terça-feira, 13 de julho de 2010

Desvendando o pensamento Anti-Semita no DVD Iluminati

COMENDO CARNE MOÍDA

“Em meio a tantas idiotices vamos encontrar igualmente verdades irrefutáveis”
(Umberto Eco no livro O Pêndulo de Foucault)

Pediram-me para escrever sobre um DVD que alerta os cristãos a respeito de um suposto complô mundial de um grupo denominado Illuminati. Relutei. Não sou de escrever de forma superficial, gosto de esquadrinhar o assunto, dissecar as entranhas das questões abordadas nos meus artigos. E este é um tema sobre o qual, sinceramente, eu não gostaria de me debruçar. No passado escrevi muito sobre isso, chegando a participar de várias palestras. A cada novo evento, desgastava-me diante da ingenuidade dos meus interlocutores.

Num desses encontros, fui interrompido por um jovem universitário indagando-me por que eu duvidava das informações que ele me passava? Ora, como eu podia acreditar em alguém que dizia que os chips dos computadores não eram invenções humanas? Isso porque a “fonte fidedigna” citada pelo universitário dava conta que os norte-americanos (sempre eles) teriam “pirateado” este componente eletrônico depois de recolher a amostra de algo similar encontrada em um Disco Voador avariado. Era demais para mim. Resolvi, unilateralmente, a não mais me dedicar a estes temas.

Por esta razão, quando me pediram para escrever sobre os Illuminati, resisti. Quando uma pessoa muito querida presenteou-me com o DVD, sequer o assisti. Depois, quando já estava em Israel, mandaram-me outra cópia e mesmo assim, resisti. Mas, como venho recebendo cobranças sobre o tema – e percebendo que o assunto tem avançado entre os brasileiros – resolvi voltar atrás na minha indisposição e sujeitei-me a assistir ao tal DVD em cuja capa está escrito “Prepare-se!”

Ao assistir encontrei aquilo que já sabia que haveria de encontrar e muita, mas muita besteira mesmo. Neste artigo quero abordar apenas a parte que interessa aos leitores deste BLOG: As acusações – diretas ou subliminares – ao Estado de Israel e ao seu povo, os Judeus.

MEIA VERDADE É MENTIRA

Anti-semitismo sempre houve. Ao longo da história da humanidade o povo de Israel foi alvo de todo tipo de discriminação e perseguição. Seja em forma de violentos pogroms ou destrutivos boatos, que se não feriam a carne, destroçavam a vida social das pessoas.

Entretanto, os atuais boatos contam com uma estrutura de divulgação nunca antes igualada. Nunca antes na história da humanidade houve uma rede tão poderosa de disseminação de boatos como a Internet. Nunca houve mecanismos de multiplicação de mídia tão eficazes como os computadores. Nunca houve canais de divulgação tão acessíveis como o Youtube. Mas, principalmente, nunca antes na história da humanidade existiram tantas pessoas tolas dispostas a crer na primeira fantasia que se lhes apresentem.

O DVD Illuminati consegue amalgamar uma série de verdades, meias-verdades, falsificações, meias-falsificações e muita, mas muita tolice mesmo.

GRUPO DE BILDERBERG

Uma das “bases” das “denúncias explosivas” do DVD Illuminati são as críticas a um grupo de empresários europeus e norte-americanos chamados de O Grupo de Bilderberg. Mas, afinal de contas o que é, como surgiu e quem faz parte do Grupo de Bilderberg?

ORIGEM – Na década de 1950 a Europa se reerguia depois da devastação causada pela Segunda Grande Guerra. Para isso, foi instituído um plano de reconstrução do continente denominado Plano Marshall. Tratava-se de um esforço conjunto onde os países libertados receberam um poderoso aporte de recursos vindo dos países vitoriosos, principalmente dos EUA. Na época este apoio foi da ordem de 13 bilhões de dólares (quase 150 bilhões nos valores de hoje).

A distribuição destes recursos deveria seguir critérios rigorosos, afinal de contas, empresários que apoiaram o Nazismo poderiam ser recompensados duplamente. Primeiro, porque ergueram seus impérios apoiando Hitler, e agora esperavam receber parte dos bilhões norte-americanos para reerguerem seus negócios. O desafio enfrentado pelos Governos vencedores foi registrado pelo diretor Lars von Triers num filme complexo mas esclarecedor chamado Europa (Zentropa).

Os aliados não podiam se dar ao luxo de empreender a reconstrução do Continente abrindo mão de parcerias locais. Primeiro, porque os empresários europeus conheciam as necessidades e tinham a logística necessária para a reconstrução. Segundo, porque era imprescindível envolver os povos feridos, como os alemães, que estavam abatidos pela derrota no conflito e estarrecidos com a descoberta das atrocidades cometidas pelos seus representantes.

Mas, quem seriam os empresários e quais seriam as empresas a merecer este apoio? Que critérios deveriam ser utilizados? Os desdobramentos destes questionamentos e a evolução das parcerias intercontinentais foram algumas das preocupações do Grupo de Bilderberg na sua reunião inaugural.

Outra questão que também preocupava os administradores dos recursos era barrar o avanço do Movimento Comunista que encantava incautos tanto à Leste quanto à Oeste da Europa.

Foi com estas pautas em mente que um grupo de economistas, políticos, empresários e estrategistas da Europa e dos Estados Unidos se reuniram, no dia 29 de maio de 1954 na cidade holandesa de Arnhemia. O encontro se deu em um hotel chamado Bilderberg, razão pela qual o grupo recebeu o nome de Grupo de Bilderberg. Nos anos seguintes o grupo voltou a se reunir e estes encontros persistem até os dias de hoje.
Instantâneo da primeira reunião do Grupo de Bilderberg. Nenhuma roupa ritualística, nenhum símbolo tamado nas paredes, nenhum sinal de misticismo. Apenas homens de negócio.

Estimulados pelos defensores do Comunismo, o grupo foi taxado de perigosos capitalistas e passaram a ser alvo de calúnias e mentiras. Não demorou muito para serem acusados de sinistros pactos diabólicos.

Foi daí que surgiu a teoria de que os mesmos fariam parte de um grupo maior chamado Illuminati. Deste grupo fariam parte diversos judeus sedentos por dominar o mundo.

Bilderberg. Isso não se deu no encontro de 1967 em Cambridge; na reunião de 1973 em Saltsjöbaden; nem no encontro de 1972, em Knokke. E por que destaquei estes encontros? Porque nesses anos o mundo todo estava com os olhos voltados para Israel, pois foi quando aconteceram a Guerra dos Seis dias, a Guerra do Yom Kipur e os ataques à delegação israelense nas Olimpíadas de Munique.

Se o Grupo de Bilderberg se reunia com o objetivo de levar os judeus ao “domínio mundial”, por que não se envolveram nestas questões?
Simplesmente porque eles não têm nada a ver com os judeus. Inclusive não há um israelense sequer como membro do atual Grupo de Bilderberg. O objetivo do Grupo de Bilderberg é – e sempre foi – a cooperação e o desenvolvimento da Europa e dos Estados Unidos. E ponto.

SATANISMO – Pesa ainda sobre o Grupo a denúncia de que seus membros são “satanistas”. Desde a sua origem até os dias de hoje o Grupo de Bilderberg não tem nada de satanista nem seus objetivos visam um suposto “domínio mundial”. Esta tese foi levantada pela Esquerda Internacional com o fito de demonizar o sistema capitalista e enaltecer os “valores” do movimento comunista.

As reuniões do Grupo não são secretas, como gostam de propalar os amantes das teorias conspiratórias. As pautas das discussões são divulgadas previamente, os locais das reuniões e os membros reunidos também o são. Grande parte destes participantes escreve em jornais, revistas, dão palestras etc. Seus pensamentos e ações são largamente reconhecidos. Apenas as reuniões não são objeto de espetáculo como acontece com encontros ecumênicos iguais ao Fórum de Davos. Tampouco, tem pautas alopradas como das reuniões do Foro de São Paulo. Nem estão engajados numa militância mentirosa como o Fórum Social Mundial.

SIMBOLOGIAS ILLUMINATI

É irônico ver como o DVD Illuminati vem fazendo sucesso entre crentes evangélicos. Irônico porque grande parte dos primeiros empresários reunidos no Hotel Bilderberg eram justamente cristãos protestantes. Já por outro lado, aqueles que passaram a demonizar o Grupo eram ateus. E os governos a quem eles serviam não só cerceava a pregação do Evangelho como perseguiam os crentes e tinham práticas abertamente demoníacas.

Na lógica perversa da contrapropaganda a ordem das coisas acabou invertida.

Um dos vídeos-denúncia postados no Youtube foi “didaticamente” legendado. Usando uma redação de baixo nível gramatical – e cultural – além de limitados conhecimentos gerais, o legendador desabafou: “Os Illuminati usam de simbologias para se comunicar, se identificar e talvez zombar de nós, incautos e ignorantes!”.

Perfeito! É isso mesmo que a maioria dessas pessoas é: Incauta e ignorante. E não sou eu quem está acusando, são eles mesmos que estão dizendo.

INTERNET – A fonte de pesquisa preferida dos autores do DVD é a onipresente Internet. Vivemos uma época em que a rede mundial de computadores transformou-se numa panacéia para todas as lacunas do conhecimento. E, por extensão, o receptáculo de todo tipo de opinião.

Parece que boa parte dos internautas ainda não se deu conta de que são seres humanos que abastecem os sites, blogs e redes sociais. E que muitos dos redatores inspiram-se nas fontes mais estapafúrdias para elaborar os raciocínios e criar os conteúdos das suas publicações.

SÍMBOLOS – A base preferida das denúncias Illuminati são os símbolos. E como eles gostam de apresentar símbolos, sejam eles explícitos ou implícitos, claros ou subliminares. Se os símbolos estão ligados a números, o fascínio aumenta. Forçam-se ao máximo para que os números se encaixem nos supostos simbolismo das imagens. Mesmo que para isso a lógica seja chutada para escanteio. Vejam o seguinte exemplo.
Forçando imagens: Dedos formam estrela, peito e ventre formam estrela, mas estrela não é estrela.

Esta clássica imagem ritualística mostra um animal híbrido, sentado, com um das mãos apontando três dedos para baixo e outra três dedos para cima. Na lógica interpretacional dos caçadores de Iluminati, os três dedos simbolizam três lados de um triângulo eqüilátero. Como cada mão aponta três dedos, são dois triângulos invertidos que devidamente justapostos formam uma estrela de seis pontas, a Estrela de Davi. Conclusão: Os judeus são Illuminati!

O curioso é que o animal híbrido retratado na imagem tem uma estrela em sua testa. E, surpreendentemente, esta estrela tem cinco pontas e não seis. É como se alguém vestisse uma camisa da Seleção Brasileira usando o escudo da Federação Argentina de Futebol.

PARA OS QUE GOSTAM DE SÍMBOLOS

UM LIVRO EXEMPLAR – Para aqueles que se deliciam com símbolos e seus significados sugiro a leitura de um livro espetacular sobre o tema: O Pêndulo de Foucault, de onde pincelei a frase citada no início deste artigo.

