significava que meu irmão e eu, ambos professores em universidades cristãs, seríamos objeto de escárnio. Na verdade, já estamos acostumados com o desprezo dos muçulmanos. Eles vivem atrás de nós e nos ameaçam toda semana por e-mail, por carta ou pessoalmente. Eles protestam quando aparecemos em programas de TV e fazem escândalos nas igrejas onde pregamos.

Mas esse escárnio seria de um tipo completamente diferente. Ele viria de nossos próprios irmãos cristãos. Seríamos desprezados porque revelamos o segredo daqueles que, como nós, são crentes [em Cristo] de origem muçulmana.

Finalmente, decidi "me expor" na revista Israel My Glory. Conhecendo os editores como conheço, eu sabia que eles ficariam ao nosso lado. Pelo menos, Emir e eu não estaríamos sozinhos.

Um ódio residual

Como muçulmanos, fomos ensinados a odiar os judeus. Como cristãos convertidos do islamismo, muitos de nós ainda os odiamos.

Leia de novo essas palavras, com atenção. Deixe seu significado e importância penetrar na sua mente. Com certeza, você já conheceu centenas de pessoas como nós durante sua vida. Os ex-muçulmanos saíram do segundo plano e subiram ao palco central de muitas conferências e reuniões denominacionais [nos EUA]. Embora todos nós sejamos questionados sobre assuntos ligados à apresentação do Evangelho aos muçulmanos, raramente nos perguntam a respeito de Israel, da nação judaica e das alianças entre Deus e Seu povo, narradas nas Escrituras.

Muitos de nós, cujos nomes você conhece e cujos livros já leu, ficam agradecidos porque ninguém os questiona sobre isso. Por quê? Porque muitos ex-muçulmanos que hoje são cristãos ainda sentem desdém, desprezo e ódio pelos judeus. Entre estes, estão muitos que falam em conferências, escrevem livros e pregam nas igrejas. Realmente, este é o nosso segredinho terrível.

Emir e eu chamamos isso de vestígios do islamismo. Quando éramos crianças, aprendemos nas madrassas (escolas religiosas islâmicas) que os judeus bebiam o sangue das crianças palestinas. As mensagens pregadas pelos imãs destilavam ódio aos judeus e à nação judaica. Para nós, eles eram os "porcos" e "cães" que tinham roubado nossa terra e massacrado nosso povo.

Então, quando um muçulmano se converte e abandona o islamismo, convencido de que Isa (Jesus) não era um profeta de Alá, mas sim o próprio Messias, ele se defronta com a mesma ameaça que nos atinge a todos. Muitos de nós fomos repudiados, expulsos de casa, deportados, presos, ou sofremos algo pior. Os que sobrevivem, começam vida nova separados da tradição de seus ancestrais e de sua família. Não resta quase nada de nossa vida antiga – exceto uma tendenciosidade que teima em não ir embora. Nós ainda odiamos os judeus. Tenho que confessar uma coisa: isso também aconteceu com meus irmãos e comigo.

No início da década de oitenta, após nossa conversão, meus irmãos e eu começamos uma nova vida em Jesus Cristo. Em muitos aspectos, a igreja tornou-se nossa família, já que nosso pai nos renegou. Eu estava ávido por conhecer nosso Senhor e a Sua Palavra, e lia a Bíblia apaixonadamente, às vezes durante três ou quatro horas por dia. Eu gastava muitas canetas marcadoras de texto à medida que ia estudando o Antigo Testamento.

Quando cheguei à aliança abraâmica, em Gênesis 12, tropecei. "Antigo Testamento" – resmunguei – "Jesus acabou com isso". Em pouco tempo, comecei a ficar aborrecido com a constante repetição do refrão: Abraão... Isaque... Jacó... José. Eu tinha sido ensinado a acreditar no que Maomé tinha escrito: Abraão... Ismael... Jesus... Maomé.

No Corão está escrito que Ismael, e não Isaque, foi levado para ser sacrificado no Monte. Essa é a doutrina central de nossas celebrações (Eid). Agora, eu estava sendo confrontado com o fato de que, 2200 anos depois de Moisés ter escrito Gênesis 22 e quase 2700 anos depois do evento ter ocorrido, Maomé mudou a história.

Rapidamente, pulei para o Novo Testamento. Eu tinha certeza de que iria descobrir que Jesus, meu Salvador, havia repudiado o Antigo Testamento e que meu preconceito poderia permanecer intocado.

Foi aí que cheguei a Romanos 9-11. "E o prêmio vai para"... os judeus, como a nação sacerdotal de Deus. Eu comecei a fazer perguntas. Comecei a ler livros. Cheguei até a assistir cultos de judeus messiânicos.

Então, lentamente... muito lentamente... comecei a amar os judeus com o mesmo amor que nosso Pai celestial tem por eles. Eles são os escolhidos de Deus – e a terra de Israel lhes pertence.

Levou algum tempo até que isso acontecesse comigo e com meus irmãos, e nós achávamos que todos os ex-muçulmanos passavam pela mesma experiência e chegavam à mesma conclusão que nós. Aparentemente, estávamos errados.

O mito da substituição

Pouco depois que apareci no programa de TV de Zola Levitt pela primeira vez, recebi uma enxurrada de e-mails de muçulmanos furiosos. Eu já esperava por isso. O que eu não esperava era um número tão grande de e-mails indignados vindos de cristãos anglo-saxões. "Meu caro irmão em Cristo" – escreviam eles – "a Igreja substituiu Israel!".