O livro, cuja íntegra pode ser encontrada na Internet, foi escrito em 1988 e seu autor, o italiano Umberto Eco, é um dos mais destacados estudiosos da semiótica de todos os tempos.
Semiótica é a ciência que estuda os símbolos e suas interpretações. Ou seja, se tem alguém no mundo que entende a interpretação de símbolos, este alguém é Umberto Eco.

Pois bem, no livro Umberto Eco cria um drama envolvente, onde a semiótica é a base de tudo. O enredo envolve três amigos, Belbo, Diotallevi e Casaubon que trabalham para uma pequena editora. Tendo lido dezenas de manuscritos ocultistas de teorias da conspiração, eles decidem inventar sua própria teoria, por pura diversão, e dão a este jogo de sátira intelectual o nome de “O Plano”. Desta forma Eco desdenha das pessoas que conseguem enxergar uma lógica esotérica onde quer que as queiram encontrar.

Num dos trechos mais brilhantes eles conversam com um cético chamado Agliê. Para provar a tolice da chamada “interpretações dos símbolos”, Agliê demonstra como podemos encaixar o argumento que quisermos em qualquer objeto que vemos. Leia abaixo um trecho do livro.

“[Agliê ] escancarou teatralmente os batentes [da porta], convidou-nos a olhar para fora, e nos mostrou ao longe, no ângulo entre a ruazinha e o grupo de casas, um pequeno quiosque de madeira onde se vendiam provavelmente bilhetes de loteria.

‘Senhores’, disse, ‘convido-os a avaliar as medidas daquele quiosque. Verão que o comprimento do patamar é de 149 centímetros, vale dizer um centésimo milionésimo da distância da Terra ao Sol. A altura posterior dividida pela largura da janela dá 176/56 = 3,14. A altura frontal é de 19 decímetros, o que é equivalente ao número de anos do ciclo lunar grego. A soma das alturas das duas arestas anteriores e das duas posteriores perfaz 190 x 2 + 176 x 2 = 732, que é a data da vitória de Poitiers. A espessura da base é de 3,10 centímetros e a largura das molduras da janela é de 8,8 centímetros. Substituindo os números inteiros pelas correspondentes letras alfabéticas teremos C0 H8, que é a fórmula da naftalina’.

‘Fantástico’, disse eu, ‘o senhor mediu?’

‘Não’, disse Agliê. ‘Mas um certo Jean-Pierre Adarn fê-lo em relação a um outro quiosque. Presumo que os quiosques de loteria tenham mais ou menos as mesmas dimensões. Com os números podemos fazer tudo o que quisermos. Se temos o número sagrado 9 e queremos obter 1314, data em que morreu na fogueira Jacques de Molay – data significativa para aqueles que como eu se professam devotos da tradição Cavaleirosa Templar – que devemos fazer? Multiplicá-lo por 146, data fatídica da destruição de Cartago. Como cheguei ao resultado? Dividi 1314 por dois, por três etc., até encontrar uma data satisfatória. Podia ter dividido 1314 por 6,28 – o dobro de 3,14 – e obteria 209. Pois bem, este é o ano em que subiu ao poder Atalo I, rei de Pérgamo. Satisfeitos’?”

FORÇANDO UM VÍDEO

Se com os números podemos fazer o que quisermos, com a Internet também. Querem um exemplo? Uma das “provas” mais instigantes apresentadas pelos criadores da Teoria Illuminati é também um dos vídeos mais assistidos e comentados do Youtube. O filme está disponíveis nas mais diferentes versões (e tamanhos) e geralmente é apresentado com frases como “Impactante! Funeral Illuminati!”.

Trata-se de um funeral onde estão presentes diversas autoridades norte-americanas. A certa altura, uma banda começa a tocar, as pessoas se levantam e, subitamente, todos, inclusive os clérigos que coordenam a cerimônia fúnebre, erguem a mão direita com os dedos indicador e mínimo formando um chifre. Sorrindo, entoam aquele que é apresentado como “o Hino dos Illuminati”. Indiscutivelmente se trata de uma cena impactante. Uma das versões legendadas interpreta passo a passo aquilo que se imagina esotérico. Destaquei algumas frases (com os erros gramaticais originais) para comentar:


TEXTO DO VÍDEO – “Um simples funeral pode nos trazer alguma pista quanto aos Illuminati? Todos notaram que os participantes do funeral até os supostosclérigos presidindo a cerimônia fazem um sinal com a mão direita? Perguntas a serem feitas: Quem está sendo velada nessa cerimônia? Quem são os participantes de tal cerimônia? Estes senhores paramentados, quem são? Qual o significado deste sinal? Quem está sendo velada?”

CONSIDERAÇÕES – O legendador “supõe” que o vídeo seja do funeral de um membro do movimento Illuminati. Depois “supõe” que alguns senhores paramentados sejam “supostamente” clérigos. Depois, “supõe” que o gesto da mão em forma de chifre seja uma “prova” de que estamos a assistir a um Funeral Illuminati.

TEXTO DO VÍDEO – [Quem está sendo velada é] “Lady Bird Johnson: Viúva do Ex Presidente, membro do CFR, Clube Bilderberg e “Illuminati” Lyndon Johnson De família tradicional aristocrata Mentora e conselheira das mulheres Mais poderosas dos EUA”

CONSIDERAÇÕES – O funeral é mesmo de Lady Bird Johnson e esta era de fato viúva do ex-presidente norte-americano Lyndon Johnson. “Verdades irrefutáveis”. Mas há também idiotices. E estas começam quando se atribui à esposa de Johnson uma origem aristocrática. Johnson foi o 36º Presidente dos Estados Unidos e era do Partido Democrata, que é uma espécie de PT dos Estados Unidos. Já a aristocracia americana está alinhada ao seu opositor, o Partido Republicano. E Lady Bird nunca foi “mentora e conselheira” das americanas poderosas, pois estas são Republicanas.

TEXTO DO VÍDEO – “Participam desse cerimonial, o ex Presidente Bill Clinton e sua esposa Hilary, políticos diversos e aristocratas americanos e ingleses escolhidos com muito cuidado!”

CONSIDERAÇÕES – Como o legendador chegou à conclusão de que havia ingleses na solenidade, não faço a menor idéia. Mas, a presença de Clinton e sua esposa apontam para um detalhe que passou despercebido ao legendador. Explico: A cerimônia aconteceu na cidade texana de Austin no dia 14 de julho de 2007. Lady Bird era uma ex-primeira dama e o Texas o seu Estado. Os Clinton – mais o ex-presidente Jimmy Carter que também aparece no vídeo – são Democratas. Mas, por que o presidente dos EUA não estava na cerimônia? Ainda mais sendo ele também do Texas?

Bem, o presidente naquela ocasião era George W. Bush. Se Bush é Illuminati, como sistematicamente é acusado, por que ele não estava no funeral?

Simplesmente porque não se tratava de um funeral ritualístico, como insinua o vídeo. A cerimônia oficial, com as honras devidas à uma ex-primeira dama já havia acontecido. A cerimônia filmada foi o momento familiar do funeral. Uma cerimônia íntima, pessoal, descontraída até. Isso explica os sorrisos em meio às lágrimas.

Há, inclusive, um vídeo maior onde aparece a íntegra do discurso da filha da falecida. Ela relembra fatos pitorescos da vida da mãe e os presentes chegam até mesmo a gargalhar. Mas, isso as pessoas que postaram cópias do funeral no Youtube preferiram deixar de lado.

Há sim uma coisa intrigante no vídeo: Em determinado momento uma banda começa a tocar. Os presentes se levantam e dirigindo-se para o caixão impõem a mão direita em forma de chifre. Neste momento cantam um hino apontando os “chifres” para a falecida. Seria a “prova definitiva” do caráter satânico da cerimônia. Vamos ver o que nos diz o legendador.

TEXTO DO VÍDEO – “Qual o significado do sinal com a mão direita? Essa parte é de fato mais complexa, são varios os significados desse símbolo: -Representação córnica, onde representa os chifres de um animal a exemplo do bode (Baphomet). -Saudação muito usada pelos “Metalêiros” (quem gosta de ouvir o estilo musical “Rock”) e significa “Chifres do diabo”. -O nº 1, o portal maçônico e illuminati para outra dimensão. -Polaridade luciferiana e vários outros, fica a dica para pesquisa desse sinal e de todas as coisas aqui citadas. Este símbolo tem sido usado por muitos membros Da política, Aristocracia e Realeza Norte Americana e Européia Parece haver uma ligação entre essas pessoas Sabemos que os Illuminati usam de simbologias para se comunicar, se identificar e talvez zombar de nós incautos e ignorantes!”

CONSIDERAÇÕES – Esta é uma das partes mais cômicas da suposta interpretação do legendador. Não sei de onde ele tirou a idéia de uma “realeza norte americana”, mas sua orientação deveria ser seguida pelas pessoas que passaram a história para frente. Ele diz: “Fica [aqui] a dica para pesquisa desse sinal e de todas as coisas aqui citadas”. E é justamente isso que as pessoas NÃO estão fazendo! As pessoas deveriam ser mais bereianas, deveriam ver se as coisas são de fato como se diz que são (Atos 17.11).

Deixando as besteiras de lado, vamos às reais explicações para o suposto ritual Illuminati:

Lady Bird era texana. Como texana, ela foi benemérita de uma das mais famosas universidades do Estado, a Texas Longhorn University. Longhorn em inglês significa Chifres Longos. E este é o símbolo da universidade.

O nome foi dado em referência ao tipo de gado que teve uma importância estratégica no desenvolvimento daquele Estado. Quando os colonizadores começaram a desenvolver o Texas, perceberam que o gado que mais se adaptaria àquela região era a raça Long Horn. Da mesma forma que o camelo é um ícone do Egito, a zebra ícone da África do Sul, o elefante ícone da Índia e o jumento ícone nordestino, o gado Long Horn é um ícone texano.
Longhorn, a raça que impulsionou a economia e inspirou o nome de universidade no Texas

Cada vez que o time de Futebol Americano da universidade entre em campo ele é precedido da mesma banda que aparece tocando no funeral de Lady Bird. Embora seja uma opção de gosto duvidoso, tanto a banda como os jogadores são recebidos pelos fãs com o gesto da mão em formato de chifres. E isso não tem nada de demonismo, mas sim uma alusão aos chifres do gado Longhorn.

É a mesma coisa que atribuir apologia ao consumo de carne suína a um judeu que, torcendo para o Palmeiras, venha a ser fotografado com a tradicional máscara de focinho de porco usada pelos torcedores do time paulista.
Fãs da Texas Longhorn University recebendo a banda e o time

Ou seja, o funeral não tinha nada de demoníaco, a banda tocava o hino da universidade e as pessoas faziam o sinal de longos chifres em homenagem à sua benemérita colaboradora. O resto é fantasia para diversão daqueles que são informados e para pavor dos tolos.

ATAQUES AO ESTADO DE ISRAEL E AOS JUDEUS

A elaboração dessa matéria custou-me horas de pesquisas e verificação das mais diversas fontes. Fiz isso, pois acho importante chamar a atenção para o perigo representado por algumas das insinuações feitas pelo autor do DVD.