Um dia, depois de uma reunião, um ex-muçulmano, que na época pastoreava uma comunidade cristã egípcia, me chamou num canto e disse: "Você está prejudicando seu testemunho, meu amigo". Sua repreensão não muito amigável continuou: "As alianças de Deus com Israel através de Abraão, Davi e Ezequiel eram condicionais. Ele veio para os Seus, mas eles O rejeitaram. A Igreja agora é o novo Israel".

Depois disso, ele me indicou vários livros evangélicos para provar seu argumento. Comecei a ler esses estudos teológicos e sei que você, caro leitor, tem muitos deles em sua estante. Seus autores são protestantes reformados, escritores evangélicos e até pregadores muito conhecidos no rádio e na televisão. Todos eles diziam a mesma coisa: Israel foi substituído pela Igreja.

Bem, agora, vinte anos depois, permitam-me ser enfático, para que não haja nenhum mal-entendido:

A aliança de Deus com Israel foi incondicional. Israel continua sendo a nação escolhida por Deus.

Embora os judeus sejam, em termos bíblicos, um povo "teimoso" e de "dura cerviz", Deus não os abandonou. Qualquer outro ensino é anti-bíblico, ímpio, racista e anti-semita. Não me importa o quanto esses autores sejam respeitados nem o que isso vai me custar, em termos de amizades. Eu não posso abandonar o povo de Deus nem mudar o plano divino. Romanos 9 a 11 ainda fazem parte da Bíblia.

O mito da Palestina

Atualmente, os conflitos sobre a posse de Jerusalém estão todos os dias no noticiário. Diariamente, vemos bombas e balas voando para todos os lados, enquanto ressoa uma luta que já dura cinqüenta anos. E eu pergunto: "Onde está a voz dos cristãos?" Infelizmente, muitos estão emudecidos pelo resíduo do ódio a Israel que trazem em seu coração.

Já perdi a conta de quantas vezes Emir e eu pedimos que outros ex-muçulmanos nos mostrassem onde fica a "Palestina" no mapa. Perguntamos também quando foi que os palestinos tiveram um governo estabelecido, uma capital, uma embaixada?

É claro que a resposta é "nunca". O conceito de um país chamado "Palestina" só surgiu depois que Israel se tornou uma nação. Trata-se de um país inteiramente hipotético, baseado não numa origem étnica comum, mas sim num ódio comum a Israel. Conforme ilustrei no início deste artigo, nossos colegas árabes e persas têm encontrado companheiros entre os teólogos ocidentais que adotaram todo um esquema teológico e escatológico baseado nesse ódio comum. Meu irmão e eu estamos agora na irônica posição de sermos ex-muçulmanos e turcos persas defendendo Israel contra cristãos anglo-saxões e europeus de raça branca. Que mundo estranho!

Concordo com o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: "Jerusalém é a eterna e indivisível Cidade de Deus". Esperamos, um dia, encontrá-lo e dizer-lhe isso.

O mito de Alá

Outro componente estranho dessa questão é o uso da palavra "Alá". Recentemente, ouvimos um missionário evangélico falar sobre o movimento "Alá-leuia", em que os missionários estão usando a palavra árabe "Alá" para proclamar o Evangelho. Alguns chegam ao cúmulo de entrar nas mesquitas e ficar na posição de oração (rakat), mas orando a Jesus em pensamento. Alá, concluem eles, é só o nome árabe de Deus. Adonai e Alá seriam o mesmo Deus.

Mesmo correndo o risco de ofender mais alguns leitores, quero deixar uma coisa registrada: Alá não é o nome árabe de "Deus". Alá é um ídolo.

Em todos os debates de que participamos em universidades e entre colegas, meu irmão e eu nunca encontramos um muçulmano que acredite que o Alá do Corão e o Deus da Bíblia sejam o mesmo Deus. Nunca. Se o monoteísmo é o único critério para distinguir a verdade neste caso, então deixe-me dizer uma coisa: se Alá é o mesmo deus que o Deus vivo, então Elias deve desculpas aos profetas de Baal (que também eram monoteístas).

Então, por que usar essa palavra? Perguntei a um árabe cristão por que ele continuava usando o termo "Alá" quando orava, e ele me respondeu baixinho: "Eu não consigo me convencer a usar os nomes hebraicos, sabe?"

Sim. Eu sei. Infelizmente, eu sei.

Estou ciente das implicações deste artigo. Eu as aceito. Numa única crítica dura, de poucas páginas, ataquei a teologia da substituição, a escatologia puritana, os teólogos modernos e denominações inteiras. Entretanto, meus vinte anos de silêncio acabaram. Nosso segredinho terrível foi revelado.

Emir e eu continuaremos do lado de Israel no conflito contra nossos parentes segundo a carne. Continuaremos contestando a teologia da substituição sempre que necessário.

Também continuaremos a defender Israel como nação escolhida por Deus, porque Ele nos manda fazer isso no Antigo e no Novo Testamento. Os judeus precisam aceitar Jesus como o Messias, isto é certo. Mas eles também precisam que a comunidade cristã – a Igreja – fique ao lado deles num mundo que quer a sua destruição. Isso começa agora. (Israel My Glory - Ergun Caner - http://www.beth-shalom.com.br)


O Dr. Ergun Mehmet Caner é professor de Teologia e História da Igreja na Liberty University, em Lynchburg, Virginia (EUA). O livro O islã sem véu, escrito em co-autoria com seu irmão, Dr. Emir Fethi Caner, pode ser pedido em nossa livraria virtual.