Infelizmente, mais do que um mero exercício de fantasia esotérica, os vídeos que pululam a Internet estão impregnados de anti-semitismo. Ora alegam que os Illuminati são uma invenção de judeus com o objetivo de dominar o mundo; ora acusam os judeus de estarem por trás do Grupo de Bilderberg. Tolices já explicadas acima.

Mas, o que tem incomodado muitos cristãos é a atribuição de um suposto caráter demoníaco a um dos ícones mais conhecidos do Estado de Israel: O Magen David (Escudo de Davi).

PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO – Conhecido como “Estrela de Davi”, o Escudo de David é uma das marcas mais identificáveis do Estado de Israel e do seu povo. Boatos disseminados pela Internet ressuscitaram velhas mentiras e apontam para uma suposta origem satânica do símbolo.

A acusação não é nova. Uma das maiores mentiras da história da humanidade foi montada quando um grupo anti-semita elaborou um livro chamado Os Protocolos dos Sábios de Sião. Este livro fala de um suposto movimento visando o domínio do mundo pelos judeus e já foi provado que se trata de uma obra fraudulenta. Embora a farsa tenha sido cabalmente desconstruída, os estragos causados pela mentira perduram até hoje. Inclusive uma das imagens utilizadas pelos criadores da farsa Illuminati é a mesma que ilustrou a capa de uma das edições dos tais Protocolos.
Figura que ilustra livro falso publicado na Rússia no auge do Comunismo é a mesma apresentada no DVD Illuminati: Antisemitismo disfarçado.

A ponte está feita: A Estrela de Davi tem inspiração demoníaca. A Bandeira de Israel trás a estrela no centro da flâmula. Logo, a bandeira de Israel também é de origem demoníaca.

Soube de igrejas que baniram a bandeira e soube também de pessoas que passaram a “vigiar” igrejas “alertando-as” para o “perigo” que representa exibir-se o pavilhão judaico, seja no prédio ou nas publicações das igrejas. Total desconhecimento da origem e do significado destes símbolos.

POSSÍVEIS ORIGENS DA MAGEN DAVID

Um dos símbolos mais conhecidos de Israel é o Escudo de David (Magen David), erroneamente chamado pelos ocidentais de Estrela de Davi (Kochav David). A palavra MAGEN deve ser traduzida por ESCUDO e não por ESTRELA.

Esta palavra aparece pela primeira vez na Bíblia no livro de Gênesis: “Depois destas coisas veio a Palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu MAGEN (ESCUDO), o teu grande galardão” (Gênesis 15.1). Depois disso, encontramos a mesma palavra no livro de Deuteronômio (33.29), Salmos (115.10) e duas vezes no livro de Provérbios (2.7 e 30.5). Em todas estas citações a palavra é a mesma usada por Israel até os dias de hoje: MAGEN.
Partindo dos dois dálets do nome de Davi no proto-hebraico, nasceu o Escudo de David.

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA – Na antiguidade era comum que os guerreiros estampassem nos seus escudos um ícone que os identificassem com seus comandantes. Estudos arqueológicos levam a crer que o símbolo usado pelos soldados israelitas liderados pelo Rei Davi foi formado a partir de uma concepção artística que usou as letras Dálets que se encontram no início e no fim do seu nome hebraico David.

Como não há consoantes na língua hebraica, o nome de David é composto de dois dálets e um vav, que em português dá algo com DVD. No proto-hebraico o dálet se assemelhava a um triângulo. Os soldados de David eliminaram o vav (que é semelhante a um Y no proto-hebraico) e inverteram os dois dálets formando a famosa “estrela”. Passaram, então, a utilizar este símbolo nos Escudos, daí a atribuição da palavra Magen (Escudo) ao mesmo.

Não há nenhum registro das razões pelas quais o vav foi suprimido. Podemos apenas supor que os dalets sobrepostos acabaram por gerar o símbolo que se assemelha a uma estrela. A explicação mais plausível é que seus criadores inspiraram-se no desenho de flores comuns encontradas nos vales e campos de Israel. Diversas flores abrem suas pétalas de modo a formar a imagem de uma estrela. Há ainda a hipótese de que também a romã, uma fruta importantíssima na cultura, nos rituais e no cotidiano dos judeus, tenha servido como fonte de inspiração.
Possíveis inspirações estéticas do Magen David

Em hipótese alguma esta estrela é a mesma que aparece na imagem tida como demoníaca mostrada no DVD Illuminati. Até porque, ao contrário do que diz o misticismo moderno (e o DVD evidentemente), aquela estrela tem cinco pontas e não seis. E tem mais: a imagem mostrada no DVD não é a do deus pagão Moloque, de Astarote ou de Baal-Zebub. Não se trata de nenhum das imagens adoradas por Salomão na sua idolatria. Os símbolos presentes no DVD apontam para ícones criados na Idade Média, por influência do sincretismo católico reinante em boa parte da Europa.

A BANDEIRA DE ISRAEL

Outra fantasia anti-semita citada no DVD Illuminati investe, uma vez mais, na teoria de que Israel é protegido por uma elite mundial e que conta com o beneplácito da ONU. Ora, ao longo da história da Organização das Nações Unidas, não existe país mais punido por sanções e advertências nas Assembléias Gerais do que o Estado de Israel. Sistematicamente a ONU aprova alguma coisa contrária a Israel ou aos seus interesses. Mesmo assim, o DVD diz que a bandeira de Israel foi uma idéia da ONU e que esta o fez para enfatizar o caráter Illuminati do Estado Judeu.

Besteira. Muito antes da ONU existir – e até mesmo antes da Liga das Nações, a antecessora da ONU existir – a bandeira de Israel já tremulava nos congressos sionistas.

E foram justamente eles, os sionistas, quem conceberam o desenho. O objetivo era criar uma bandeira que demonstrasse que as terras dadas por D’us a Israel deveria ser – como de fato são – do Povo de Israel.

Em Gênesis 15, do versículo 18 ao 21, está a mais antiga escritura de terra do mundo. Nenhum país tem suas fronteiras tão bem delimitadas quando Israel. Assim diz o texto: “Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates; e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o perizeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu”.

Nenhum destes povos existe mais. E a terra onde eles moravam, e que se encontra entre os dois rios citados, pertencem historicamente a Israel. E era isso que os sionistas tinham em mente quando desenharam a bandeira. As listas do Talit, o tradicional manto de orações dos judeus, inspiraram as duas faixas que emolduram a Magen David no centro da bandeira. O Talit, por sua vez, foi feito à partir das instruções contidas no livro de Números, capítulo 15, versículos de 38 a 40.

O significado, portanto, é simples e sem misticismo: Do rio do Egito até o grande rio Eufrates, todas estas terras pertencem ao povo de Israel!

Inspiração Sionista: 
Do rio do Egito ao grande Rio Eufrates 
as terras pertencem ao Magen David.

OPERAÇÃO MINCEMEAT

O que eu lamento nesta história toda é que os esforços de milhares de pessoas sinceras estão centrados no inimigo errado. Querem exemplos?

1. No mês de outubro de 2010 acontecerá no Oriente Médio um encontro de “Educadores de Esquerda” do mundo todo. Diversos grupos já estão se movimentando visando a participação no evento. O objetivo? Discutir a Educação a partir de uma perspectiva anti-semita. Num futuro breve, centenas de crianças brasileiras estarão diante de professores doutrinados nas palestras e workshops que acontecerão neste encontro.

2. Nos últimos tempos, novelas, filmes e programas de televisão têm feito um enorme esforço para “melhorar” a imagem dos muçulmanos. Isso acontece num momento em que pesquisas mostram o perigo que a prática do islamismo representa.

3. Aproveitando brechas da rede mundial de computadores (Internet), uma rede de espionagem está usando um sistema de invasão de computadores usando softwares denominados malwares a partir de bases na China.

4. Depois da prisão de uma super-espiã russa nos EUA, descobriu-se uma rede internacional de espionagem e chegou-se a especular que existam mais de um milhão de espiões em atividade no mundo hoje.

5. Na mesma proporção em que cresce a animosidade para com Israel, o mundo vê crescer o “espírito de cooperação” entre nações outrora tidas como nocivas para a liberdade. Irã, Turquia, Cuba, Venezuela, Síria, Rússia e China nunca estiveram tão em alta. Todos estes países são inimigos declarados da democracia, perseguem a Igreja Cristã e tem idéias de domínio mundial. Mas, nenhum deles foi citado como perigosos no DVD Illuminati.

Ou seja, enquanto pessoas desinformadas usam um vídeo que demoniza Israel e seus símbolos fundamentados em mentiras e interpretações equivocadas, os verdadeiros inimigos da liberdade de expressão, da democracia e da Igreja agem silenciosamente sem serem incomodados.
O verdadeiro perigo para o mundo passa de largo no DVD Illuminati

OPERAÇÃO MINCEMEAT – Esta atitude lembra um dos fatos mais marcantes da Segunda Grande Guerra. A Operação Mincemeat. Na primavera de 1943, quando os Aliados já haviam conquistado o Norte da África, começou-se a estudar que formas seriam usadas para o golpe final: A invasão da Europa. Uma vez dominada a África, o mais lógico, do ponto de vista geográfico, era entrar na Europa a partir da Sicília.

Havia, entretanto três obstáculos a serem considerados. Primeiro, a Sicília é uma ilha montanhosa, detalhe que favorece aos defensores. Segundo, os comandantes das tropas do Eixo sabiam que a invasão da Sicília era a estratégia óbvia dos Aliados. Terceiro, a invasão da Sicília requereria muitos soldados e isso chamaria a atenção dos observadores alemães. Então para que a invasão fosse um sucesso, o alto comando alemão teria que ser enganado. Foi assim que nasceu a Operação Mincemeat (Operação Carne Moída).

Os aliados planejaram jogar um corpo na costa européia com supostos planos de invasão no seu bolso. Encontraram um cadáver de um jovem de 30 anos que havia morrido de pneumonia. O fluido nos pulmões apoiaria a idéia de que ele tinha estado no mar por um longo período. O cadáver era de um jovem vagabundo chamado Glyndwr Michael, filho de pais analfabetos da cidade de Welsh.

O passo seguinte foi criar uma nova identidade para o corpo. Decidiram então que o morto seria um suposto Major chamado William Martin. Nos bolsos, além dos planos falsificados havia outros objetos que deveriam dar um ar de credibilidade à farsa: Fotos de uma noiva, cartas de amor, uma carta do pai, contas para pagar, chaves, fósforos, moedas, bilhetes de teatro e muitos outros objetos normalmente encontrado nos bolsos de um homem.

O objetivo era despertar a atenção dos inimigos para uma suposta invasão na Sardenha. O Major William Martin deixou a Inglaterra pela última vez no dia 19 de Abril de 1943. Ele não estava na cabine de nenhum avião, mas sim coberto de gelo seco e acondicionado em um container de latão. O container estava a bordo do submarino HMS Seraph que no dia 30 de Abril emergiu quando se encontrava a cerca de uma milha da costa européia, próximo da cidade espanhola de Huelva.

Colocaram um colete salva-vidas, puseram a mala com os documentos falsos presa ao corpo, fizeram uma oração própria do Serviço de Enterros Navais e lançaram o corpo na água. O próprio movimentar do submarino ajudou para que o corpo se deslocasse em direção à costa.

Poucas horas depois, um barco de pesca resgatou o corpo transportando-o para o porto e os agentes alemães de plantão na costa européia assumiram as investigações. Verificadas a “autenticidade” dos documentos que o major trazia nos bolsos, informaram à Inglaterra o resgate do corpo. No dia 4 de Junho o jornal The Times noticiou a morte de Martin. Poucos dias depois, o Major Martin foi enterrado em Huelva com todas as honras militares e rodeado de flores enviadas pela sua suposta noiva e família.

As informações confidenciais chegaram ao Quartel General das tropas do Eixo. No dia 12 de maio de 1943, Hitler ordenou medidas de fortificação na Sardenha e na Córsega e enviou o Marechal-de-campo Erwin Rommel para Atenas e – A maior conquista da farsa! – Hitler ordenou que duas Divisões Panzer fossem deslocadas do front russo para a Grécia.

A partir daí, o serviço de inteligência dos aliados verificou que todas as atenções do alto comando alemão estavam voltadas para a Sardenha e para o litoral grego. O encarregado da operação chegou para o primeiro-ministro Winston Churchill e lhe disse: “A carne moída foi toda comida!”.

Pouco depois disso as Forças Aliadas invadiram a Europa. Pela Sicília.

COMENDO CARNE MOÍDA

Vice-Primeiro Ministro de Israel: Judeus e Evangélicos têm inimigos em comum.

As histórias mirabolantes do DVD Illuminati me fizeram lembrar a Operação Mincemeat. No mundo de hoje, Israel é atacado por quase todas as frentes e os judeus estão cada vez mais inseguros onde quer que estejam. Foi neste clima que, nos dias 25 e 26 de junho passado centenas de pessoas se reuniram no Centro Kimmel Philly na Filadélfia (USA) para a Conferência Epicentro 2010. Realizada anualmente, a Epicenter Conference reúne especialistas de diversas áreas e cristãos evangélicos para trocarem impressões sobre os rumos da geopolítica internacional refletidas à luz da Bíblia. A conferência tem Israel no centro das suas atenções, pois todos os que dela participam sabem a importância que esta nação e seu povo têm para o futuro da Humanidade, profeticamente falando.

A palestra mais esperada deste ano foi a do vice-primeiro-ministro de Israel Moshe Yaalon. Durante quase uma hora, o segundo homem mais importante do Gabinete de Benjamin Netanyahu falou sobre os desafios estratégicos de Israel. Yaalon destacou que os quatro principais pontos são:

1) O crescimento do radicalismo islâmico em todo o mundo, capitaneados por países como o Irã e a Síria que vêm apoiando movimentos terroristas como o Hezbollah, Hamas, Al Qaeda, Taliban e os movimentos denominados Jihadistas das mais diversas matizes. Também preocupa neste primeiro item, a crescente participação da Turquia que se move apontando um possível alinhamento ao grupo que apóia o Irã e a Síria.

2) O esforço internacional para deslegitimar a própria existência de Israel que, disse Yaalon, está sendo liderado por radicais islâmicos, a esquerda radical e nacionalistas árabes.

3) A aceitação internacional da versão palestina que coloca Israel como colonialista e opressor; ao mesmo tempo em que transformam cruéis terroristas palestinos em vítimas oprimidas.

4) Por último, Yaalon falou da importância estratégica que representa para todo o mundo a cooperação que existe entre Israel e os Estados Unidos.

O VERDADEIRO PERIGO – A meu ver, duas frases de Yaalon merecem destaque. A primeira: “Dividido somos fracos e nossos inimigos podem tirar vantagem de nós. Somente através da unidade podemos derrotar as forças do Islã radical”. A segunda: “Israelenses e Evangélicos estão todos no mesmo barco. O Governo Israelense pretende continuar a reforçar a sua relação com os evangélicos.”

O Inimigo do povo de D’us tem um modus operandi há muito tempo conhecido: Piratear uma idéia vencedora! Quando Moisés demonstrava o poder de D’us transformando cajado em serpente ou fustigando o povo egípcio com pragas, os sábios egípcios faziam o mesmo (Gênesis 7).

Agora, imitando os Aliados na Segunda Guerra Mundial, o inimigo está usando a mesma estratégia de apresentar documentos falsos para desviar a atenção do verdadeiro ponto onde o ataque final acontecerá.

Nunca a Nação de Israel esteve tão aberta para os cristãos verdadeiramente evangélicos como nos dias de hoje. E é justamente neste momento histórico da humanidade que “um corpo” aparece boiando no “litoral” da Igreja Evangélica Brasileira. Recheado de “documentos falsos”, o DVD Illuminati tem tudo para ser o Major William Martin de uma guerra espiritual há muito tempo estabelecida.

A todos aqueles que leram este artigo eu faço um pedido diametralmente oposto ao que faz o apresentador do DVD Illuminati. No vídeo, diversas vezes o suposto pastor aconselha: “Está tudo lá, na Internet. Pesquisem.” Pois eu lhes digo: “Está tudo lá, na Bíblia. Leiam-na!”

É quase certo que milhares de pessoas darão crédito às mentiras “documentadas” do DVD Illuminati. De longe podemos ouvir um suave sussurro que vem do lado inimigo: “A carne moída foi toda comida”.

Publicado originalmente no Blog Notícias de Sião
Agradecemos pela permissão de postagem.

sábado, 10 de julho de 2010

A história se repete... O que você fará desta vez?

Há quase 70 anos, uma matança sem precedentes teve início, as custas de um governo de loucos, sedentos por sangue e inspirados por Satanás.
Sinagogas foram incendiadas, lojas e casas saqueadas e destruídas, e um povo começou a ver no horizonte, o seu próprio fim.
Os cristãos que não tomaram parte deste ato funesto, ficaram de braços cruzados (fora raras exceções), alegando que não tinham nada haver com aquilo, apenas lamentando tudo o que presenciavam. Não são raros os relatos de traumas emocionais e psicológicos destas pessoas, se perguntando repetidas vezes em prantos: porque não ousaram fazer nada contra toda a injustiça que viram.
Esse posicionamento passivo não trouxe apenas prejuízos emocionais, psicológicos e sociais mas, trouxe prejuízo espiritual para um outro povo presunçoso mas ignorante a respeito da Palavra.
Quando essa barbárie teve fim, povos de todo o mundo se uniram com dor pelo povo judeu, buscando o estabelecimento de uma pátria para eles, e com isso, o Eterno cumpriu mais uma promessa, a de que reuniria seu povo novamente.

Hoje, 62 anos após o término desse absurdo, povos de todo o mundo, não se lembram mais do que aconteceu e colocam em dúvida se as coisas foram mesmo assim.
Os cristãos de hoje não diferem muito dos daquele tempo. Vivem em suas igrejas, cantando e lendo porções bíblicas direcionadas pelo líder. Mas não se importam com o que a Palavra afirma (leia Sl 122:6 para entender melhor).
Muitos se levantam para opinar sobre os conflitos no oriente médio e concluem que a única solução é o extermínio de Israel. Muitos "cristãos" dizem o mesmo.
Agora com os acontecimentos mais recentes, um ódio contra Israel e os judeus tem sido novamente gerado em todo o globo. A mídia transmite uma notícia parcial e tendenciosa e repetimos como papagaios como se aquilo fosse verdade absoluta.
Não procuramos nos informar sobre o que realmente acontece, ou o que realmente aconteceu por exemplo, na "flotilha"!
Procure se informar sobre o ocorrido e se chocarás com a verdade.

Novamente muito ódio tem sido destilado em todo o globo para dentro de nossas mentes, nos inflamando contra Israel…
O mundo está se posicionando (tomando partido) contra Israel.
Uma nova guerra está prestes a iniciar.
De que lado você vai estar???

Segundo Paulo nos deixou relatado em sua carta aos Romanos, Israel reconhecerá o messias quando vir em nós um exemplo de retidão, honestidade e santidade. Mas principalmente de amor abnegado pelo Povo que é a Menina dos Olhos de Deus!

Ore, clame, chore, sinta as dores do coração do Pai, sinta dores de parto pelo reenxerto de Israel na oliveira cultivada.
Mobilize-se, jejue, interceda com todo o coração, compartilhe, incendeie outros...
A hora é agora!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Destino do Remanescente Messiânico de Israel

A primeira vez que ensinei sobre Romanos 11 foi em 1978, quando ainda tinha pouco tempo de fé em Yeshua (Jesus). Essa passagem das Escrituras descreve o destino de Israel na perspectiva da Nova Aliança. Fiquei impressionado na época – e continuo ainda mais impressionado hoje – com a profundidade da revelação contida ali.



O texto ensina que o chamamento do povo judeu e sua qualidade de povo escolhido não foram anulados pelo nascimento do Messias há dois mil anos; pelo contrário, continuam válidos no tempo presente e o serão também no futuro. Além disso, aprendemos que o destino de Israel está vinculado, principalmente, ao remanescente messiânico de Israel, muito mais do que aos políticos, soldados, rabinos e cientistas judeus – por mais que estes tenham talentos e realizações.



Como resposta pessoal à revelação desse capítulo, tenho dedicado a maior parte de minha vida adulta, como seguidor de Yeshua, a edificar e fortalecer a comunidade messiânica em Israel. Esse remanescente, embora ainda pequeno em número (por volta de 15 mil hoje), tem grande significado para o reino de Deus. [De acordo com Apocalipse 7.4-14, quando essa comunidade chegar a 144 mil pessoas, o mundo entrará nos últimos estágios da tribulação final e do avivamento.]



O texto em Romanos 11 contém três enormes promessas a respeito do remanescente messiânico de Israel. Esse grupo aparentemente insignificante, aos olhos do mundo, será, na realidade, a chave para:



1. a restauração da Igreja;

2. o reavivamento em Israel;

3. a ressurreição dos mortos.





I. Restauração da Igreja



A Igreja das nações foi “enxertada” na oliveira de Israel de acordo com o texto (Rm 11.17). O remanescente messiânico em Israel hoje é o elo de aliança por meio do qual a Igreja pode ser enxertada. Entretanto, a Igreja não foi enxertada apenas para desfrutar dos elementos culturais da fé, mas também para ser “participante da raiz e da seiva da oliveira” (v. 17). Isso significa muito mais do que a celebração de dias sagrados; é o resgate da revelação profética contida naquelas celebrações. É muito mais do que conectar-se com o contexto histórico da comunidade messiânica do primeiro século; tem a ver com o reavivamento e o poder daquela comunidade.



“Se for santa a raiz, também os ramos o serão” (v. 16). O que sucede à raiz afeta os ramos. Se a comunidade messiânica de Israel voltar à santidade da comunidade apostólica original, cristãos gentios em todo o mundo serão afetados. Ser “enxertado” na raiz significa ser conectado àquela comunidade apostólica original. É uma restauração da Igreja a todos os seus fundamentos apostólicos.



Outro elemento dessa restauração é a unidade da Igreja. Ser enxertado na oliveira de Romanos 11 tem relação com a oração de Yeshua por unidade em João 17. Há dois níveis de unidade: um no espírito (At 1.14), outro na alma (At 4.32). Unidade de espírito vem de oração, fé em Yeshua e estudo da Palavra. Unidade de alma está num nível mais humano, incluindo diálogo, cooperação e legado comum.



A comunidade messiânica apostólica do primeiro século e a história antiga de Israel representam o legado comum de todos os verdadeiros cristãos. A identificação tanto com o Israel dos tempos bíblicos quanto com o dos tempos modernos fornece um elo indispensável de unidade para a Igreja internacional. O remanescente messiânico em Israel hoje é o único apto a ser guardião desse legado comum da Igreja. Ao ser enxertado na oliveira e conectado a esse remanescente, a Igreja adquire um vínculo de aliança que produzirá unidade em si mesma.



II. Reavivamento em Israel



Encontramos também, em Romanos 11, a grande promessa de um reavivamento nacional em Israel. O “estandarte de guerra” em todas as nossas congregações é “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26). Mais e mais israelenses estão ouvindo a mensagem de Yeshua a cada dia. As congregações messiânicas estão crescendo. A reputação de amor e integridade da comunidade messiânica está crescendo aos olhos do público israelense, apesar da perseguição que continuamos a sofrer – e talvez até por causa dela!



O crescimento progressivo da comunidade messiânica em Israel é o primeiro estágio do grande reavivamento que virá em breve. O testemunho diário agora na vida de donas de casa, soldados, homens de negócio, estudantes e outros é o veículo que está transmitindo a luz de Yeshua a todo o nosso povo.



III. Ressurreição dos mortos



A terceira promessa tem a ver com a Segunda Vinda. “Se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” (Rm 11.15). Yeshua disse que não voltaria enquanto o povo judeu em Israel não clamasse: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 23.39). Esse pré-requisito faz parte do compromisso de aliança que Yeshua tem com o povo judeu e é uma afirmação do papel que ainda possui como povo “escolhido”. Yeshua não poderia ter vindo, na primeira vez, sem o seu povo. Tampouco virá sem eles na segunda vez.



Se o fato de o povo judeu ser o povo escolhido de Deus era claramente visto no povo antigo de Israel e também na igreja apostólica, quanto mais o será no remanescente do final dos tempos. “Se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Rm 11.12). O melhor ainda está por vir.



Quando Yeshua voltar, haverá a ressurreição dos mortos. A era atual chegará ao fim. O reino milenar do reino de Deus na Terra começará. Tudo isso será resultado da restauração do remanescente messiânico. Quando o remanescente messiânico em Israel for restaurado à plenitude, Yeshua voltará, e os mortos serão ressuscitados.



A todos os verdadeiros cristãos, nós suplicamos: “Por favor, fiquem ao nosso lado. Não conseguiremos chegar lá sem vocês”. A restauração de Israel depende da restauração da Igreja. Nosso povo continuará cego “até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25). Se nós ficarmos ao lado de vocês, e vocês ficarem ao nosso lado, tudo acontecerá exatamente conforme foi profetizado.



Haiti e o Livro do Apocalipse



Todos nós ficamos profundamente entristecidos com os efeitos desastrosos do terremoto que assolou o Haiti em janeiro deste ano. Muitas pessoas oraram, contribuíram financeiramente e até se deslocaram para lá em missões de resgate. O Haiti é um país conhecido por feitiçaria, vodu e culto satânico em grande escala.



Recentemente, ouvimos reportagens do Haiti a respeito de avivamento surgindo no meio dos escombros da destruição. Você pode conferir na Internet um vídeo (em inglês) com testemunho da reunião de três dias de oração e jejum com quase 1 milhão de participantes, incluindo alguns líderes nacionais de primeiro escalão (http://www.youtube.com/watch?v=30rWm84z-zg).



Aparentemente, como resultado do desastre, muita gente está se arrependendo e voltando-se para Deus em busca da verdadeira espiritualidade. Há uma relação entre a medida do desastre e a medida do avivamento que vem depois. Muitas pessoas nos Estados Unidos testemunharam que não se lembravam de ter visto tanta oração e arrependimento como houve nos meses logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.



Embora Deus, com certeza, preferiria que nos voltássemos a ele em gratidão por suas abundantes bênçãos, faz parte da natureza humana a tendência de voltar-se para Deus muito mais em tempos de angústia do que em tempos de prosperidade.



Com isso, podemos compreender melhor algo sobre as grandes pragas preditas nas profecias sobre o final dos tempos. Por mais de 20 anos, tenho ensinado que os desastres no livro do Apocalipse são castigos de Deus designados por sua graça a levar-nos ao arrependimento a fim de encontrarmos salvação. Entretanto, a dimensão dos eventos que vimos no Haiti levou-me a reconsiderar a extensão a que essa influência poderá chegar.



Deus deseja um avivamento mundial e uma grande colheita de evangelismo. Se o terremoto no Haiti pôde levar um milhão de pessoas a se voltarem para Deus em oração e jejum, o que poderão produzir os desastres que sacudirão toda a Terra, descritos no livro do Apocalipse? Se seguirmos a mesma medida, não é difícil imaginar centenas de milhões de pessoas com o coração inclinado para Deus.



O que se torna mais claro, à luz dos eventos recentes no Haiti, é que essas ações divinas, no tempo do fim, serão uma espécie de último recurso visando a levar pessoas, a todo custo, a se voltarem para Deus nos meses e semanas finais antes do grande e terrível Dia de Juízo.



Asher Intrater é judeu messiânico, diretor de “Revive Israel Ministries”, uma equipe ministerial dedicada a buscar e estimular avivamento em Israel. É pastor de uma congregação chamada “Ahavat Yeshua” (Amor de Jesus).



Obs. Este artigo tem direitos autorais e não pode ser copiado ou publicado sem permissão prévia de “Revive Israel”. Maiores informações e outros textos deste autor podem ser encontrados no site: www.revive-israel.org




por Asher Intrater

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A igreja que pensa, se questiona.

Os benefícios do terrorismo
- categoria: humor



Ahmedido Domingo (Ahmadinejad), Erdogano Pavarotti (Erdogano) e Assad Carreras (Bashar Assad) cantam sobre os benefícios do terrorismo.

Baseado na canção italiana (domínio público) "Funiculi Funicula".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Filho de Hassan Yousef, um dos sete fundadores do Hamas, alcançado por Jesus/yeshua! (Repostado)

Mosab Hassan Yousef, 32 anos
Diz: O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas. A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O deus da Bíblia é o do amor.
*Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói*

Em 1987, o xeque palestino Hassan Yousef foi um dos sete fundadores do Hamas, grupo extremista islâmico que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os radicais da organização já comandaram 350 atentados contra israelenses provocando mais de 500 mortes. Seu filho, Mosab Hassan Yousef, 32 anos, é o autor do livro Filho do Hamas (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras na semana passada. Na obra, revela como colaborou para o serviço secreto israelense, o Shin Bet, e explica por que converteu-se ao cristianismo. Yousef conversou com o repórter Duda Teixeira, pelo telefone, de Nova York.

ENTREVISTA:

Seu pai é um imã. Ele pregava o Islamismo nas mesquitas e ajudou a fundar o Hamas. O que o levou a converter-se ao Cristianismo? Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, fui levado à prisão em Megiddo, Israel. Dentro do prédio, os detentos eram divididos segundo a filiação. Havia a ala do Hamas, que era a maior, a do Fatah, a da Jihad Islâmica e outras. Eu fiquei na do Hamas. Do interior das celas, testemunhei o que os integrantes do grupo faziam com seus próprios colegas. Quando os líderes do Hamas suspeitavam que um dos nossos estivesse dando informações aos israelenses, eles o torturavam. Havia interrogatórios diários. Isso fez com que eu repensasse alguns conceitos. Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco. Saí da prisão um pouco desnorteado. Mais tarde, comecei a estudar a Bíblia com amigos. O livro falava em amar os seus inimigos, o que fez todo sentido para mim.

Quem eram os torturadores? Como eles procediam? Eram os homens que integram o braço de segurança do Hamas. Quando iam punir alguém, esvaziavam uma cela e ligavam a televisão em volume bem alto para que os outros não ouvissem os gritos de desespero. Na falta de uma televisão ou rádio, começavam a rezar bem alto. Então, colocavam agulhas embaixo das unhas dos suspeitos. Derretiam embalagens plásticas e as colocavam sob a pele das pessoas. Queimavam cabelos e pelos. Eram sessões de aproximadamente meia hora. Às vezes, impediam o interrogado de dormir por vários dias. Entre 1993 e 1996, dezesseis pessoas foram mortas pelo Hamas em prisões israelenses. Sob tortura, as vítimas confessavam as coisas mais absurdas. Como eu digitava rápido, fui chamado para redigir muitos desses depoimentos. Era loucura. Depois, entregavam as confissões para os familiares. Caso o detento fosse solto, seus parentes e amigos passavam a evitá-lo. A vida social dele acabava.

O Hamas continua usando as mesmas práticas? Provavelmente, mas não na mesma intensidade como no passado. Meu pai esteve detido em Megiddo e coibiu muito as torturas. Ele mudou o jeito de pensar daqueles homens. Mas o Hamas continua praticando-as. Quando pensam que alguém colabora com Israel, torturam e matam. É isso o que está acontecendo na Faixa de Gaza agora. Ao contrário do que diz o Hamas, Israel não é o principal inimigo dos palestinos, e sim os próprios palestinos.

Um dos principais desafios do mundo hoje é conseguir que o Hamas participe das negociações de paz. Existe a possibilidade de o grupo sentar-se com os rivais do Fatah e com o governo de Israel para conversar? Os líderes do Hamas até podem dizer que buscam uma solução e dizer que abrem mão de Jerusalém como capital. Mas eles não manterão a palavra simplesmente porque o Deus deles não permite isso. É um bloqueio religioso. O Hamas não reconhece Israel. Ponto. O Corão diz que os israelenses são macacos e porcos. Toda vez que algum representante do grupo obtem algum progresso, esbarram no muro da ideologia ou no da religião.

O governo israelense deveria soltar prisioneiros palestinos em troca da liberdade do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006? Entendo que todos esses presos necessitem de liberdade. Eu fui um deles e sei o quanto sofrem. Mas é preciso preparar o ambiente para que eles sejam soltos. Sem isso, eles poderiam ser mortos nas ruas por facções rivais ou tornarem-se terroristas novamente. Alguns detentos não são perigosos e poderiam se tornar até defensores da paz. Outros são extremamente cruéis. Foram responsáveis pela morte de dezenas de israelenses e consideram-se heróis. Se voltassem a praticar o que faziam, eles comprometeriam as negociações de paz e o sonho de um estado palestino. Olhando o cenário hoje, vejo que não chegou o momento de abrir as celas. Talvez tenham de ficar a vida toda na prisão. Não me sinto culpado por esse sentimento. Sinto pelas suas famílias, que são vítimas da situação, mas não há opção.

Israel viola os direitos humanos ao manter pessoas que não são comprovadamente terroristas nas prisões? Diga para mim qual é o governo que não viola os direitos humanos. Não há estado perfeito. Todo governo comete erros. Israel é um deles. A questão é que muitos israelenses foram mortos em sinagogas, em ônibus e em supermercados e seus dirigentes tiveram de tomar medidas para defender seus cidadãos. O mais importante é abster-se de usar métodos violentos, pois isso só gera mais violência. Quando trabalhei com o Shin Bet, não assassinei ninguém e não participei de nenhuma operação contra a vida de um ser humano. Hoje, mesmo longe, dou a mesma recomendação para eles.

Quantas vidas você calcula que salvou ao ajudar o Shin Bet? Como você fazia isso? Não importa se eu salvei uma ou mil pessoas. Eu não tenho esperança de receber retribuições de ninguém. Uma vez, em 2002, eu estava em casa, em Ramallah, quando dois homens assustados bateram na minha porta e falaram: Temos um carro lá fora cheio de explosivos. Precisamos de um lugar seguro para ficar. Eles procuravam o meu pai e havia outros três no carro, estacionado ali perto. Dei um dinheiro a eles encontrarem um hotel e pedi que retornassem à noite. Rapidamente, telefonei para o Shin Bet e pedi que levassem o automóvel embora. Foi um alívio enorme. Meia hora depois, o primeiro-ministro Ariel Sharon já tinha ordenado o assassinato daqueles cinco homens. Eu, então, fui contra. Não queria me envolver com coisas assim, mesmo sendo eles terroristas. E os israelenses aceitaram minha objeção. O exército então entrou no quarto dos terroristas durante a noite e os prendeu de surpresa, pois ainda possuíam os cintos com explosivos.

Mas você deu informações que levaram à tentativa de assassinato de Muhaned Abu Halawa, de 23 anos, ligado ao Fatah. Após um telefonema seu, um tanque israelense disparou um míssil contra o carro dele. Halawa escapou, mas foi morto meses depois. Você se arrepende disso? Halawa fornecia armas poderosas para os terroristas. Eu apenas ajudei a localizá-lo. Mas a tentativa falhou, e fiquei contente quando isso aconteceu. Na realidade, eu não estava muito certo sobre o que deveria fazer naquela ocasião. Ao final, Halawa foi morto em outra operação, da qual não tomei parte. Então, posso dizer que, durante toda minha colaboração com o Shin Bet, sempre me preocupei em apenas participar de operações que não atentassem contra a vida humana. Não sou responsável pela morte de nenhum palestino ou israelense.

Quando foi a última vez que você falou com seu pai? O que ele disse para você? Conversei com ele por telefone alguns dias antes do lançamento do meu livro. Ele foi muito compreensivo no início. Porém, após a pressão da sociedade e de outros religiosos, ele não teve outra opção a não ser me recusar. Desde então, não fala comigo.

Seu pai convocou manifestações de palestinos, as quais resultaram em mortes de israelenses e árabes. Ele é um terrorista? Meu pai não é terrorista por natureza. Aliás, nenhum palestino é. Mas eles têm as suas razões para se comportar assim, para tentarem se vingar. Também é preciso levar em conta que o Hamas também é muito complicado. Existe o braço político, do qual meu pai faz parte. E existe o militar, que tem umas dez pessoas operando independentemente e que raramente se encontram. São esses últimos os responsáveis pelos ataques contra pessoas. Meu pai não sabia o que essas pessoas planejavam, mas deu cobertura a eles. Se ele continuar fazendo isso, aí acho que ele poderia, sim, ser considerado um terrorista.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou que suas centrífugas já são capazes de enriquecer urânio a 20%. Se chegar a 90%, esse material já poderia rechear uma bomba atômica. O que o Irã faria com um artefato nuclear? O deus do Corão não hesitaria em bombardear qualquer país que não acreditasse nele. Pode usar qualquer arma para lutar contra infiéis. Seus devotos estão prontos para lutar pela religião e alcançar a glória, com a bomba ou o que mais tiverem è mão.

De que maneira o Irã ajuda o Hamas? O Irã treina soldados do Hamas e os prepara para o combate em seu território. Muitos viajaram para lá em anos recentes. E o Irã também dá apoio financeiro e logístico. Como os membros do Hamas não podem ter contas bancárias, pois isso é contra as decisões da comunidade internacional, seus membros fazem contrabando de dinheiro. Essa operação complicada ocorre de duas maneiras. A primeira é usando as centenas de túneis que ligam a Faixa de Gaza ao Egito. A segunda é pela fronteira terrestre nesse mesmo local, aproveitando as viagens de membros do grupo para o exterior. Em 2006, o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniya, foi pego quando tentava entrar na Faixa de Gaza com 35 milhões de dólares. Ele vinha do Irã e disse que o valor era para pagar salários, remédios e armamentos. É comum que esses homens do Hamas sejam detidos com dinheiro. Em 2009, o ministro de relações exteriores do Hamas, Mahmoud Zahar, foi flagrado com vinte milhões de dólares na mesma situação. Segundo o Fatah, parte das notas tinha como destino o braço militar do Hamas.

Sem esse apoio do Irã, o Hamas ficaria enfraquecido? O Irã é um dos grandes patrocinadores dos terroristas, mas não o único. Há muitos doadores no Catar, na Arábia Saudita, na Síria e no Egito. São, em geral, pessoas e empresas que entregam parte de suas economias em mesquitas, com o objetivo claro de fomentar a resistência do Hamas. Bloquear a ajuda iraniana pode ajudar, mas não necessariamente enfraquecerá o Hamas.

Como o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat assinou com o primeiro primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, o Acordo de Paz de Oslo, o que lhe valeu o prêmio Nobel da Paz em 1994. Qual sua opinião sobre ele? Arafat era um político e, como tal, fez coisas boas e ruins para o seu povo. Era um centralizador que colocou o seu nome em todas as contas bancárias. Também tinha um posicionamento dúbio. Arafat estava no comando da Organização da Libertação da Palestina, quando esse entidade ordenou a Segunda Intifada, em 2000. A revolta de palestinos contra israelenses gerou milhares de mortos. A guarda pessoal de Arafat promoveu os mais virulentos ataques a Israel, sob o nome de Brigadas dos Mártires de Al Aqsa. O grupo foi criado por Arafat com o dinheiro que recebia de doações de outros países, incluindo dos Estados Unidos. Mesmo assim, para muita gente no mundo, Arafat sempre foi um grande promotor da paz.

Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia? Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas. A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O deus da Bíblia é o do amor. Muitas coisas que fiz durante o meu trabalho com o Shin Bet foram inspiradas pelos ensinamentos de Jesus Cristo. Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói.

Mas a Bíblia também foi usada para justificar torturas e mortes durante a Inquisição, por exemplo. Ok... Mas essas coisas foram feitas por pessoas que não entenderam a principal mensagem da Bíblia. Não compreenderam as falas de Jesus Cristo, que é o nosso maior exemplo. O amor incondicional de Jesus não é um capítulo separado do livro, mas sua principal mensagem.

Você não teme promover o ódio entre religiões e se tornar um fundamentalista cristão? Eu sei quais são as minhas responsabilidades. Não quero promover uma rixa entre religiões. Eu amo os muçulmanos. Falo com eles com carinho. Mas preciso ajudar a consertar a religião deles. Ser forte e dizer a verdade, mesmo que isso possa causar confrontações. No mais, não há o risco de eu incitar uma guerra religiosa porque isso já acontece no Oriente Médio. Não seria algo novo.

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/traidor-hamas-559878.shtml
Jornalista - Duda Teixeira

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Rabino, o que diz a alguém como eu, que conheço Yiddishkeit, sigo o judaísmo, tenho um lar judaico e no entanto, quando eu leio a Bíblia judaica, vejo Aquele Homem!!?"

("Aquele Homem" é como os judeus chamam Jesus quando eles não querem dizer seu nome).

http://www.haazinu.com.br/testemunhos_yiddishkeit.php
Sharon R. AlIen
Uma judia 100% chassídica e 100% messiânica

Minha vida em 1982 era dedicada ao bem-estar de minha família e atividades no centro judaico Chabad de Irvine. Pode-se encontrar Centros Chabad até mesmo nas mais remotas comunidades do mundo. Sempre tive uma profunda admiração pelo Chabad, e é por isso que meu marido e eu colaborávamos com o Movimento Chabad aqui no Sul da Califórnia.

Mas, espere! Estou pondo o carro à frente dos bois. Vou voltar para o princípio, para o meu princípio.

Eu nasci em 1945 no Hospital "Beith Israel" na cidade de Nova York. Meu nome hebraico é Tura Rifka. Eu fui criada num lar que observava o judaísmo. Desde o instante em que minha mãe acendia as velas do Shabbat ao entardecer de 6ª feira até uma hora depois do pôr-do-sol na noite de sábado, havia certas regras e regulamentos que nós seguíamos. Eles não nos causavam constrangimento ou opressão. Era o nosso modo de mostrar nosso amor, nosso respeito e nossa devoção a DEUS.

Nós seguíamos as ordens rabínicas, tais como: não usar eletricidade nos Shabbats. Nós deixávamos uma luz acesa no corredor, que era ligada antes que o Shabbat começasse, e era deixada ao longo da noite e do próximo dia até uma hora depois do pôr-do-sol de sábado à noite, quando terminava o Shabbat. Nós não tínhamos permissão para trabalhar no Shabbat; isto incluía minha lição de casa, pois que nos Shabbats não é permitido escrever, cortar ou rasgar papel. Nós sabíamos que o Shabbat era especial por causa daquilo que fazíamos ou não fazíamos, e era diferente dos outros dias da semana.

Naturalmente, minha mãe mantinha uma cozinha Kosher, onde apenas alimentos Kosher eram permitidos. Conjuntos separados de pratos e utensílios para laticínios (milchig) ou derivados de carne (fleishig) eram estritamente obrigatórios. Meu irmão e eu sabíamos, desde o tempo em que conseguimos alcançar as gavetas e prateleiras, nunca confundir os utensílios de laticínios e carnes. Conjuntos separados de pratos eram também necessários para a Páscoa. Aqueles pratos eram somente retirados do alto do armário "difícil de alcançar" uma vez por ano, para serem usados apenas na Páscoa.

Nós guardávamos todos os feriados judaicos. Meu irmão e eu freqüentávamos a escola hebraica. Nós crescemos, sabendo quem nós éramos dentro da comunidade judaica.

Mudando para Oeste

Quando jovem, eu casei-me com um homem de igual origem judaica. Nós tivemos uma filha, a quem chamamos Elisa. Seu nome hebraico era Chava Leah. Quando ela tinha apenas alguns anos de idade, meu marido e eu nos divorciamos. O divórcio judaico que nós obtivemos, era conhecido como um "Get".

Eu trabalhava no "Centro de Roupas" na cidade de Nova York. Durante este tempo Elisa freqüentava a Escola Judaica. Lembro-me daqueles primeiros anos, quando Elisa e eu devíamos esperar pelo seu ônibus escolar às 7 horas nas manhãs de inverno frias, escuras e cheias de neve. Nós nos acotovelávamos, gelando juntas no vento. Foi numa tal manhã que eu sussurrei para minha filha: "Assim não dá".

Mudar de região parecia um passo na direção certa...

Em 27 de agosto de 1974, Elisa e eu chegamos em Los Angeles, Califórnia. Quase imediatamente eu a matriculei na Yavneh Yeshiva, porque a escola começaria em setembro. Ela tinha seis anos. Nós vivíamos perto da escola no Distrito de Fairfax, a seção ortodoxa da cidade, e ficamos envolvidas com a congregação Shaari Tefillah.

Alguns anos depois, meus pais mudaram-se para Los Angeles, a fim de nos encontrar; logo depois disso nós nos mudamos para o Sul, para Orange Country. Naquela época havia um grande estouro imobiliário, e, como muitos outros, eu decidi tirar minha licença de corretora. Uma vez obtida minha licença, comecei a trabalhar num escritório cujo dono era chamado Ron Allen. Ele se tornaria meu marido.

Negócios era sua religião

Quando eu e Ron nos encontramos pela primeira vez, ele sabia que eu era judia e que tinha sido criada num lar judeu religioso. Tudo que eu sabia sobre sua origem religiosa, era que ele era um protestante. Ele nunca mencionou Jesus, o Novo Testamento ou a igreja. Se ele o tivesse feito, eu teria corrido na direção oposta. Aparentemente, ele não ia à igreja desde a adolescência. Ele tinha 42 anos. Eu tinha 32 anos. Religião era a coisa mais longínqua na mente de Ron; negócios era sua religião.

À medida que Ron veio a conhecer nossas tradições judaicas, ele aceitou-as como se fossem dele mesmo e participava ardorosamente. Por causa do seu modo caloroso e agradável, meus pais o abençoaram em nossa família. Minha mãe costumava dizer sobre Ron: "Ele é tão hamisha", o que em Yiddish significa: "Ele é tão agradável".

Nós éramos ativos na Chabad e nos tornamos ligados ao rabino Mendel Duchman, a quem admirávamos e respeitávamos. Um pouco homem de letras; um pouco "showman" e um pouco homem de negócios, o rabino Duchman tinha sucesso em renovar o interesse das pessoas pelo estilo de vida judaico. Sua esposa Raquel era agradável, atenciosa e sábia. Ela era o retrato da jovem dona de casa judia conscienciosa, uma rebbetzen's rebbetzen (esposa de rabino), por assim dizer. Ron e eu entendemos logo que estávamos no lugar certo. Eu tornei-me muito ativa no grupo de mulheres do Chabad.

Convertendo ao judaísmo

Alguns anos depois de Ron e eu termos-nos casado, as discussões sobre sua conversão ao judaísmo tornaram-se sérias. Eu sabia que nosso futuro conjugal poderia ser prejudicado, se Ron recusasse. Ter um lar judaico e criar Elisa como judia era a coisa mais importante para mim. Porque, para ser um judeu bem sucedido, você precisa de fazer a si mesmo a seguinte pergunta: "Os seus netos são judeus?" e poder responder com uma afirmativa. Quando Ron adotou legalmente Elisa logo após nosso casamento, até os papéis de adoção estipularam que Elisa seria criada como judia.

Além disso, os judeus consideram o funeral e a vida após a morte de vital importância. Como judia, eu sabia que o sepultamento num cemitério judaico era essencial. Acreditamos que, se somos sepultados num cemitério judaico, viajaremos por debaixo da terra até Eretz Israel e estaremos entre os primeiros a ressuscitar. Como judeus, acreditamos que iremos ao paraíso ou seio de Abraão. Se acidentalmente vagarmos pelo "outro lugar", o pai Abraão "nos trará de volta".(SOFISMA)

A importância, para mim, de ser uma judia praticante é enfatizada pela seguinte estória do Talmud (Tractate Berachot 28b) sobre Rabbi Yochanon Ben Zakkai no seu leito de morte. Os alunos do rabino ficaram chocados ao encontrarem seu mestre chorando. Ao pedirem que explicasse seu comportamento, o sábio respondeu que, se ele fosse levado perante um rei de carne e sangue, cujo castigo não fosse eterno e que pudesse ser subornado e apaziguado, ele ainda assim estaria morrendo de medo; imaginassem então como ele se deveria sentir ao encontrar-se diante do Rei dos Reis, que vive para sempre, cujo castigo é eterno e que não pode ser comprado ou apaziguado! Além disso, dois caminhos estavam diante dele, o sábio explicou: um levava ao céu e o outro ao inferno; diante de tais perspectivas não deveria ele estar com medo?

Na edição de janeiro de 1989, do B'nai B'rith Messenger, pensamentos da Torá, o Rebbe Menachem M. Schneerson escreve sobre esta estória: "O Talmude relata que, quando o grande sábio rabino Yochanon Ben Zakkai chorou diante de sua morte, ele disse: 'Há dois caminhos estendidos diante de mim: um para Gan Eden (céu) e um para Gehinon; eu não sei em qual serei conduzido'. Não é preciso dizer que o rabino Yochanon Ben Zakkai estava preocupado com seu estado espiritual; teria ele atingido um nível suficiente de santidade para entrar no céu?".

Estas preocupações eram de um homem que recebeu o crédito pela sobrevivência da Diáspora Judaica e cuja influência tem sido sentida através dos séculos. Mas ele não sabia com certeza se estava indo para o céu ou para o inferno.

Causa surpresa esta estória ter-me chamado a atenção? Se um tão eminente e renomado estudante da Torá como rabino Yochanon Ben Zakkai estava em dúvida quanto ao seu destino, é obrigatório fazermos o que seja necessário para garantirmos nosso destino futuro e sermos considerados dignos do Gan Eden.

Uma outra consideração a respeito da conversão de Ron estava ligada com o Rabino Israeli, o qual aceita somente conversões ortodoxas. Sabíamos que somente uma conversão Kosher seria aceitável.

Como parte de qualquer conversão judaica, o estudo do estilo de vida judaica, da história e da ética é vital. A Ron foi exposta a Yiddishkeit (o estilo de vida judaico) em nossa casa. Eu me alegrava com o pensamento de que ele iria estudar com Rabbi Duchman.

Antes desta conversão se realizar, eu queria deixar o Ron ciente das três cerimônias que seriam exigidas. Eu lhe expliquei que varões precisam de ser circuncidados. Era também necessário que ele fosse imerso em água num Mikvah. Isto é semelhante ao batismo e simboliza a purificação e a identificação com o povo judeu. A terceira cerimônia, embora nem sempre feita em Conversões Reformadas ou Conservadoras, deve sempre acompanhar uma Conversão Ortodoxa ou Kosher e esta é a renúncia às crenças anteriores da pessoa perante o Beit Din ou corte rabínica (conselho de rabinos).

É tão pagão

Ron concordou com todas as cerimônias, menos a última. Ele disse que simplesmente não podia renunciar a Jesus.

Eu fiquei horrorizada! Meu marido nunca tinha mencionado Jesus, não tinha ido à Igreja por mais de 30 anos, e nunca tinha usado as palavras "cristão", "Cristo" ou "Novo Testamento". Estávamos levando uma vida judaica - ajudava a construir a sinagoga judaica, nossa filha estava freqüentando uma Academia Hebraica - e meu marido estava-me dizendo que ele não podia renunciar a Jesus!

Eu fiquei muito aborrecida. Disse ao meu marido: "Isto é loucura. Você é uma pessoa tão lógica e esperta e um empresário de sucesso. Como pode você crer em algo tão pagão? É uma fantasia. É como mitologia grega!"

Então, no meio do meu horror, tive este pensamento tranqüilizador: Simplesmente começarei a ler a Bíblia judaica e em pouco tempo serei capaz de mostrar a meu marido as Escrituras que lhe provarão que Jesus nunca poderia ter sido o cumprimento da Bíblia judaica. Eu sabia que estaria na minha Bíblia judaica tudo que Deus queria que Seu povo judaico soubesse sobre Seu Messias judaico, de maneira que nós, judeus, o reconhecêssemos quando Ele viesse.

Está Jesus na Bíblia judaica?

Eu desci as escadas para a sala e peguei minha Bíblia judaica da prateleira. Enquanto eu a abria naquele dia, fiz uma prece muito especial. Orei ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó para me mostrar a verdade e para ajudar meu marido a tornar-se um judeu.

Naquela manhã, quando meu marido saiu para trabalhar e minha filha para a escola, eu comecei a ler a Bíblia. Eu comecei da página um, "No começo...", e continuei a ler página após página. Quando meu marido veio do trabalho para casa e minha filha da escola, lá estava eu ainda lendo. Na manhã seguinte meu marido foi trabalhar e minha filha foi à escola, lá estava eu lendo. Quando eles voltaram novamente para casa, lá estava eu ainda lendo. Isto continuou por dias, semanas e meses.

Eu fiquei admirada com o que encontrei escrito dentro das páginas da minha Bíblia judaica, em relação ao Messias - onde Ele deveria nascer, como Ele viveria sua vida, os milagres que Ele faria. A Bíblia também fala do Seu sofrimento e morte. Isto assustou-me porque o que eu li soava muito parecido com o que eu ouvira dizer sobre Jesus.

Quem quer que esteja considerando se "Yeshua" (Jesus) aparece na Bíblia judaica precisa apenas de ler as muitas passagens relativas ao Malach Há Shem, o mensageiro do SENHOR. Pelo estudo cuidadoso das passagens relativas a suas manifestações e como Ele se conduziria, alguém pode deduzir que Ele não é um ser meramente criado. Ele fala como Deus e aceita a adoração que somente pode ser dada ao próprio Deus. E Ele traz em si o inefável nome de Deus, o Tetragrama, em hebraico o Yud Hay Vav Hay (Êxodo 23, 21).

Além disso, Yeshua, o nome hebraico de Jesus, significa "Salvação". Em todo lugar na Bíblia judaica e nos nossos sagrados livros judaicos de oração, sempre que a palavra "Salvação" aparece, nós estamos proferindo o nome hebraico de Jesus, Yeshua.

Em Isaías 49,6 as Escrituras falam de uma época quando o Servo sofredor se lamenta frente a Deus porque Ele tinha falhado não restaurando as doze tribos de Israel; Deus responde dizendo: "É coisa muito leve para ti ser um servo somente de Israel; Eu te darei como luz para todas as nações do mundo". Em hebraico a palavra "nações" é "goyim". Assim eu tive que fazer a mim mesma a pergunta: "Quando o Messias veio e falhou não trazendo de volta as tribos de Israel e quando Deus deu o Messias aos goyim?".

Tem Deus um Filho?

Eu fiquei sabendo que os escritores judaicos da antigüidade reconheciam que havia dois retratos do Messias apresentados nas páginas da Bíblia judaica. Eles até tinham nomes para eles: Mashiach Ben Yoseph (Messias filho de José) o Servo sofredor e Mashiach Ben David (Messias filho de Davi) - o Messias que viria como herói conquistador.

Em Provérbios 30, 4 encontrei que Deus tem Filho:

"Quem subiu ao céu e de lá desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas do mar numa túnica? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?".

Poderia o Rebbe ser o Messias?

Quando terminei de ler todas as páginas da minha Bíblia judaica, estava confusa e assustada. O pensamento veio a mim: "Sharon, como você se atreve a pensar que você pode interpretar a Bíblia por si mesma, como se você soubesse tanto quanto um rabino?" Mas então eu pensava sobre as passagens que eu lera onde Deus disse aos filhos de Israel que viessem e ouvissem sua palavra por si mesmos (Deuteronômio 4,10; 11, 18-20; 4, 29 e Jeremias 29,13).

Eu sabia que não podia parar ali. Havia muita coisa em jogo.

Como eu mesma poderia suportar a idéia de ser uma proscrita de meu povo? Quão absurdo era pensar que um homem que os gentios chamavam Jesus Cristo poderia ser o Messias para os judeus! Assim eu disse a mim mesma: "Sharon, alguma coisa deve ter-te escapado".

Eu me lembrei de que os rabinos dizem: "Você não pode entender a Bíblia sem os Comentários Judaicos". Assim eu comprei os comentários de Rashi, os comentários de Soncino e os últimos comentários judaicos chamados The Artscroll Tarach Series de Mesorah Publications. E, à medida que eu lia os comentários, mais eu queria ler. Eu também trouxe para casa os textos do Talmude Babilônico, da Enciclopédia Judaica, Midrash Rabbah, Mishneh Torah de Maimônides, Targum Onkelos, Targumim Jonathan, os Textos Messiânicos de Raphael Patai e o Guia para os Perplexos de Maimônides. Eu continuava estudando, dia após dia. Cada texto que eu estudava, eu pensava: talvez este trará a resposta, a chave para destruir o pensamento de que o Messias dos gentios era a "verdade". - O Messias Judaico!

Tudo isto estava começando a afetar minha vida. Quando me perguntaram se eu aceitaria um papel de liderança como a próxima presidente do "Chabad Women", senti que tinha de rejeitar porque estava levando uma existência dupla.

Não se preocupe

Uma tarde Elisa veio da Academia Hebraica para casa e me disse que precisavam de mães a fim de conduzirem estudantes para visitarem uma padaria Kosher. Ela perguntou se eu poderia ser voluntária. Eu estava feliz por ajudar. Naquele dia, enquanto andava pelo distrito Fairfax, percebi que em uma vitrine da livraria Chabad havia alguns livros anti-missionários em exposição. Quando ninguém estava olhando, precipitei-me para a livraria e comprei cada livro anti-missionário disponível.

Eu estava ficando mais e mais perturbada por minha pesquisa. Até aquele momento eu vinha estudando sozinha. Apenas minha filha sabia o que estava lendo. Mas chegou o tempo da necessidade de ajuda de fora e assim eu voltei-me para o meu rabino. Eu chamei Mendel Rochel e pedi que eles viessem a minha casa. Quando eles chegaram, nós nos sentamos na biblioteca e eu mostrei a eles meus livros. Eu disse-lhes que, quando eu lia minha Bíblia, eu via Jesus. Pedi a Mendel que me ajudasse. Eles cochicharam entre si. Depois eles se viraram para mim, e Mendel disse: "Não se preocupe". Ele tinha justamente o homem para mim - um profissional que trabalha com pessoas como eu. Ele daria a esse profissional meu número de telefone e o homem me chamaria. Eu lhes agradeci quando saíram. Eu me senti tão grata e aliviada, porque ia ter a ajuda de que precisava e as respostas que tão desesperadamente queria.

Duas noites mais tarde, recebi um telefonema do Rabino Ben Tzion Kravitz. Apresentei a ele um pequeno retrospecto sobre minhas pesquisas e expliquei como tudo começou. Ele escutou e disse que não me preocupasse. Ele até mencionou uma fita de vídeo que ele tinha, de pessoas que saíram renunciando a sua fé em Jesus. Eu pedi-lhe que a trouxesse quando viesse à minha casa. No nosso primeiro encontro o rabino e eu discutimos a Bíblia, a história judaica e tradições por dez horas.

Desesperadamente buscando a verdade

Após muitas conversas, o rabino sugeriu que eu falasse com outra pessoa. Ele recomendou Gerald Sigal no Brooklyn, Nova York, autor de A Resposta Judaica aos Missionários Cristãos. Rabino Kravitz disse que ele telefonaria para o Senhor Sigal, contaria a ele minha situação e deixaria que nós dois discutíssemos várias questões ao telefone.

O rabino e o Senhor Sigal desenvolveram um plano. O Senhor Sigal chamaria a cobrar toda segunda-feira à noite. Nós deveríamos discutir vários tópicos e depois ele proporia uma pergunta que eu pesquisaria durante a semana. Na segunda-feira seguinte eu deveria dar-lhe a resposta. Por exemplo, uma semana o senhor Sigal disse que a genealogia de Jesus era falha porque, no judaísmo, nenhuma mulher era incluída nas genealogias judaicas. Eu fiquei perplexa por esta declaração, porque eu tinha lido recentemente a longa lista de genealogias em 1º Crônicas nos Anais Históricos da Bíblia Judaica, e mulheres são mencionadas nesses registros. Os nomes das mulheres foram incluídos para ajudar o conhecimento específico necessário quando um pai tinha somente filhas e nenhum filho, ou quando havia mais de uma esposa ou havia concubinas.

Nossas conversas continuaram por algum tempo até que o senhor Sigal disse ao Rabino Kravitz que eu tinha ido longe demais para ser ajudada. Rabino Kravitz estava aborrecido comigo e disse que eu deveria ter aceitado o que quer que o senhor Sigal tivesse dito. Ele acusou-me de realmente não querer conhecer a verdade. O rabino não entendia que eu estava desesperadamente procurando a verdade e faria qualquer coisa para encontrá-la. Rabino Kravitz estava provavelmente embaraçado também porque o Rabino Duchman ficava perguntando: "Você ainda não a ajudou?"

Quando eu leio minha Bíblia, eu vejo "Aquele Homem"!

Pouco tempo depois disto, recebi um telefonema do Rabino Duchman. Ele me falou sobre um perito especialista conhecido internacionalmente, Rabino J. Immanuel Schochet, que estaria falando em breve no Yeshiva de minha filha. Eu disse que iria.

A noite em que eu ouvi o Rabino Schochet, foi uma hora decisiva na minha pesquisa pela verdade. Minha família e eu sentamo-nos na frente, porque minha filha estava freqüentando a Academia e nos sentíamos confortáveis sentando-nos perto do orador.

Cedo naquela tarde Ron, Elisa e eu tínhamos decidido que iríamos apenas para ouvir e não diríamos nada até que o programa terminasse. Então, e apenas então, eu iria tranqüilamente ao rabino e perguntaria se ele poderia ajudar-me.

A fala do rabino centralizou-se em generalidades da vida do lar judaico e os problemas encarados pela família. Ele também discutiu várias religiões e como elas diferiam do judaísmo.

Após o rabino ter completado sua fala, ele solicitou perguntas. Uma pessoa perguntou ao rabino como ela poderia proteger seus filhos contra a influência cristã. O rabino declarou que, se as tradições fossem respeitadas e seguidas dentro de um lar judaico, haveria menos oportunidade de uma criança se extraviar.

Outra pessoa expressou sua preocupação acerca de missionários que queriam doutrinar suas crianças sobre Jesus. O rabino reiterou o valor de ter tradições judaicas no lar, mas também insistiu na importância de mandar nossas crianças para as escolas judaicas e Yeshivas.

A terceira pergunta veio de um homem que perguntou o que ele poderia fazer quando seu filho fosse para casa perguntando-lhe sobre Escrituras com as quais ele, como pai judaico, não estava familiarizado. Neste ponto, Rabino Schochet agarrou os lados do pódio e gritou para a audiência: "Nunca em nenhuma ocasião um judeu sábio se volta para Aquele Homem!" ("Aquele Homem" é como os judeus chamam Jesus quando eles não querem dizer seu nome).

Eu senti que o rabino estava falando diretamente para mim. Assim agarrei a mão de Ron e cochichei: "Devo dizer alguma coisa?" E Ron disse: "Sim!"

Então agarrei a mão de Elisa e cochichei: "Devo dizer alguma coisa?" E Elisa disse: "Sim!".

Assim levantei a mão e perguntei: "Rabino, o que diz a alguém como eu, que conheço Yiddishkeit, sigo o judaísmo, tenho um lar judaico e no entanto, quando eu leio a Bíblia judaica, vejo Aquele Homem!!?"

Havendo tantas famílias judaicas e rabinos na sala, minha pergunta bateu como uma granada. Pelas próximas 4 ou 5 horas até meia-noite o Rabino Schochet e eu discutimos Yiddishkeit, costumes judaicos, a Bíblia, e outros assuntos. Quando a meia-noite se aproximou, o rabino estava ansioso para terminar o encontro; assim ele disse o que considerava serem as palavras que mostrariam a mim e a todos na sala por que Jesus não podia ser o Messias prometido. Ele gritou para a audiência que Jesus cometera blasfêmia quando estava na cruz. E, num zangado tom de deboche, citou Jesus dizendo: "Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?" (Sl 22, 2; Mt 27, 46s).

Eu fiquei horrorizada com o tom de voz do Rabino Schochet e a acusação de que Jesus havia cometido blasfêmia. Eu disse-lhe que havia muitas razões para Jesus ter feito esta declaração. Ele podia ter gritado numa voz triste ou de súplica. Mas o rabino Schochet recusou-se a ver meu ponto de vista. Achei incrível que na sua raiva ele aparentemente esqueceu que a declaração de Jesus feita na cruz fora primeiramente feita pelo nosso próprio amado Rei Davi no Salmo 22. E ALGUM JUDEU OUSARIA DIZER QUE DAVI COMETEU BLASFÊMIA?![4]

Não digo que seja uma erudita em hebraico ou uma erudita na Bíblia. Eu sou apenas uma simples mulher judia comum, que ama Yiddishkeit e que tão somente quer conhecer a verdade.

Naquela noite eu disse a meu marido e minha filha: "Não tenho mais dúvidas. Jesus é meu Messias judaico".

Comentário por Sid Roth

Incidentalmente, eu não oro para o Messias, mas eu oro a Deus no nome do Messias. Meus antepassados oravam a Deus por intermédio do sumo sacerdote judeu. Meu Sumo Sacerdote é Jesus.

A última razão por que algumas pessoas judias não procuram a Jesus é porque os rabinos dizem a eles que, se eles crêem em Jesus, eles não são mais judeus. Mas, se Jesus é o Messias judaico, não há nada mais judeu do que crer nEle. Então a questão não é "Como você pode ser judeu e crer em Jesus?", mas, em lugar disto, "Quem é Jesus?"

Os seguidores de Rabino Schneerson poderiam ter evitado uma porção de problemas se eles tivessem pensado por si mesmos. O messias tinha que ter nascido em Belém de acordo com as nossas Escrituras. Rabino Schneerson nem mesmo visitou Israel!